Respeitar o próximo é cultivar a paz

Fonte: Bolívia Cultural

Gente… religião continua sendo um tema polêmico, mas vou falar sobre esse assunto pois hoje, 21 de janeiro, é o Dia Mundial da Religião e a celebração dessa data é um convite às religiões do mundo todo para uma convivência pacífica e fraterna, de forma a refletirmos sobre a situação das nossas tradições e crenças e o quanto podemos colaborar para um mundo melhor, pois uma das acusações mais comuns feitas às religiões é que elas mais causam violência do que paz. Por essa ótica, pode até parecer que o mundo seria um lugar melhor sem elas e suas rixas, visto que os conflitos religiosos atravessam continentes, épocas e ainda hoje influenciam a política, a economia e as comunidades, resultando em combates ou até mesmo em atos de violência.

Assim, contracenando com esta divergência religiosa, na mesma data, o Brasil comemora o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, como um reforço ao objetivo proposto pelo Dia Mundial da Religião, cujo preceito, independente de ser monoteísta (crer em um deus) ou politeísta (crer em vários deuses e entidades), busca em essência o mesmo objetivo: a paz e o respeito entre os seres humanos e a natureza.

Neste contexto, o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-Religioso da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Francisco Biasin, defende que para alcançar uma convivência mais fraterna entre as religiões é necessário, antes de tudo, desvincular o conhecimento de um caminho de fé de qualquer influência ideológica e política.

Para o bispo, um caminho de fé pressupõe uma sincera busca de Deus, que nasce da consciência do ser humano, e a partir daí o leva a construir relacionamentos com a natureza e com os outros seres humanos que harmonizam com tal busca, reforçando as palavras do Papa Francisco de que “não pode ser chamada religião, a que justifica a eliminação e a morte de outros seres humanos”.

Segundo o escritor e médium espiritualista Odil Campos, essa “convivência harmônica entre os seres humanos só será possível quando conseguirmos aparar as arestas que surgem da relação entre as pessoas. Para muitos, isso é difícil de aceitar ou fazer. Para outros, no entanto, a visão humana e espiritual permite restabelecer as divisas do bom senso, convivência e respeito à dignidade compartilhada”.

Não irei aqui buscar uma definição para religião ou percorrer os caminhos que nos levam a crer em Deus, mas convém lembrarmos que a Medicina já vem demonstrando que aquele que tem fé se cura mais rápido dos males físicos. Muitos psicólogos também alertam que quem crê tem mais condições de se curar dos chamados males psicológicos ou males da alma. A fé é dom de Deus. Dom significa dádiva, presente recebido de Deus. Fé é o fermento da boa religião. 

Contudo, somos cercados por inúmeras religiões e quando se fala em combate à intolerância religiosa, o assessor da Comissão para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-Religioso da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e subsecretário adjunto de pastoral da entidade, padre Marcus Barbosa, destaca que a intolerância é o comportamento de não aceitar o que é diferente de mim, do que eu penso, do que eu creio e do que eu faço, enfatizando que “a intolerância dá o braço ao fundamentalismo, à discriminação, ao preconceito e a toda forma de fechamento em si mesmo ou no seu grupo”.

Padre Barbosa também ressalta que esta data é um convite à reflexão de como andam as relações entre as religiões, de como anda o respeito e proteção do direito à liberdade religiosa e também das ações concretas que estão sendo realizadas a favor do diálogo e da paz entre as religiões, destacando o pensamento mais recente da Igreja Católica, expresso na Encíclica Fratelli Tutti do Papa Francisco: “Existe um direito humano fundamental que não pode ser esquecido no caminho da fraternidade e da paz: é a liberdade religiosa para as pessoas que creem de todas as religiões. Esta liberdade manifesta que podemos encontrar um bom acordo entre as culturas e as religiões diferentes; testemunha que as coisas que temos em comum são tantas e tão importantes que é possível identificar um caminho de convivência serena, ordenada e pacífica, na aceitação das diferenças e na alegria de sermos irmãos porque somos filhos de um único Deus”.

Desse modo, temos que convir que o combate à desinformação é uma das principais ferramentas na luta pelo fim da intolerância religiosa. Por meio do conhecimento é possível romper as barreiras do preconceito e assegurar a todos o livre exercício dos cultos, pois respeitar as diferenças e compreender o ponto de vista do outro – que é diferente do seu – é fundamental. Quando fazemos isso com diálogo e serenidade, os conflitos diminuem e evoluímos em fraternidade mútua, uma vez que o preconceito, a discriminação e a intolerância continuam sendo os principais motivos de desrespeito às religiões.

Infelizmente, a intolerância religiosa está presente no cenário mundial, sendo palco de infindáveis discórdias em diversas épocas da humanidade. Crenças que perseguem ou são perseguidas, em razão da dificuldade em aceitar a existência de um Deus diferente do seu, foi, e ainda é, motivo de grandes tragédias. Desse modo, como vivemos em um mundo formado por pessoas diferentes, com posicionamentos, crenças e interesses diferentes, somente o respeito mútuo pode garantir uma convivência saudável em sociedade. 

À vista disso, o Observatório Racial Dom José Maria Pires, articulado pela Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP) nos leva à reflexão de que “há datas para celebrar fatos que nos orgulham como nação e outras para comemorar feitos que nos edificam enquanto brasileiros, mas também existem aquelas, como o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, que nos convocam à luta pela igualdade, por uma sociedade mais fraterna, em que o respeito seja imperativo a uma convivência entre os diferentes, que assim tornam-se unidade no amor. Afinal, RESPEITAR O PRÓXIMO É CULTIVAR A PAZ!!!

Encerro este post acreditando ser este um momento propício para refletirmos acerca da sábia mensagem de Mahatma Gandhi: “As religiões são caminhos diferentes convergindo para o mesmo ponto. Que importância faz se seguimos por caminhos diferentes, desde que alcancemos o mesmo objetivo?”

~ Bia ~

Rir é o melhor remédio e é de graça

Fonte: Freepik

Você já percebeu como nos sentimos bem mais leves quando damos boas gargalhadas? Justamente pelo fato de nos proporcionar essa agradável sensação de alegria, o riso deveria estar presente diariamente em nossas vidas, mas como estamos sempre atarefados, as atividades que promovem as deliciosas risadas acabam sendo deixadas para trás, não é mesmo? 

O sorriso, como sabemos, é a primeira linguagem não-verbal que aprendemos, sendo muito eficaz, não só para melhorar o estado de espírito das pessoas que nos rodeiam, como também por ser uma forma segura de nos relacionarmos com desconhecidos, tendo o poder “mágico” de nos conectar com todos os nossos semelhantes. 

Não por acaso, o riso também ganhou uma data para ser lembrada. Isso mesmo! Hoje, 18 de janeiro, é o Dia Internacional do Riso, que foi instituído em 1995 pelo médico indiano Madan Kataria, fundador do movimento Yoga do Riso, cujo objetivo principal é promover laços entre as pessoas sem que existam quaisquer julgamentos. 

Partindo do princípio de que a mente é muito complexa, mas o corpo é bem mais fácil de compreender, ao observar o comportamento das pessoas tristes e deprimidas, Dr. Kataria percebeu que a linguagem corporal era semelhante ao estado de espírito, ou seja, menos efusiva e mais arrastada. Ao verificar que forçar o corpo a alterar a postura, seria possível obter um efeito positivo para a mente, fundou o movimento Yoga do Riso, que cria um estado mental positivo, promovendo uma atitude de esperança e de otimismo, uma vez que, ao sorrir, o organismo libera os chamados hormônios da felicidade (endorfina e serotonina), que geram no corpo os efeitos de alívio da dor e na mente, a sensação de bem-estar.

Esse movimento terapêutico, capaz de curar a depressão sem precisar de remédios, consiste na combinação de pranayama (respiração de ioga) e incontroláveis risadas fictícias. Isso porque, segundo estudos científicos, o cérebro não consegue diferenciar o riso verdadeiro do falso, proporcionando os mesmos benefícios.

Fonte: Notícias ao Minuto

Desse modo, nada melhor do que sorrirmos sem moderação, pois ele não tem contra-indicação!!! Além de ajudar a manter o equilíbrio emocional, aumentando, consequentemente, a autoestima e o alto astral, o sorriso diminui a intensidade de emoções negativas como assegura a psicóloga Silvia Cury Ismael, ao concordar com o médico indiano que “rir é importante para a saúde mental, pois diminui o risco de doenças psicossomáticas, como a depressão, ansiedade e estresse”.

Sem contar que, segundo Dr. Abrão Cury, cardiologista do HCor, rir faz um bem “danado” para o coração, ajudando no bom funcionamento do sistema cardíaco pois “quando você sorri, seu fluxo sanguíneo aumenta, auxiliando no controle da pressão arterial e protegendo contra ataques cardíacos e outros problemas cardiovasculares”.

Fonte: Holmes Place

Assim, dar risadas ou apenas sorrir é, sem dúvida, um ótimo método preventivo e terapêutico, pois ao fortalecer o sistema imunológico e reduzir o risco de desenvolvimento de doenças relacionadas ao estresse, ajuda na diminuição de prescrições médicas. Para se ter uma ideia, para que possamos sorrir, o corpo humano precisa movimentar aproximadamente 80 músculos. O riso “mexe” com o cérebro, garganta, coração, tórax, pernas, pés, além do rosto, é claro! 

Essa maravilhosa forma de expressar alegria, além de trazer inúmeros benefícios acima mencionados, promove a queima de calorias, melhora a qualidade de sono, fortalece o abdômen, melhora a respiração e a digestão, atua na prevenção de doenças como diabetes, artrites e enxaquecas, estimula a criatividade, induz ao fortalecimento de laços com outras pessoas e o melhor de tudo é que retarda o aparecimento das indesejadas rugas durante o processo de envelhecimento.

Infelizmente, à medida que nos tornamos adultos, vamos “desaprendendo” a dar risadas, impondo, às vezes, condições que limitam o riso. Imagine se todos nós continuássemos sorrindo, na mesma proporção que as crianças soltam gargalhadas, sem nenhum motivo aparente, só de caminhar ao lado uma das outras? Com o tempo, vamos perdendo o hábito do riso espontâneo, do riso que vem do compartilhamento de momentos felizes, de compreender que tudo acontece em seu tempo, momentâneo, breve, passageiro…

Fonte: Acorda Cidade

Mas, como sorriso é de graça e está sempre disponível para utilizarmos a qualquer momento, os especialistas afirmam que é possível “reaprender” a dar risadas através do condicionamento neurológico, apontando que se exercitarmos os músculos do riso, estes irão responder de modo mais natural, sempre que nos depararmos com algo divertido. Afinal, rir todos os dias é um truque em deixar de procurar a felicidade e aprender a cultivar a alegria.  

Inclusive, alguns médicos utilizam a terapia do riso para melhorar o humor dos pacientes, sendo que um dos grupos mais conhecidos atualmente são os Doutores da Alegria, uma organização sem fins lucrativos que introduziu a arte do palhaço no universo da saúde, intervindo junto a crianças, adolescentes e outros públicos em situação de vulnerabilidade e risco social em hospitais públicos.

Fonte: Direção Cultura Produções

Uma dose diária de sorriso é contagiante e quem está sempre bem humorado, consegue olhar para as situações de risco de modo mais realista e menos ameaçador. Assim, nada melhor do que estarmos sempre criando oportunidades para rir como, por exemplo, assistindo filmes de comédia, cercando-se de pessoas felizes e participando de entretenimentos engraçados. 

Diversas pesquisas também comprovam que, ao sorrir, você automaticamente gera mais empatia e confiança nas pessoas à sua volta, visto ser muito mais fácil se identificar com alguém que está sempre com um sorriso no rosto, não importando ser um desconhecido ou alguém muito próximo. Seja no trabalho, na escola ou no ambiente familiar, a característica solta e transitória do sorriso também nos ajuda a olhar para a vida com menos peso pois, ao sorrirmos, ficamos mais resilientes, tal qual dizia William Shakespeare que “é mais fácil obter o que se deseja com um sorriso do que à ponta da espada”.

Fonte: Eu sem Fronteiras

Sorrir tende a atrair pessoas para perto de nós, pois ficamos mais atraentes quando sorrimos. Prova disso é sair um dia na rua sem mostrar os dentes para ninguém e, no outro, sorrir para todas as pessoas que encontrarmos. Muito provavelmente nosso sorriso vai contagiar e gerar experiências inusitadas pois “sorrir um para o outro, sorrir para a sua esposa, sorrir para o seu marido, sorrir para os seus filhos, sorrir um para o outro – não importa quem seja – ajudará a crescer um amor maior de um pelo outro”, como orientava Madre Teresa de Calcutá.

Então, que tal buscarmos tudo aquilo que nos faz sorrir e usar esses recursos sempre que for possível? Como expressava nosso grande humorista Chico Anísio: “Sorrir é e sempre será o melhor remédio”!!! Sorria… mesmo que você não esteja sendo filmado, hehe…

~ Bia ~

Obrigado!!!

Fonte: Jornal da Madeira

Estamos no início de mais um ano e, ao consultar o calendário oficial das datas comemorativas, verificamos que todo dia é dia de comemorar alguma coisa importante. Seja uma data histórica ou uma data simbólica, celebrar é preciso. Você sabia que existe até mesmo o dia internacional para comemorarmos o ato de agradecer? Simmm… Hoje, 11 de janeiro, festejamos o Dia Internacional do Obrigado.

Nos primeiros dias do ano, enquanto preparava o artigo sobre a Gratidão, minha prima Cláudia me lembrou que em janeiro também temos o dia do “obrigado” e ficamos questionando porque esses dois temas, aparentemente tão similares, eram comemorados em datas tão próximas. Após algumas pesquisas sobre o significado das palavras Obrigado e Gratidão, nos deparamos que, apesar de ambas expressarem agradecimento, existe uma sutil variação que faz toda diferença.

Desse modo, se olharmos no dicionário, a palavra obrigado significa: “que se sente devedor de um favor, de uma amabilidade; agradecido, grato”. Quer dizer que você está agradecendo e está se sentindo devedor de um favor. Mesmo que nunca seja cobrado, vem o sentimento de que você deve algo ou uma obrigação.

Já a palavra gratidão significa: “sentimento experimentado por uma pessoa em relação a alguém que lhe concedeu algum favor, um auxílio ou benefício qualquer; agradecimento, reconhecimento”. Você demonstra sentimento e respeito pelo gesto da pessoa, sem o sentimento de que “deve algo em troca”. Ser grato, como mencionado no post anterior,  é um modo saudável de trazer para a vida mais positividade, razão pela qual é importante exercitar a gratidão.

Uma vez esclarecida a diferença entre essas duas palavras, vale destacar que o Dia Internacional do Obrigado surgiu por iniciativa dos usuários das redes sociais e sua origem é desconhecida. Mesmo parecendo insignificante, esta palavra de oito letras faz toda a diferença para quem a recebe, assim como deixa feliz quem a profere. Por isso, neste dia, basta sabermos que é uma data dedicada à reflexão sobre a importância de agradecer às pessoas, sejam desconhecidas ou próximas. Distribuir um pouquinho de simpatia com um simples “obrigado”, com certeza fará com que qualquer um de nós se sinta bem melhor! Afinal, quem faz o favor sente-se bem em ter contribuído, assim como quem o recebe, não é mesmo?

Por que dizer “obrigado”?

Estamos acostumados a agradecer às pessoas no “automático”, proferindo o clássico “obrigado”. Mas você sabe a origem desse termo? Pode até parecer, mas não tem nada a ver com a ideia de ser forçado ou coagido. O termo obrigado vem de obligatus que, em latim, é o particípio do verbo obrigare, cujo sentido é ligar por todos os lados; amarrar. Quer dizer que estamos ligados a alguém pelos laços de agradecimento, por causa de uma gentileza ou um favor, expressando um reconhecimento por isso. Na verdade, é uma redução da expressão: “fico-lhe obrigado”, ou seja, “estou ligado a você pelo favor que me prestou”, de forma que um elo passa a existir entre as pessoas que se sentem obrigadas umas para com as outras.

Fonte: Freepik

Entretanto, o sentido do agradecimento vai além do reconhecimento de uma ação. Ele alcança a conexão moral formada entre as partes, existindo o comprometimento de quem recebeu o favor, ainda que momentaneamente. Deste modo, com um simples “obrigado” costumamos agradecer por algo que nos foi benéfico, seja uma atitude humana ou até mesmo algo que cremos ter recebido de uma força superior, fruto de nossos pedidos. Assim, deixar de dizer obrigado, ou obrigada, é visto como falta de educação pela nossa sociedade.

Motivo pela qual, desde pequenos, somos educados a dizer “obrigado” como resposta para qualquer tipo de gentileza que nos seja direcionada. Entretanto, na vida adulta, diante de tantas adversidades, muitas pessoas acabam por ofuscar o verdadeiro significado deste sentimento, tornando a palavra “obrigado” sem o verdadeiro sentido de gratidão, passando a usá-la de forma inconsciente, apenas por educação ou por regras que nos fazem viver em comunidade. Assim, ao dizermos “obrigado”, é essencial agradecermos de “coração” pois a gratidão, essa sim, é um sentimento poderoso e verdadeiramente transformador em nossas vidas, sendo a forma mais elevada de amadurecimento psicológico.

Portanto, ao inserirmos o hábito de dizer obrigado, de forma consciente, reconhecendo o desprendimento do outro, interfere positivamente em nossos níveis de generosidade e compaixão, indispensáveis à construção de relacionamentos mais saudáveis. Quando sentimos gratidão, este sentimento fortalece as relações interpessoais, pois demonstra que somos capazes de reconhecer a importância e o potencial do outro. Quem tem o costume de agradecer, tende a sentir menos inveja, ressentimento, arrependimento e outros sentimentos que geram estresse e descontentamento, uma vez que, ao encararmos as dificuldades com gratidão, lapidamos o nosso ego e crescemos como seres humanos.

Principalmente nos dias atuais, em que o “marketing” vigora fervorosamente nas redes sociais, muitas pessoas anseiam por objetos e status que nem sempre lhes pertencem, lamentando não terem “sorte” e, até mesmo, deixando-se levar pela frustração por não reconhecerem o bem em suas próprias vidas. Neste contexto, o sentimento de gratidão transcende a necessidade do ganho, de modo que viver agradecido eleva nossos olhos acima da materialidade e nos conduz por caminhos mais amenos, blindando nossos desejos contra a efemeridade do mundo consumista em que vivemos. É preciso, acima de tudo, agradecer e dizer “obrigado” ao universo por tudo que temos e somos!!! 

Fonte: Sonho Astral

Como vimos, a gratidão é mais que uma atitude corriqueira de nos mostrarmos satisfeitos com um favor. Ela é uma emoção, um valor que provém da ação gratificante, de um ganho inesperado ou de um pedido atendido. Sentir-se grato é algo que nos coloca em conexão com a prosperidade espiritual e emocional pois, sentindo gratidão pela vida e pelo que ela nos proporciona, nos distanciamos da escassez. Assim, agradecer pelas mínimas coisas nos transborda de abundância: quanto mais gratos nos sentimos, mais coisas boas fluem em nossas vidas! 

Fonte: O Subconsciente tem Poder

Em suma, a gratidão também é um ato voluntário que beneficia as duas partes. Não deixa de ser um bem despretensioso, sem interesses ou cobranças, pois quem faz o favor sente-se bem em ter contribuído, assim como quem o recebe. Sendo assim, jamais devemos fazer um favor almejando algo em troca. O obrigado, o ficar-lhe obrigado, não exige retribuição, pois descaracteriza o bem pelo bem.

Posto isso, vale ressaltar que dizer “obrigado” com o espírito de gratidão, além de ser um sinal de boa educação, é uma forma de partilhar a alegria e o reconhecimento por algo que nos foi concedido, oferecido ou facilitado. Um “obrigado” pode fazer toda a diferença para quem a recebe, ainda mais quando acompanhado do sentimento de gratidão que mostra consideração, respeito e, acima de tudo, humildade. 

A gratidão desbloqueia a abundância da vida. Ela torna o que temos em suficiente, e mais. Ela torna a negação em aceitação, caos em ordem, confusão em claridade. Ela pode transformar uma refeição em um banquete, uma casa em um lar, um estranho em um amigo. A gratidão dá sentido ao nosso passado, traz paz para o hoje e cria uma visão para o amanhã.” (Melody Beattie)

E, como o tema de hoje é sobre a importância do agradecimento, encerro este post agradecendo, do fundo do meu coração, a todos vocês que têm a enorme paciência de ler os nossos artigos (meu e/ou da Dani) e vêm nos incentivando a dar continuidade neste projeto, que é a concretização do nosso sonho. Muito, muito obrigada!!!   

~ Bia ~

Todo dia é dia de gratidão!

Fonte: Divertidosos

Como já dizia Esopo que a “gratidão é a virtude das almas nobres”, em muitos países celebra-se o Dia da Gratidão, em diferentes datas, de acordo com as suas respectivas culturas. No Brasil, a gratidão é comemorada hoje, 6 de janeiro, mas é celebrada, internacionalmente, no dia 21 de setembro. Todavia, nos Estados Unidos, no Canadá e nas ilhas do Caribe, a data para manifestar a gratidão é no Dia de Ação de Graças (Thanksgiving Day), na 4ª quinta-feira do mês de novembro, sendo um dos feriados mais importantes desses países, ocasião em que os familiares e os amigos se reúnem para agradecer pelas dádivas recebidas.

No entanto, qualquer que seja a data, é interessante sabermos que existe um dia para que possamos refletir que é a gratidão que possibilita a celebração da vida como um todo (famíla, amigos, paixões, conquistas, animais de estimação, moradia e o trabalho) e, nem sempre, recebem o merecido reconhecimento. Imperceptivelmente, devido à “corrida dos ratos”, não dispomos de “tempo” para valorizarmos o quanto esses elementos que compõe a nossa vivência diária são essenciais para o nosso bem-estar-bem nesta existência.

Mas… antes de discorrermos sobre esse tema, é preciso esclarecer que  a gratidão só se manifesta por causa de outros sentimentos como amor, generosidade, amizade, solidariedade, entre outros, que fortalecem nossos vínculos interpessoais e têm o poder de produzir múltiplos benefícios individuais, coletivos e ambientais, favorecendo a manutenção da nossa saúde física e mental. 

Desse modo, inúmeras pesquisas científicas comprovam que pessoas gratas têm mais disposição para realizar exercícios físicos e cuidar melhor da saúde, realizando check-ups ou buscando ajuda para curar suas enfermidades. A gratidão também aumenta a probabilidade de acordarmos com mais vigor e energia, uma vez que, por ativar a região cerebral do hipotálamo, promove um sono diário mais profundo e mais saudável. Além disso, fortalece o sistema imunológico pois, pelo fato de nos ajudar a buscar alternativas para conquistar o bem-estar, pode até mesmo evitar a evolução de inflamações e/ou doenças crônicas.

Fonte: Minha Vida

No entanto, muito provavelmente, o maior benefício da gratidão está relacionado à saúde mental pois ela tem a capacidade de influenciar o cérebro a identificar boas experiências e, neste sentido, a neurociência aponta que as pessoas que expressam gratidão ativam no sistema cerebral, as sensações de prazer, de bem-estar e de alegria, liberando a dopamina, hormônio que melhora a motivação e a disposição, neutralizando sentimentos negativos como a angústia e tristeza. Segundo o Eu sem Fronteiras, entre os benefícios que a gratidão traz para a saúde mental, temos:

1. Acalma a mente, levando à reflexão e oferecendo a oportunidade de reconhecer as coisas boas da vida.

2. Estimula o autoconhecimento e promove a reflexão sobre crenças, valores e capacidades.

3. Permite valorizar as coisas que já se tem, em vez de pensar sobre aquelas que podem criar expectativas infundadas e frustrações.

4. Melhora o humor, afastando pensamentos negativos, incertezas e inseguranças.

5. Desperta a consciência para os momentos de felicidade e para sentimentos nobres, como bondade, generosidade, compaixão, gentileza, perdão e amor ao próximo. Além disso, apoia o desenvolvimento da espiritualidade.

6. Aumenta a resiliência diante das adversidades e a capacidade para lidar com desafios. Favorece focar nas boas oportunidades e na possibilidade de aprender e evoluir.

7. Ajuda a lidar com a ansiedade e com a depressão, favorecendo sentimentos de felicidade, esperança e superação.

8. Eleva o amor-próprio e a capacidade de enxergar conquistas, sem, contudo, fomentar narcisismo, assim como auxilia a superar traumas.

9. Favorece ressignificar uma decepção e transformá-la em amadurecimento, ajudando a se libertar de sentimentos tóxicos.

10. É energizante e leva a enxergar as dádivas e as possibilidades de ir além, assim como de reconhecer tudo com bondade e respeito, sejam pessoas ou sentimentos dos quais é necessário se desapegar.

Fonte: Vittude

Outrossim, por estar relacionada à reciprocidade e à empatia, a gratidão melhora a sociabilidade pois, enquanto sentimento nobre de reconhecimento por algo que alguém faz de bom ao outro, também diz respeito à percepção geral de dádivas e oportunidades, inclusive relacionadas à natureza, como acordar e observar com alegria o dia ensolarado. Independente da forma como a gratidão é percebida, ela desperta gentileza, generosidade, respeito e acolhimento às diferenças individuais, uma vez que a manifestação da gratidão diz respeito a sentimentos e valores humanitários que extrapolam paradigmas sociais.

Fonte: Pixabay

Ser grato também melhora a autoestima, visto promover a autoconfiança e a crença nas possibilidades de sucesso e na própria capacidade para atingi-lo. Permite feedback positivo, pois uma pessoa pode não ter a percepção do quanto foi importante na vida da outra, até receber a gratidão dessa pessoa. A gratidão estimula uma atitude otimista diante da vida, ajudando a romper crenças limitantes, possibilitando reflexão e ressignificação, a partir de uma visão mais positiva e libertadora, fortalecendo a ideia do aprendizado e do amadurecimento.

Demonstrar gratidão também nos leva a conectar com a espiritualidade, fazendo com que a vida seja mais leve, alegre e fluida, pois ao produzirmos uma atitude positiva que mude o padrão vibracional, elevamos a confiança, emergindo valores e crenças como o equilíbrio à paz e ao bem-estar. Desta maneira, sermos gratos significa abraçar, aceitar, acolher as experiências e aprender com elas, abrindo o coração para percebermos as riquezas que gentilmente chegam para todos nós!!!

Neste contexto, como a gratidão não nasce com a pessoa e só pode ser adquirida a partir da infância, as crianças precisam ser orientadas a agradecer não somente pelas coisas que ganham mas, principalmente, pelos gestos que recebem. E, ao realizarem algo positivo, também devem ser reconhecidas, de modo a desfrutarem da sensação de bem-estar e de encorajamento que a gratidão produz. Elas ainda podem e devem ser estimuladas a demonstrar a gratidão por meio de gestos como sorrisos, beijos e abraços, sendo incentivadas a desenvolver esse hábito, de modo a compreenderem que esse é um comportamento gratuito  pelo qual não se deve esperar algo em troca.

Fonte: Guia Infantil

Contudo, mesmo cientes dos vários benefícios que a gratidão pode nos trazer e da importância de dar bons exemplos às crianças, a gratidão não é algo tão rotineiro e abrangente quanto se deseja. Muitas pessoas não tem o hábito de expressá-la e, quando o fazem, normalmente acreditam que um simples “obrigado” é suficiente para fazer essa demonstração. Porém, ela representa muito mais do que isso e deveria ser uma atitude permanente.

Assim, é comum que no dia a dia, até mesmo por uma questão de despreparo, a maior parte das pessoas acabem dando muito mais atenção às coisas ruins do que às boas. Com isso, a tendência é reclamar muito mais do que agradecer. Dessa forma, para criarmos uma atitude de agradecimento, é importante fazermos um balanço das nossas “contas” de gratidão, analisando se existe alguma circunstância, pessoa ou situação pela qual nunca agradecemos, pois só pelo fato de fazermos essa reflexão, estaremos emanando energia de gratidão e de vibrações positivas para os envolvidos. 

Essa atitude de colocar a “mão na consciência” nos leva a exercitar diariamente a gratidão com nossos pais, irmãos, parentes e amigos, abrangendo todas as nossas relações. Tem alguém da sua família, amigo, colega de trabalho ou da escola que te apoiou e você não expressou gratidão? Ao Incorporarmos o ato de agradecer, fazendo dela um hábito, somos capazes de descobrir que o mundo é bem melhor e mais leve quando aprendemos a vê-lo através dos olhos da gratidão. Expressar esse sentimento por meio de  pequenas atitudes, não deixa de ser uma prática terapêutica, funcionando como um remédio de efeito imediato para tornar qualquer relação mais agradável.

Ações aleatórias de bondade como faz a Paty, minha filha, que adora fazer bolo e distribuir para os vizinhos, dar flores, livros ou qualquer outro mimo, mesmo que não seja uma data especial, são representações simbólicas de afeto e reconhecimento, capazes de proporcionar uma enorme e agradável sensação de paz e alegria entre as pessoas. Mesmo que a vida seja corrida, é importante priorizarmos, de vez em quando, um tempo para entrarmos em contato com a pessoa querida, perguntando como ela está ou como foi seu dia, ainda que não pessoalmente. Ligar ou escrever uma mensagem de gratidão para alguém que tenha feito algo bom, mostra que demonstramos interesse e isso contribui para manter a relação saudável com as pessoas que são realmente importantes na nossa vida.

Fonte: Português

Estas atitudes tão simples podem trazer melhoras incríveis, tanto para as relações interpessoais como para a forma como lidamos com nossos próprios sentimentos. Então, que tal abraçarmos a prática da gratidão cada vez mais nas nossas vidas, seja nas relações familiares, profissionais ou sociais? Afinal, quem demonstra gratidão revela grandeza, maturidade e sabedoria! E o mais importante de tudo é que praticar a gratidão faz bem à nossa alma e ao nosso coração. Traz uma imensa paz interior e funciona como um imã que atrai energias positivas para nós mesmos. Nada mau, não é mesmo?

“A gratidão não é o simples ato de dizer “obrigada”, é algo muito maior! Gratidão é entender que temos uma conexão profunda com o universo, e tudo que espalhamos, ele nos devolve em forma de gratidão. Se somos gratos à ele, ele também é, e nos retribui com energias e pessoas incríveis em nossos caminhos!” (Surama Jurdi)

~ Bia ~

Paz aqui na Terra!!!

Fonte: 10Wallpaper

Não sem motivo, no primeiro dia do ano também comemoramos o Dia da Confraternização Universal e o Dia Mundial da Paz. Afinal, nada é mais prazeroso do que começarmos o ano numa convivência pacífica, não é mesmo?

Mas… como descrever a paz? 

Segundo a Infopédia, paz pode ser definida como:

1. Ausência de guerra

2. Fim de uma situação de conflito armado; armistício

3. Relação de concórdia ou harmonia entre pessoas ou grupos

4. Tranquilidade; serenidade

5. Ausência de ruído ou agitação em certo lugar ou momento

Assim, à primeira vista, paz é aquele sentimento profundo que invade a nossa alma quando estamos de bem conosco mesmo e com todas as pessoas, de modo a nos proporcionar uma agradável sensação de bem-estar-bem.

No entanto, é preciso reiterar que a paz está inserida num conceito muito mais amplo e polissêmico (palavra que tem dois ou mais significados) e, no caso do Dia Mundial da Paz, não celebramos apenas a busca pela paz relacionada à tranquilidade e ausência de conflitos, mas principalmente à paz que minimize a realidade de muitas pessoas que sofrem com as desigualdades, a violência, a fome e a miséria. 

Desse modo, a paz também representa uma transformação social que incite à inclusão universal das pessoas. Todavia, temos que convir que a luta pela paz no mundo atual ainda é irrisória, pois além dos vários conflitos étnicos, territoriais e de outras ordens pelo mundo, como a guerra entre a Russia e a Ucrânia e os frequentes confrontos entre judeus e palestinos no Oriente Médio, existe também a necessidade urgente de se combater a miséria, as epidemias e a fome em vários cantos do planeta. Para se ter uma ideia, segundo dados do Banco Mundial, 3,4 bilhões de pessoas vivem abaixo da linha da pobreza. Dá para acreditar?

Em razão desta triste realidade, é óbvio que para promovermos a paz, seja necessário algo muito mais promissor do que uma simples data comemorativa. Neste sentido, o Papa Paulo VI (1897-1978), ao proclamar em 1967 uma mensagem, no qual foi instituído o 1º dia do ano como sendo a data oficial para celebrarmos a paz mundial, não desejou que a comemoração se restringisse apenas aos católicos, uma vez que para ele, a verdadeira celebração da paz só estaria completa se envolvesse todos os homens, não importando a religião. Na ocasião, ele expressou o anseio de que esta iniciativa ganhasse adesão ao redor do mundo e fosse celebrado pelos “verdadeiros amigos da Paz”, independente de credo, etnia, posição social ou econômica.

Contudo, por ser uma data religiosa vinculada à Igreja Católica, o Vaticano realiza anualmente uma cerimônia oficial, propondo um tema para o Dia Mundial da Paz, escolhido pelo próprio Papa, a fim de tocar o coração das pessoas, tornando-as mais humanas e interessadas no bem comum, na paz entre os homens. Até hoje foram abordados 56 temas, expostos nos discursos dos papas durante a ceia de Natal, sendo que as questões levantadas abordam assuntos relacionados à solidariedade, conflitos mundiais, pobreza, infância e adolescência, educação, direitos humanos, perdão, entre outros.

Fonte: Paróquia de São Francisco Xavier

Deste modo, a mensagem para a celebração deste ano tem como tema ‘Ninguém pode salvar-se sozinho. Juntos, recomecemos a partir da Covid-19 para traçar sendas de paz’, estabelecendo uma ligação entre a pandemia e a guerra na Ucrânia. Na sua mensagem para o Dia Mundial da Paz, o Papa Francisco elogia os esforços, por vezes heróicos, que permitiram enfrentar a pandemia, mas sublinha que “o vírus da guerra é mais difícil de derrotar”. Convida o mundo a “mudar o coração” no pós-pandemia, destacando que o impacto causado pela Covid-19 tenha que reforçar o “sentido comunitário” e de fraternidade, na humanidade.

Ele também nos leva à reflexão com a seguinte pergunta: – O que, de fato, aprendemos com esta situação de pandemia?

A mensagem papal, adaptada pela Agência Ecclesia, considera que a confiança posta no progresso, na tecnologia e nos efeitos da globalização gerou uma “intoxicação individualista e idólatra”. Papa Francisco sustenta que “não podemos ter em vista apenas a nossa própria proteção, mas é hora de nos comprometermos em prol da cura de nossa sociedade e do nosso planeta, criando as bases para um mundo mais justo e pacífico, seriamente empenhado na busca de um bem que seja verdadeiramente comum”.

Referindo-se à atual situação na Ucrânia, o Papa ressalta que “esta guerra, juntamente com todos os outros conflitos espalhados pelo mundo, representa uma derrota, não só para as partes diretamente envolvidas, mas também para a humanidade”. E, numa reflexão dedicada ao mundo pós-pandemia, lamenta que o mundo enfrente agora “uma nova e terrível desgraça”, indicando que “assistimos ao aparecimento de outro flagelo – uma nova guerra – comparável em parte à Covid-19, mas pilotado por opções humanas culpáveis”.

Assim, ele destaca que a guerra na Ucrânia “ceifa vítimas inocentes e espalha a incerteza, não só para os que são diretamente afetados por ela, mas de forma generalizada e indiscriminada para todos, mesmo para aqueles que, a milhares de quilómetros de distância, estão sentindo os seus efeitos colaterais“. Indica que precisamos “desenvolver, por meio de políticas adequadas, o acolhimento e a integração, especialmente em favor dos migrantes e daqueles que vivem como descartados nas nossas sociedades”, defendendo que “só a paz que nasce do amor fraterno e desinteressado pode ajudar a “superar as crises pessoais, sociais e mundiais”.

Posto isso, o Papa Francisco anseia para que todos nós possamos “caminhar juntos, valorizando tudo o que a história possa ensinar”. Ao encerrar a mensagem, ele formula votos para que todos os homens e mulheres de boa vontade possam, como artesãos de paz, construir, dia após dia, um ano feliz!!!

Neste sentido, Dom Julio Endi Akamine, Arcebispo da Arquidiocese de Sorocaba, expressa que “fomos criados para a paz e não para a guerra e mais do que um projeto desejado pelas pessoas, a paz é primeiramente um atributo do próprio Deus, de forma que optar por práticas e por políticas que evitem o conflito significa ser coerente com a própria natureza humana”.

Ele enfatiza que a paz só é possível através da reconciliação e mesmo não sendo fácil perdoar, principalmente quando temos que enfrentar as feridas da guerra, da criminalidade e dos conflitos, sem a reconciliação com o passado, sem atingir a justa reparação – nunca a vingança, mesmo que controlada –, sem o perdão reciprocamente oferecido e recebido, a cultura da paz não lança raízes nos tratados, na sociedade e nos corações. A paz, como ele a define, “é um bem indivisível e só pode ser imposta com a própria paz”.

Por tudo isso, ao orarmos pela paz, qualquer que seja a crença, Dom Júlio Akamine esclarece que só “estaremos abrindo o nosso coração para a relação com Deus e para o encontro com o próximo sob o signo do respeito, da confiança, da compreensão, da estima e do amor. A oração infunde coragem e dá apoio a todos os verdadeiros amigos da paz”.

Após essas explanacões, nada melhor do que encerrar este post, ouvindo uma bela canção de Roberto Carlos sobre a essência da Paz aqui na Terra!!!

Paz na Terra – Roberto Carlos

Paz aqui na Terra às crianças, aos homens e mulheres de bom coração!!!

~ Bia e Dani ~

Boas lembranças…

Fonte: Spirit Fanfics

Hoje, 26 de Dezembro, é o Dia da Lembrança. Segundo o calendário.com, não existe uma explicação clara para que essa data tenha sido escolhida, mas na versão de alguns historiadores, por ser instituída um dia após o Natal, data que nos leva a muitas recordações, a ocasião tenha sido oportuna para comemorarmos o ato de lembrar. 

Por que as lembranças são tão importantes na nossa vida?

A partir do momento em que nascemos, começamos a registrar memórias que serão utilizadas para o nosso desenvolvimento cognitivo. Prova disso é que a fala pelos bebês, por exemplo, é resultado de meses de observação, assimilação e recordação do material linguístico acessado por meio da interação diária com os pais.

Embora estudos científicos indiquem que só começamos a guardar memórias de longo prazo a partir dos 3 ou 4 anos de vida, até mesmo os acontecimentos anteriores a esse período são essenciais para moldar quem seremos no futuro. Inclusive, constata-se que muitos transtornos psicológicos derivam de lembranças inconscientes e experiências da primeira infância, de forma que as recordações possam impactar nosso estado de espírito de tal modo que, não raramente, o cérebro bloqueia memórias traumáticas, como um mecanismo de defesa natural. 

Fonte: Sesc-SC

Neste contexto, o filósofo alemão Schopenhauer, aponta que a memória é capaz de moldar experiências e a percepção da realidade, destacando que, assim como recordações ruins podem levar a traumas intensos e definitivos, as lembranças boas conseguem revolucionar o estado de espírito, renovar esperanças e nos proporcionar uma agradável sensação de bem-estar. 

Como somos construídos a partir de lembranças, temos um baú repleto de memórias, tanto boas como ruins, fazendo com que as experiências e os conhecimentos adquiridos ao longo da vida nos levem a ser quem somos. Manter vivas as recordações que nos deixaram felizes no passado é um ótimo exercício para fugir da melancolia, pois quando lembramos de algo bom que aconteceu, podemos sentir a sensação daquela circunstância, apaziguando os momentos tristes pelos quais também estamos fadados a passar neste mundo em que vivemos.

Fonte: IBC

Deste modo, as boas lembranças, sendo o alicerce para a construção de uma vida emocional mais saudável, tendem a funcionar como um porto seguro quando precisamos, por exemplo, enfrentar momentos de luto pela perda de pessoas queridas. Elas permitem que façamos uma “viagem no tempo”, uma vez que reviver as lembranças pode nos dar a sensação de ter, por perto, a pessoa querida que se foi. 

É o que estou fazendo neste exato momento. Viajando no tempo… Com os olhos marejados e sentindo a saudade que já bate forte no meu peito, despeço-me de você, querida Elisa Mieko que, com o seu jeitinho carismático de ser, nos deixou alguns dias atrás. Você foi muito especial para mim pois quando, aos 17 anos, saí de casa para estudar na capital paulista, você estava lá, sempre me recebendo de braços abertos, me abraçando e me acalentando no período mais solitário da minha vida. As lembranças dos bons momentos que passamos juntas, estarão para sempre guardadas no fundo do meu coração!

Assim, compartilhar com amigos e familiares os bons momentos vividos com o ente querido, além de ser uma linda forma de homenageá-lo, pode ajudar a ver a passagem de quem se foi, de uma forma menos dolorosa. Neste sentido, acredito que para preservarmos preciosas lembranças, nada melhor do que vivermos intensamente cada momento, ainda mais quando estivermos ao lado das pessoas que tanto amamos. Como a memória é facilmente resgatada através de recordações, registrar em fotos e vídeos também é uma ótima sugestão para termos um acervo dos bons momentos com nossos amigos e familiares, vocês não concordam?

Fonte: Facilita Seguros 

Sabendo-se que as lembranças são registradas, assimiladas e acessadas em nosso cérebro, não podemos, de forma alguma, negligenciar alguns hábitos que favorecem a saúde mental e evitam o esquecimento. É imprescindível estar com a saúde em dia, alimentando-se bem, bebendo muita água e praticando exercícios físicos regularmente, pois como diz o célebre ditado, “mente sã, corpo são”, quanto melhor cuidarmos da nossa saúde, maior será a fixação das boas lembranças em nossas mentes. 

Fonte: IPASEMAR

Encerro este post, em concordância com frazes.com.br, ao mencionar que as lembranças são registros fotografados pelos nossos olhos e ficam eternamente gravados na nossa memória. Quando nos lembramos desses lindos registros, nossos corações se enchem, não só de saudade, mas também de conforto por ter algo tão bonito guardado na memória. Vamos, então, guardar o que tem que ser guardado: boas e boas lembranças!!!

~ Bia ~

Fazer o bem, não importa a quem, faz bem

Fonte: Observatório do 3° Setor

Coincidência ou não, o Dia Internacional da Solidariedade Humana também é celebrado, todos os anos, no mesmo mês em que a Magia do Natal desperta no coração das pessoas, o espírito da solidariedade

Exatamente hoje, 20 de dezembro, é a data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) para destacar a solidariedade como um dos valores humanos fundamentais para o desenvolvimento adequado das relações nacionais e internacionais entre todos os tipos de pessoas. Este dia promove o auxílio às pessoas que têm menos benefícios por aqueles que possuem melhores recursos, principalmente econômicos. A maior ênfase dada à esta celebração é a erradicação da desigualdade e da pobreza. 

Mas… o que é solidariedade? Por que dizemos que a sociedade precisa ser solidária ou que nós precisamos ser solidários uns com os outros? 

O conceito de solidariedade é bastante complexo e aberto a inúmeras interpretações, que dependerão muito das experiências pessoais que cada um de nós vivenciamos no dia a dia. Conforme André Bakker do Instituto Aurora, “solidariedade é tanto um desejo quanto uma atitude. Um desejo ou atitude de uma pessoa ou grupo com o objetivo de ajudar ou apoiar outras pessoas, grupos ou causas. Esse desejo ou atitude é motivada por um sentimento de vínculo com essa pessoa, grupo ou causa”. 

Vocês sabiam que por trás desse conceito, existe uma história de lutas sociais por direitos humanos? Segundo Baker, a fraternidade, que foi um dos ideais da Revolução Francesa (1789) através do famoso lema “Liberdade, Igualdade, Fraternidade”, é o primeiro nome associado à solidariedade. É nesse momento histórico que a versão que conhecemos dos direitos humanos começa a se estruturar, sendo que o princípio da fraternidade era que todas as pessoas fossem tratadas com igual respeito, para que a vida na sociedade fosse possível. Todavia, por conta de diversos conflitos sociais que eclodiram em alguns países da Europa durante a Revolução de 1848, conhecido por Primavera dos Povos, a fraternidade cedeu seu espaço à solidariedade, que passou a fazer parte do cenário político como uma bandeira dos movimentos sociais. 

Assim, em razão das transformações que o mundo vem passando ao longo das décadas, não há hoje um conceito único acerca da solidariedade, podendo ter várias origens e significados, inclusive atribuindo à ela a responsabilidade que todos têm uns para com os outros. E, também, a responsabilidade que as nações têm uma para com as outras. Nesse sentido, ao instituir o Dia Internacional da Solidariedade Humana em 2005, a ONU destaca a importância de valorizar o papel das ações coletivas na superação de questões que ultrapassam as barreiras de cada país, como as doenças, as questões ambientais e climáticas e, em razão da globalização econômica, a pobreza e a miséria que afetam milhões de pessoas ao redor do mundo. 

Diante desse ideal trazido pelas Nações Unidas, assumir a solidariedade como um princípio ou um valor para pensar a sociedade, é compreender que o ser humano não está sozinho. Vivemos em um sistema social que exige a participação de todos, tanto na política como na economia, que nos levam às relações de cooperação e reciprocidade. Nessa perspectiva,  pelo fato de não vivermos isoladamente, desconectados uns dos outros, a solidariedade, conforme Franz Kafka, “é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana”.

Fonte: Internacional da Amazônia

À vista disso, querendo ou não, precisamos uns dos outros para sobreviver e o principal motivo que nos leva, muitas vezes, a não inserir práticas de solidariedade na rotina é a velha desculpa da falta de tempo. No mundo turbulento em que vivemos, parece impossível encaixar no dia a dia, mais uma atividade no meio do trabalho, dos cuidados com a família, filhos e amigos, dos projetos pessoais, da vida social, entre outros.

Mesmo sabendo que não é preciso mais do que algumas horas do fim de semana para visitar um asilo e compartilhar alguns momentos com quem precisa ou visitar um lar de crianças carentes e doar roupas, alimentos ou brinquedos, o que nos conforta é que também podemos praticar a solidariedade dentro dos ambientes em que estamos inseridos, como no trabalho, no condomínio ou no bairro onde moramos, pois em todo lugar existe um jeito de ser solidário.

A grande sacada, entretanto, é encontrarmos uma causa que nos inspire e que nos impulsione a continuar. Podemos começar adotando pequenos gestos que, pode não parecer, mas são extraordinariamente eficazes para transformar as pessoas e as circunstâncias em que elas se encontram. Até nas nossas escolhas diárias, como os alimentos que consumimos e os produtos que utilizamos, é um ato de solidariedade. Talvez, sem perceber, algumas ações solidárias já estão incorporadas no nosso cotidiano, tais como:

  • Ajudar algum familiar em uma questão prática;
  • Recolher o lixo de parques ou outros ambientes que frequenta;
  • Ser doador de órgãos;
  • Visitar doentes e idosos;
  • Adotar um animal;
  • Dedicar seu tempo a alguém que precisa;
  • Juntar-se a grupos voluntários;
  • Ajudar alguém a largar um vício;
  • Doar roupas, alimentos, livros ou qualquer outro item para uma instituição;
  • Ceder o seu lugar em transportes públicos;
  • Consumir mais produtos de vendedores do seu bairro;
  • Oferecer para fazer compras para alguém que não pode sair de casa;
  • Dar aulas gratuitas sobre um assunto que você domina;
  • Rezar e interceder pelo próximo;
  • Ligar para alguém que está passando por dificuldades.

Deu para perceber que fazer o bem sem olhar a quem, não precisa estar relacionado com uma religião ou filosofia? Revigorar esse sentimento de empatia com todas as pessoas, independente se as conhecemos ou não, nos leva a crer que ajudar uns aos outros é condição sine qua non para o nosso bem-estar neste planeta. Afinal, como sabiamente expressa Alvaro Granha Loregian, “ninguém é tão pobre que nada possa dar e ninguém é tão rico que não precise receber”.

Para isso basta simplesmente “arregaçar as mangas” e começar!!! À medida que praticamos atos solidários, somos capazes de perceber o quanto agir pelo outro faz bem pois nos deixa mais alegres e motivados, melhorando a saúde física e mental, promovendo a autoconfiança e impulsionando o movimento do bem pelo bem. 

Fonte: Estudar Na Prática

Face a face com desafios globais sem precedentes, onde nos deparamos com drásticas mudanças climáticas e ecológicas, crises financeiras e econômicas, fome e doenças infecciosas, terrorismo e guerras que nos deixam instáveis e confusos, acreditamos que agora é a melhor hora para mostrarmos o lado bom da natureza humana: o lado do amor e da compaixão. Mesmo sendo impossível fazer tudo por todos, sempre podemos fazer o bem por e para alguém, pois certamente isso também nos fará um grande bem. Que os anjos digam amém!!!

~ Bia e Dani ~

A Magia do Natal está no ar!

Fonte: Bora nessa Trip

Quando a gente menos percebe, o ano está chegando ao fim e as festas de confraternização começam a ser organizadas, assim como os preparativos para as festas em família. Afinal, nada melhor do que comemorar o final do ano rodeado de pessoas queridas, não é mesmo?

Sem dúvida, o Natal é a data comemorativa que mais faz parte do imaginário de todos nós, encantando crianças e fazendo adultos voltarem à infância, pois tudo se transforma num mundo mágico com muitas luzes, enfeites e personagens lendários como o Papai Noel e os duendes. É impressionante como esta data, em que os cristãos comemoram o nascimento de Jesus Cristo, contagia os povos de todos os cantos do planeta, quaisquer que sejam suas crenças, neste período de festas.

Fonte: iStock

Eu, particularmente, adoro esse clima natalino que me leva a resgatar as preciosas lembranças das pessoas mais importantes da minha vida. Além disso, o Natal para mim, como declara Júlio César Cardoso, é a “época mágica de desembrulhar esperanças, de dar de presente, carinho, compreensão e amor, de construir e fortalecer a paz e a fé, de engavetar a saudade. Aquela saudade pequena, que vai ficando maior e que vai doendo um pouquinho mais à medida que o Natal vai chegando. Saudade de almas queridas, inquilinos vitalícios de nossos corações”.

Assim, passar o mês de dezembro decorando a minha casa com enfeites alusivos à essa festividade, resplandece a minha existência. Ouvir as músicas natalinas, ver as ruas e os monumentos iluminados, os shoppings lotados de crianças para tirar fotos com o Papai Noel, apreciar as árvores enfeitadas, assistir o nosso netinho Léo participando do Auto de Natal na escola é tudo muito lindo, é tudo muito mágico, não é mesmo Maria do Carmo?

Participação do Léo no Auto de Natal (Dez/2022)

No entanto, acredito que a essência de um Natal genuinamente mágico acontece quando incluímos toda a família, principalmente as crianças, a participarem dos preparativos, de forma a manter as tradições natalinas ainda mais significativas. Longe da loucura dessa época do ano em que o consumismo exagerado é surreal, fazer enfeites de Natal com o que se tem em casa é uma ótima opção para decorar inserindo toques de personalidade e, ainda, economizar. 

Sendo a solidariedade um dos sentimentos mais exacerbados nessa época do ano, a ocasião é propícia para que as crianças aprendam desde cedo a compartilhar um pouco do que têm com pessoas que pouco ou nada têm para a mesa de Natal. Explicar a importância de dividir aquilo que se tem, ajudando quem mais precisa, é um dos gestos mais nobres da época natalina, sendo uma excelente oportunidade para mostrar aos pequenos que mais gratificante do que receber, é dar. Afinal, isso sim, condiz com o verdadeiro espírito natalino!!!

Uma caixa de presente sendo presenteada - Foto: Syda Productions/ShutterStock.com
Fonte: Guia do Bebê

Outro sentimento que aflora nessa época do ano é desejarmos, de alguma forma, demonstrar nosso carinho e a nossa gratidão, não só aos nossos familiares, mas aos nossos amigos e colegas de trabalho ou de escola que, durante o decorrer do ano, nos apoiaram, proporcionando momentos de muita alegria e satisfação. 

Nesse sentido, fiquei encantada ao saber que a Cláudia, a filha mais velha da minha tia Zélia, e sua filha Mariana, deixando-se envolver pela magia do Natal, tiveram a brilhante ideia de utilizar a técnica do “origami” (arte japonesa que ensina, através da dobradura de papel, muito sobre paciência e a busca pela transformação), para fazer meias natalinas. Por ser uma forma diferente e criativa de presentear, juntamente com a família, despenderam dedicadamente várias horas aos finais de semana, fazendo as lembrancinhas para alegrar o Natal dos amigos e colaboradores do seu ambiente de trabalho.

Origami de meias natalinas

Mas… por que meia? Não sei se vocês sabem, mas a meia de Natal não serve apenas para decorar. Ela também carrega consigo uma simbologia especial: prosperidade, riqueza e boa sorte. Assim, na intenção de transmitir harmonia e vibrações positivas, elas optaram pelas meias de papel, recheando-as com deliciosos chocolates. Uma ótima sugestão, vocês não acham?

Além dos enfeites e das lembrancinhas, o Natal também passa pela cozinha, com pratos típicos saborosos que não podem faltar nesta época do ano. Envolver a família na preparação destas delícias, dando asas à imaginação para criar um cardápio temático é, certamente, uma atividade que vai tornar o Natal ainda mais mágico. Que tal preparar deliciosas receitas de Natal em família? As crianças irão adorar participar desses preparativos!!!

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Fonte: NostroFiglio

Para fechar com chave de ouro um inesquecível Natal mágico, é claro que não poderia faltar um dos maiores símbolos que é a árvore toda decorada. Este é um dos momentos mais especiais que antecedem o Natal e é comovente ver a alegria das crianças separando ou até mesmo ajudando a fazer os enfeites para serem colocados na árvore!

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Fonte: Neoenergia Pernambuco

Criar boas lembranças que ficarão para sempre guardadas no coração dos pequenos, significa alimentar a doçura e ingenuidade que só se tem na infância e que poderão ser resgatados no nosso eu-criança em algum cantinho, na vida adulta. Afinal, qual é a primeira imagem que vem à cabeça quando pensamos no Natal? Independente da lembrança, ela vem acompanhada de muitos elementos: luzes, bolinhas de natal, presentes, presépios e vários outros adereços que tornam tudo mágico! 

Deste modo, envolver a família em todos estes preparativos para a festa de Natal é uma forma de fazer com que as lembranças venham acompanhadas da magia natalina, pois ela não está apenas nos detalhes, mas principalmente nos sentimentos que a data intensifica, criando uma atmosfera diferente que, por vezes, não conseguimos explicar, mas sabemos que é algo único e típico dessa época, que tem o poder mágico de nos deixar encantados diante da beleza das luzes coloridas, das árvores enfeitadas, das músicas temáticas, das confraternizações com amigos e da família toda reunida. 

Simmm… O Natal tem esta capacidade incrível de tocar os nossos corações, despertando princípios como a solidariedade, a inclusão e o respeito pelo próximo e pelo meio ambiente. Princípios que andam “hibernados” pela pressa do mundo contemporâneo e que clamam, cada vez mais, pela necessidade de orações em agradecimento pela vida, pela saúde e pela família.

Fonte: Nei Alberto Pies

Que neste período de festas, a contagiante magia do Natal aqueça nossas almas, espalhando sorrisos e abraços, fazendo com que a luz desta época brilhe cada vez mais forte de esperança e bondade! Como também expressa Charles Dickens, “Natal é um tempo de benevolência, perdão, generosidade e alegria. A única época do ano em que homens e mulheres parecem, de comum acordo, abrir livremente seus corações”. 

FELIZ NATAL MÁGICO PARA TODOS NÓS!!!

~ Bia ~

Cidades pela vida, cidades contra a pena de morte

Fonte: Palmela

Comentei no post anterior que as datas comemorativas têm sido a minha bússola para o planejamento dos diversos temas que venho escrevendo e ao procurar um assunto relevante para postar no final deste mês, acabei me deparando com este tema que, sinceramente, nem sabia que existia. Após algumas pesquisas e reflexões, vamos devanear sobre o Dia Internacional “Cidades pela Vida / Cidades contra a Pena de Morte”, que é comemorado anualmente no dia 30 de novembro. 

Trata-se de um movimento criado em 2002 pela Comunidade de Sant´Egídio, organização não-governamental italiana, com o objetivo de assinalar o aniversário da primeira abolição da pena de morte da História, que ocorreu no Grão-Ducado da Toscana, no norte da Itália, no dia 30 de novembro de 1786. Desde 2007, esta iniciativa tem o apoio da Coligação Mundial contra a pena de morte, da qual a Anistia Internacional faz parte, no intuito de  alertar a população sobre a importância do respeito internacional pelo Direito à Vida e pela Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Segundo a Wikipedia, mais de 2000 cidades espalhadas por todo o mundo já aderiram a este movimento e declararam-se “Cidades pela Vida”, empenhadas na abolição da pena de morte. Deste modo, este dia global, conhecido como Cities for Life Day, tornou-se um importante evento para despertar a consciência e envolver as instituições na procura de um sistema judicial que não incite à morte e respeite a vida.

CitiesForLife_Comunita-di-SantEgidio_pena-di-morte

Acerca dessa grande mobilização mundial contra a pena capital, nos damos conta de que a  cultura do punitivismo tem crescido consideravelmente nos últimos anos, devido ao anseio social por penas mais severas sendo que, em alguns países, aplicam-se a pena de morte, na tentativa de resguardar a segurança e dias melhores para a população.    

De acordo com Dom Roberto Francisco Ferreria Paz, Bispo de Campos (RJ), “conceituar que certas pessoas são inimigas e temos o direito de eliminá-las, equivale acreditar naquele velho adágio latino: si vis pacem para bellum (se queres paz prepara-te para a guerra). Paradoxalmente, o Bispo de Campos (RJ) relembra as palavras do Papa João Paulo II que: “se queres paz prepara-te para paz, pois a paz não é apenas um resultado ou somente uma meta, mas um caminho que só pode ser alcançado pela não violência ou, se preferimos, pela justiça restaurativa”.

Desse modo, isso nos leva à reflexão de que enquanto reagirmos ao mal com o mal, estaremos alimentando incessantemente a espiral da violência. Como nos ensina Gandhi de que se levarmos “a ferro e fogo” o Código de Hamurabi do “olho por olho e dente por dente” ficaremos caolhos e banguelas, Dom Roberto Francisco infere que somente uma cultura de paz e reconciliação pode renovar o pacto civilizatório e humano, pois é na confiança e esperança na pessoa que geramos também uma convivência solidária e responsável, além de inclusiva. 

Assim, ele nos alerta de que “quando o Estado e o poder público mata a um ser humano cumprindo uma sanção penal, reproduz a violência e a multiplica ensinando o triste e perverso meio do extermínio”. O medo e o terror nos aterrorizam e nos tornam muito piores, pois na sua versão, “desumanizar e degradar aqueles que cometeram crimes é, sem dúvida, a falência da democracia, da sociedade e da dignidade humana”.

Diante dessa premissa, precisamos considerar que não faltam relatos do sofrimento físico e desumano causado pelas execuções. À vista disso, o movimento para a erradicação da pena de morte no mundo está a todo vapor, sob o comando da Anistia Internacional, afirmando que “não há justiça sem vida” e que “a pena de morte é a forma mais cruel, desumana e degradante de punição, uma vez que o direito à vida é inalienável e nenhuma autoridade pode decidir tirar a vida de um ser humano”.

A pena de morte é um sintoma de uma cultura de violência, mais do que uma solução para esta, visto não ter provas acerca do seu efeito dissuasor e negando qualquer possibilidade de reabilitação e reconciliação. Os erros judiciais podem acontecer mas a pena de morte é irreversível e pode ser aplicada a um inocente. Embasado nesta divergência, o direito internacional é favorável à abolição universal e encoraja todos os Estados a abolir a pena de morte, destacando que atualmente 58 países retêm esta forma cruel e desumana de punitivismo.

Fonte: Estremoz

Em homenagem à esta data, milhares de cidades em todo o mundo iluminam (muitas vezes com velas) um monumento histórico ou edifício público, em protesto contra a pena de morte. É um ato simbólico, com a luz da vida a vencer a escuridão da morte!!!

~ Bia ~

Segunda Sem Carne?

Fonte: Segredos do Mundo

Isso mesmo!!! Talvez você já saiba que se trata de um movimento que chegou ao Brasil em 2009, a partir de uma campanha da Sociedade Vegetariana Brasileira em parceria com a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente da Prefeitura de São Paulo, com a ideia de que as pessoas deixem de consumir carne pelo menos uma vez por semana. O dia escolhido foi segunda-feira porque é o dia da semana que planejamos colocar em prática mudanças no melhor estilo “agora eu começo”. Então… que tal começarmos a nos alimentar de forma a tornar o mundo melhor? 

Cortar de vez a carne não é uma tarefa fácil para muita gente, mas você sabia que abrir mão dela, pelo menos, uma vez na semana já faz uma enorme diferença na saúde e no impacto ambiental? Prova disso é a criação da campanha Segunda Sem Carne, que começou em 2003 nos Estados Unidos com o propósito inicial de prevenir doenças causadas pelo excesso do consumo de carne. Atualmente a campanha está presente em mais de 40 países, objetivando conscientizar a população sobre os impactos que o consumo de produtos de origem animal têm sobre os animais, nossa saúde e nosso planeta.

Por que aderir a esse movimento?

Pelo planeta

Fonte: Awebic

O impacto socioambiental causado pela pecuária é assustador pois consome grande quantidade de água, grãos, combustíveis fósseis, pesticidas e drogas. Consequentemente, geram grande quantidade de excrementos, contaminam os mananciais, causam a erosão e a poluição atmosférica. Isso sem contar que a pecuária é a principal responsável pela destruição de florestas tropicais e outras áreas naturais. A seguir temos alguns dados encontrados no Awebic que considero importante compartilhar:

– Devido ao uso intensivo de água para produção de carnes, um consumidor médio de carne demanda indiretamente mais de 3800 litros de água por dia (Fonte: Bureau of International Information Programs);

– A produção de 1 quilo de carne bovina no Brasil emite cerca de 335 quilogramas de gás carbônico (CO2), o que equivale a dirigir um carro médio por cerca de 1600 quilômetros;

– A pecuária é responsável por 14,5% das emissões de gases causadores do efeito estufa oriundas das atividades humanas (Fonte: Food and Agricuture Organization);

– O setor pecuário é responsável por mais de 80% de todo desmatamento no Brasil (Fonte: Amazonia.org).

Diante desses dados, Imaginem multiplicar tudo isso pela quantidade de pessoas que comem carne todos os dias! Insustentável para o planeta, não é mesmo?

Pelos animais

Fonte: Awebic

Difícil acreditar mas durante um único ano, são mortos mais de 70 bilhões de animais terrestres em todo o mundo. Isso sem contar os animais marinhos que também são sacrificados para a alimentação. Segundo o último relatório do IBGE, são abatidos aproximadamente 1 boi, 1 porco e 190 frangos POR SEGUNDO no Brasil. Ao reduzir o consumo de carne, pelo menos, uma vez por semana, ajudamos a preservar não apenas a biodiversidade da nossa fauna, como também a vida desses animais. Afinal, se desejamos uma sociedade pacífica, mais justa e sem violência, um ótimo primeiro passo é tirar a violência do nosso prato, não acham?

Pela saúde das pessoas

Fonte: Awebic

Médicos e nutricionistas afirmam que uma alimentação centrada em vegetais diminui o risco de diabetes, de infarto e outras doenças cardiovasculares, além de reduzir o risco de alguns tipos de câncer, como o do intestino grosso. Pode não parecer, mas retirar alimentos de origem animal do prato por, pelo menos um dia, pode trazer muitos benefícios para a saúde. Conforme a Awebic, dietas sem carne são estimuladas pela Associação Dietética Americana e Nutricionistas do Canadá, bem como por renomadas instituições como o American Institute for Cancer Research, American Heart Association, Food and Drug Administration, Departamento de Agricultura dos Estados Unidos e muitas outras.

Através do quadro a seguir, é possível visualizar, de maneira mais sucinta, os impactos acima descritos.

Fonte: Sociedade Vegetariana Brasileira

O que podemos fazer?

Em um planeta com quase um bilhão de pessoas passando fome, as carnes apresentam-se como uma fonte precária de alimentos, demandando, como acabamos de ver, recursos escassos como água e terras que poderiam ser diretamente usados para a alimentação humana. Precisamos mudar padrões de consumo!!! Passar um dia da semana, pelo menos, sem carne é a mudança mais importante que cada um pode fazer, pois atinge com uma só “cajadada”, o cerne dos problemas políticos, éticos, ambientais e sociais. “É uma atitude que influencia não somente na busca por um planeta mais sustentável como também melhora a saúde, provê tratamento mais ético aos animais, combate a fome global e colabora com o ativismo político e comunitário”, como declara o ex-Beatle Paul McCartney, um dos embaixadores da campanha no Reino Unido.

Fonte: Sociedade Vegetariana Brasileira

Pesquisando no YouTube, achei muito interessante o vídeo do Átila Iamarino falando sobre a segurança alimentar e sustentabilidade. Se você tem compaixão, não só com o seu semelhante que está passando fome, mas também com a preservação do meio ambiente, vale a pena prestar atenção nos dados por ele apresentados.

Quando nos tornamos indivíduos responsáveis pelas nossas próprias ações, estaremos pensando coletivamente. Vamos participar e compartilhar desse movimento sustentável diante de tanta insustentabilidade! “Tô dentro”, e você?

~ Bia ~

Não caia no “conto do vigário”

Fonte: SpaceMoney

A tão aguardada Black Friday, que em português quer dizer sexta-feira negra, é um evento que dá início à temporada de compras natalícias com significativas promoções oferecidas por milhares de empresas, em diversos países do mundo. É um evento tradicional que teve a sua origem nos Estados Unidos e que acontece toda sexta-feira após o Dia de Ação de Graças (quarta quinta-feira do mês de novembro), conhecido como Thanksgiving Day, feriado comemorado não só pelos americanos, mas também celebrado no Canadá e nas ilhas do Caribe, como o dia de gratidão a Deus, com orações e festas, pelos bons acontecimentos ocorridos durante o ano.

A primeira Black Friday do Brasil aconteceu no dia 28 de novembro de 2010 e foi totalmente online. Como o evento não tem regulamentação e nem organização centralizada, qualquer empresa, tanto virtual quanto física, pode fazer promoções com o nome Black Friday. A procura por esse termo levou muitas agências de publicidade a se colocarem como centrais oficiais do evento, de modo que ano após ano, a Black Friday brasileira vem batendo recordes de vendas, contemplando a negociação tanto de bens como imóveis, carros, artigos infantis, utilidades domésticas, quanto de serviços como turismo, festas infantis e comunicação.

No entanto, segundo pesquisa do PROVAR – Programa de Administração de Varejo da Fundação Instituto de Administração (FIA) – os preços de vários produtos vêm sendo “maquiados” na Black Friday, gerando indignação nos consumidores que começaram a usar a expressão “Black Fraude” para se referir ao evento. Houve até mesmo um movimento nas redes sociais, de posts de print screen dos preços e seu aumento, à medida que o dia da Black Friday Brasil se aproximava, devido ao comportamento de alguns lojistas que tentam iludir o público com ofertas “milagrosas”.

Além dos falsos descontos, tem muita gente mal intencionada querendo dar o golpe nos consumidores, de maneira que, com tantas promoções, torna-se difícil diferenciar a verdade da mentira em meio à euforia das compras. Por exemplo, houve casos em que uma televisão que custa, normalmente, R$ 3.000 era colocada por R$ 5.000 às vésperas da Black Friday. Quando chegava na hora H, era anunciada a R$ 2.500. A loja divulgava o desconto de 50%, mas, na prática, se comparado ao histórico, foi de 16%.

Mas esse não é o único golpe aplicado, sendo que atualmente o consumidor precisa ter muito cuidado ao fazer compras online e até mesmo presenciais. Então, pensando na segurança, o que é preciso saber na hora de comprar? Vamos ver, a seguir, os golpes mais comuns que, segundo o PagSeguro, acabam transformando a Black Friday em Black Fraude:

Mudança de valor no carrinho de compras. Viu um produto super barato no site, mas na hora de adicionar no carrinho o preço aumentou? Esse é um golpe que acaba enganando muita gente! Apresentar o preço de apenas uma parcela ou mostrar só o valor para PIX são formas de enganar o cliente e mascarar o real valor daquele produto.

Frete mais caro do que o produto. Alguns comerciantes “compensam” o desconto na cobrança do frete e o custo de envio encarece demais o valor final. Se você se deparou com esse caso, faça uma pesquisa em outras lojas que também comercializam aquele item para comparar os valores.

Prazo de entrega abusivo. Se você quer comprar uma televisão para assistir aos jogos da Copa (que começa alguns dias antes da Black Friday), não faz sentido demorar 45 dias para receber o produto, concorda? Infelizmente existem lojas que trabalham com prazo de entrega muito longo, algo que pode estar atrelado à falta de estoque do produto vendido. Muitas vezes esse golpe passa despercebido pelo consumidor, que não presta atenção no tempo que vai levar até o produto chegar (e vai ter que lidar com o problema depois que já realizou a compra).

Desconto falso: tudo pela metade do dobro. Esse é o principal e mais encontrado. Aquele em que os comerciantes aumentam o preço algumas semanas antes para no dia oferecer um “super desconto”. Ele pode acontecer tanto no e-commerce quanto nas compras físicas.

Sites falsos. Mais perigoso do que descontos falsos são os sites falsos, que já fizeram muitos clientes sentirem o gosto amargo da Black Fraude! Usando canais de comunicação, como e-mail marketing, WhatsApp e anúncios em redes sociais, os golpistas divulgam promoções muito vantajosas, mas levam o usuário para um site fraudulento. À primeira vista, ele parece idêntico, mas na hora de finalizar a compra, o dinheiro vai para a conta deles e não para a loja! O produto nunca será entregue e o consumidor fica com o prejuízo nas mãos. O segredo é sempre consultar a página oficial da loja associada ao anúncio recebido, para saber se a oferta realmente existe.

Fique também atento a essas atitudes simples para fugir dos golpes da Black Fraude:

Compare preços entre lojas e veja todo o histórico. Se o golpe mais conhecido é aquele que aumenta o preço antes para dar desconto depois, a primeira forma de fugir dele é através de sites como o Buscapé que indica os preços de cada produto nos últimos seis meses. Esse aplicativo pode responder ao consumidor se o produto realmente está no desconto da Black Friday ou se é mais uma pegadinha da “Black Fraude”. O Zoom é uma boa opção para quem quer comparar os preços dos produtos nos últimos meses e ainda receber parte do dinheiro de volta através de cashback. O aplicativo também tem a função de recomendar produtos com os menores preços e com maiores descontos. Também como opção para fugir da “Black Fraude”, o Compare TechTudo também é outro aplicativo atrativo para o monitoramento de preços. Com enfoque nos eletrônicos, a plataforma indica ao consumidor os produtos com os melhores valores.

Faça uma lista do que você pretende comprar na Black Friday 2022 e passe a acompanhar os valores com certa antecedência. Não deixe de analisar o valor do frete também! Assim você consegue encontrar o melhor custo-benefício. Aproveite para anotar ou tirar prints, assim será possível conferir se houve um aumento significativo de valor na véspera. Se esse for o caso, não pense duas vezes: denuncie a loja!

Compre em lojas com boa reputação. Opte por lojas que você já conhece ou que têm boa reputação. Se tiver comentários de outros clientes, melhor ainda! Para conferir se um estabelecimento é confiável, dê uma olhada no Reclame Aqui e na lista do Procon. Confira não só a nota dos antigos clientes como também o tempo de resposta da loja e sua “taxa de sucesso” para solucionar reclamações.

Fuja de links suspeitos. Recebeu uma promoção que parece boa demais para ser verdade por e-mail? Não clique! Se quer conferir a veracidade do desconto, abra uma nova aba, entre no site daquela loja e procure pelo produto. Caso não encontre, há chances de ser um golpe! Isso vale para mensagens SMS, mensagens diretas nas redes sociais e anúncios. Se chegou ao site e está em dúvida, dê uma olhada no cadeado verde que fica ao lado da barra de endereço para saber se ele tem o certificado SSL de segurança. Se tiver, o site é seguro!

Fique atento ao valor final da compra. Para não ter nenhuma surpresa quando chegar a fatura do cartão, revise o valor final da compra antes de finalizar. Assim, você foge dos golpes que mudam o preço quando você adiciona o item no carrinho!

Prefira pagar com cartão virtual. Quer fazer uma compra online? Então use o cartão virtual! Ele é uma versão digital do cartão físico, mas com número e CVV diferentes. A grande vantagem de usar este formato é que os dados mudam! Caso o site seja falso ou os dados sejam roubados, eles não podem ser usados novamente e você não corre o risco de encontrar compras desconhecidas na fatura. Se o pagamento for feito por boleto, é mais seguro que ele seja emitido no site oficial da loja. Evite os boletos enviados através de email ou Whatsapp. Não deixe também de conferir os dados do boleto: valor da compra, nome e CNPJ do beneficiário.

Caí na Black Fraude… e agora?

Mesmo com vários cuidados, é possível cair em fraudes da Black Friday. Por isso, esteja pronto para lidar com esses problemas. Caso aconteça, faça um boletim de ocorrência com prints e documentos que registrem o ocorrido. Porém, para evitar essa dor de cabeça, o ideal é seguir as dicas acima mencionadas e ficar “de olhos bem abertos” para não ser “enganado” por falsas promoções. Afinal de contas, a Black Friday está recheada com ofertas irresistíveis e nada melhor do que aproveitar esse evento para fazermos boas compras, não é mesmo? Mas… como diz o sábio ditado de que todo cuidado é pouco, vamos tomar o máximo de cuidado para não cairmos no “conto do vigário”, ok?

~ Bia ~

Gentileza gera gentileza

Fonte: Cidade Verde

Se tem um povo que, por tradição, se preocupa em promover a gentileza e está sempre tomando o máximo de cuidado para não causar transtornos às pessoas, esse povo, sem dúvida, é o povo japonês. Um aspecto importante da cultura japonesa é que o grupo vem antes do indivíduo, de modo que a harmonia dentro do grupo e da sociedade em geral deve ser mantida tanto quanto possível. Isso leva a práticas agradáveis, como por exemplo, trocar presentes com seus vizinhos, sendo que uma das piores coisas que você pode fazer para quebrar a harmonia é causar “meiwaku”, ou seja causar aborrecimentos, transtornos ou incômodos para outras pessoas. 

Desse modo, é comum observarmos que as mesas das praças de alimentação de um shopping ou até mesmo banheiros de locais públicos estão sempre limpos, pois existe a constante preocupação em não causar transtornos para a próxima pessoa que for usar. Assim, não é de se estranhar que o Dia Mundial da Gentileza (Bondade), comemorado no dia 13 de novembro, tenha surgido durante um congresso em Tóquio, em 1997. O grupo Movimento das Pequenas Gentilezas do Japão reuniu diversos grupos de diferentes países que propagavam a gentileza em suas nações e apresentou a proposta. Em 2000, foi oficializado o Movimento Mundial pela Gentileza (World Kindness Movement – WKM), com o objetivo de inspirar as pessoas a serem mais gentis e, consequentemente, tornar o mundo bem melhor. 

É óbvio que a gentileza deve ser praticada todos os dias, independente de ter ou não um dia especial, pois atitudes simples como cumprimentar, abraçar, sorrir ou proferir uma palavra positiva tem o poder de mudar a energia do ambiente, além de melhorar a convivência e motivar as pessoas. Quando alguém é recebido com um sorriso, naturalmente ele o retribui, gerando uma corrente do bem. Ter empatia e ser gentil engloba vários fatores como compreender os maus entendidos, não julgar, respeitar os variados pontos de vista, escolher as palavras certas para cada momento entre outras diversas atitudes.

Assim, a gentileza é um fator primordial na qualidade de vida, pois tanto quem a recebe, quanto quem a realiza, se sente mais feliz, ou seja, gentileza gera gentileza!!! Mas… você sabia que existe uma história por trás dessa frase?  

Simmm…nesta data tão peculiar, é impossível não trazer à tona um dos maiores expoentes deste tema: José Datrino, o Profeta Gentileza. Criador da frase “gentileza gera gentileza”, construindo a ideia de que atos de bondade podem ser cíclicos e que uma boa ação pode inspirar inúmeras outras, José Datrino passou a ser conhecido como Profeta Gentileza quando, em 17 de dezembro de 1961, um gigantesco incêndio no Gran Circus Norte-Americano, na cidade de Niterói no Rio de Janeiro, ceifou centenas de vidas.

Na antevéspera do Natal, Datrino acordou alegando ter ouvido “vozes astrais”, que o mandavam abandonar o mundo material e se dedicar apenas ao mundo espiritual. Desse modo, pegou um de seus caminhões e foi para o local do incêndio, plantando flores no local que um dia foi palco de tantas alegrias, mas também de muita tristeza. Aquela foi sua morada por quatro anos e lá incutiu nas pessoas o real sentido da palavra Gentileza, confortando os familiares das vítimas da tragédia com suas palavras de bondade. 

Após deixar o local que foi denominado “Paraíso Gentileza”, o Profeta começou a sua jornada como andarilho, fazendo sua pregação e levando palavras de amor, bondade e respeito pelo próximo e pela natureza, a todos que cruzassem seu caminho. Aos que o chamavam de louco, ele respondia: – “Sou maluco para te amar e louco para te salvar“. A partir de 1980, escolheu 56 pilastras do Viaduto do Gasômetro, que vai do Cemitério do Caju até o Terminal Rodoviário do Rio de Janeiro, numa extensão de aproximadamente 1,5 km, enchendo inscrições em verde-amarelo no intuito de incitar as pessoas a aplicarem gentileza em todo o planeta. No entanto, em 1990, a prefeitura do Rio de Janeiro “apagou” por engano as frases do Profeta  e apesar do pedido de desculpas, a restauração do legado de Datrino só ocorreu em 1999, três anos após a sua morte. 

O Profeta Gentileza foi homenageado na música pelo compositor Gonzaguinha e também pela cantora Marisa Monte que, além de incentivar os valores pregados pelo profeta, retrata os danos ocorridos contra os murais, como diz o trecho: “Apagaram tudo / Pintaram tudo de cinza / Só ficou no muro / Tristeza e tinta fresca”.

À vista desta célebre frase, o psicólogo Igor Teo aponta que há uma espécie de contágio saudável quando praticamos atos de gentileza, principalmente em épocas de intolerância como as que estamos vivendo atualmente no Brasil. Desse modo, um olhar mais doce, um sorriso afável e palavras de carinho e atenção, “desarmam” qualquer violência, proliferando um ambiente muito mais agradável. Consequentemente, as pessoas se sentem gratas por nossas ações e tendem a nos tratar da mesma maneira. É um efeito dominó, pois um ato leva a outro e pequenas ações podem fazer grande diferença, aumentando, por exemplo, questões de autoestima e sociabilidade. Segundo o psicólogo, quando as pessoas se sentem agradecidas e felizes, elas querem de alguma forma retribuir as pessoas que lhe fazem sentir assim. 

Acredito que essas pequenas ações devem ser aplicadas principalmente no convívio familiar pois no mundo conturbado em que vivemos atualmente, em muitos lares percebe-se que está faltando “tempo” para se exercer atos de gentileza e bondade com a própria família, vocês não concordam? A falta de carinho e atenção, principalmente do pai que está sempre ausente por conta do trabalho, tende  a causar sérios danos emocionais ao longo da vida de uma criança, de modo que, quando adulto, essa criança não sente a necessidade de retribuir “tudo” que seu pai fez por ele até a sua emancipação. 

Apesar da cultura japonesa se preocupar em não causar transtornos a terceiros e até mesmo ter proposto uma data para celebrar mundialmente a gentileza, é comum encontrarmos nesse país, relatos de crianças e jovens que convivem com o descaso do pai que está sempre tão cheio de afazeres e obrigações, deixando a educação dos filhos sob a total responsabilidade da esposa e, desse modo, não participando ativamente da vida cotidiana de seus filhos. 

Antagonicamente, não posso deixar de falar como meu sogro, Sr. Hiroshi, mesmo sendo japonês, era carinhoso e gentil, não só com os filhos mas com todas as pessoas que o cercavam. Assim como José Datrino representava a gentileza, meu sogro era sinônimo de pura bondade. Muitíssimo dedicado às questões religiosas, era amável, sereno e estava sempre com um belo sorriso estampado em seu rosto. Segundo Milton, meu marido, ele foi um pai extremamente participativo e jamais usou da agressão ou violência para educar os filhos, tratando-os com respeito e cordialidade. Desse modo, era gratificante presenciar o relacionamento entre pai e filho pois como gentileza gera gentileza, Milton também sempre nutriu imenso carinho por aquele que foi um grande exemplo de bondade para todos nós.

Diante de tantos aforismos alusivos à gentileza, chegamos ao veredito de que podemos ser gentis de várias maneiras. Ser gentil não engloba bondade, generosidade, amor e afeto apenas aos nossos semelhantes mas também com todo o meio em que vivemos como, por exemplo, não jogar papel e/ou lixo no chão, separar lixos recicláveis de lixos orgânicos e cuidar das plantas. Sejamos gentis com os animais, com a natureza e o meio ambiente em geral, com as crianças, com os idosos e com o próximo pois, segundo Harold Kushner, “quando você é gentil com os outros, isso não muda apenas você, mas também muda o mundo”, uma vez que retribuir com gentileza até mesmo nos momentos mais difíceis, pode ser a melhor resposta para alcançarmos os melhores resultados.

Afinal, nada melhor do que seguir o exemplo de Shakespeare: “Eu aprendi que ser gentil é mais importante do que estar certo”. Ou até mesmo nos conscientizarmos de que “as palavras gentis são breves e fáceis de dizer, mas o eco delas é eterno”, conforme profetizou Madre Teresa de Calcutá. 

~ Bia ~

A estrela guia de uma escola

Quem mais poderia ser a estrela guia de uma escola senão o profissional responsável pelo bom funcionamento de uma instituição educacional? Isso mesmo!!! O diretor da escola!!! Assim como celebramos no dia 15 de outubro o dia dos professores, os diretores escolares também têm, merecidamente, o seu dia. Em alguns estados brasileiros como em São Paulo, é comemorado no dia 18 de outubro e em outros, como no Paraná, no dia 12 de novembro.

Como a diretora que quero homenagear, representando todos os diretores escolares do Brasil, é de uma escola que está no estado do Paraná, vou aproveitar essa data pra falar sobre a importância desse profissional no contexto educacional. 

Quando se trata de falarmos sobre o diretor escolar, muitas vezes, o que logo vem em nossa mente é a figura daquele profissional super ocupado, com muitos documentos em sua mesa, resolvendo diversos problemas, corrigindo comportamento indisciplinado de alunos, conversando com pais e responsáveis, não é mesmo?  

Não sei se vocês sabem, mas o papel do diretor de escola vai muito além disso. Muitas pessoas não enxergam a verdadeira função deste profissional em uma instituição de ensino, tendo até mesmo uma visão distorcida de que é uma figura distante, que apenas distribui as funções aos colaboradores da escola e “castiga” os alunos que não são obedientes ou estudiosos.

Porém, por trás de todas as transformações educacionais que encontramos nas instituições de ensino, existe a cautelosa articulação, organizada e objetiva, de uma figura igualmente essencial nesse cenário: o diretor escolar. Além de administrar, cabe a ele incentivar, motivar e inspirar tanto a sua equipe quanto os seus alunos.

Desse modo, o diretor exerce um papel importantíssimo na rotina escolar e dentre suas principais obrigações, podemos destacar a gestão do setor administrativo e financeiro, o trabalho em prol do desenvolvimento pedagógico, da coordenação do corpo docente e até mesmo a integração entre família-escola.

Realmente, ser diretor não é uma tarefa fácil. Ele tem que estar preparado para diferentes situações, pois nem sempre tudo sai como planejado, de maneira que  driblar os desafios e os percalços da gestão escolar não é algo tão simples. Ainda mais agora, em tempos tecnológicos e de pandemia, o diretor escolar tem que acompanhar as constantes mudanças e estar sempre atento a tudo que acontece dentro e até fora da escola.

Diante de todas estas responsabilidades inerentes aos diretores de escolas, esse também é o papel que, com muito amor e dedicação, desempenha atualmente a diretora da Escola Bilíngue para Surdos de Maringá, Ana Dalva Arsiê Botion, que tem plena consciência de que, para alcançar um projeto pedagógico de qualidade, professores, coordenadores, alunos e responsáveis devem, antes de tudo, estar em sintonia com a gestão.

A Escola Bilíngue para Surdos de Maringá é fruto da criação, em 1981, de uma entidade assistencial voltada para o atendimento de crianças surdas na cidade, conhecida por ANPACIN (Associação Norte Paranaense de Áudio e Comunicação Infantil). Da data da sua fundação até 2010, a diretora era a Sra. Yara Felipe que trabalhou incansavelmente para proporcionar às crianças surdas um ensino de qualidade, de forma que pudessem crescer e serem capazes de vivenciar as evoluções do mundo. 

Transferiu seu cedro para a vice-diretora Ana Dalva que vem habilmente conduzindo uma equipe de colaboradores a fim de alcançar metas e objetivos que possam impactar positivamente na inclusão dos alunos surdos na organização sócio econômica do país. Assim, por ser diretora de uma escola voltada para a educação especial, são enormes os desafios que envolvem a gestão escolar, mas a Ana Dalva, extremamente comprometida com o seu trabalho, está sempre a postos para enfrentar as adversidades e demonstrando muita competência para atuar em diferentes cenários. 

Sua capacidade de inovação é admirável pois está constantemente buscando meios efetivos para solucionar problemas reais de maneira ágil e em conformidade com as necessidades da instituição de ensino. Por estar há mais de 30 anos se dedicando à essa escola, reconhece e acompanha as transformações sociais pelas quais a instituição tem passado ao longo dos anos, adaptando a rotina da escola às mudanças comportamentais, tanto da equipe de colaboradores como dos alunos, pais e responsáveis.

Nesse sentido, uma das suas prioridades é fortalecer os canais de comunicação com alunos e responsáveis, pois ela que, antes de ser diretora, foi durante muitos e muitos anos professora da escola, sendo a primeira professora da Dani, na antiga ANPACIN, é a maior defensora de que se a família e escola andarem sempre de mãos dadas, melhor será o desempenho dos alunos surdos para que possam ter uma gama maior de possibilidades na vida profissional e pessoal. Como ex-professora, não podemos deixar de ressaltar como era prestativa e gentil, tendo muita paciência com todas as crianças, sendo que até hoje, todos os ex-alunos, já adultos e de bem com a vida, têm muito carinho e orgulho dessa professora que hoje ocupa, incansavelmente, o cargo de diretora da escola.

Ana Dalva e Dani – antes e 28 anos depois

Como foi possível observar, ser diretora de uma escola bilíngue de surdos é um trabalho que demanda um esforço diário e contínuo, não existindo uma fórmula mágica para gerí-la, mas com muita, mas muita garra e disposição, Ana Dalva vem se dedicando à educação de crianças e jovens deficientes auditivos. Ela merece todo o nosso respeito e a nossa admiração pois, sem dúvida alguma, é a estrela guia da escola que é referência nacional de educação bilíngue no Brasil.  

Parabéns a todos os diretores de escola e, em especial a você, Ana Dalva, que continua iluminando a vida de todas as crianças e jovens surdos que são sempre calorosamente acolhidos por você e pela sua equipe de colaboradores! Como dizia Leon Tolstói: “Pode-se viver uma vida magnífica quando se sabe trabalhar e amar. Trabalhar por aquilo que se ama e amar aquilo em que se trabalha.” 

~ Bia e Dani ~

Prevenir é melhor do que remediar

Fonte: IOB

No dia 10 de novembro comemoramos o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez que foi instituído com o propósito de educar, conscientizar e prevenir a população brasileira para os problemas advindos da surdez que afeta, em algum grau, de acordo com o IBGE, mais de 10 milhões de pessoas, sendo que no mundo todo, a estimativa é de que 900 milhões de pessoas podem desenvolver a surdez até 2050, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Como vimos anteriormente, a surdez é o nome dado à impossibilidade ou à dificuldade de ouvir. Dependendo da causa, uma pessoa pode nascer ou se tornar surda e por existir vários graus de perda auditiva, ela pode impedir ou dificultar a percepção dos sons pelo indivíduo. A audição não tem relação apenas com o ouvido: na verdade ela é constituída por um sistema auditivo que capta as ondas sonoras acústicas e as transforma em códigos neurais, que serão interpretados pelo cérebro.

Quando ocorre um dano em qualquer uma das partes pelas quais o som atravessa, a capacidade auditiva pode ficar seriamente comprometida. Desse modo, a surdez pode ser congênita ou adquirida e afetar pessoas de qualquer idade sob diferentes maneiras, provocando alterações na comunicação com grande impacto na saúde e na qualidade de vida, no desenvolvimento acadêmico e nas relações de trabalho.

Principais causas e tipos de perda auditiva

1. Surdez de condução ou transmissão: ocorre quando a passagem de som para o ouvido interno é bloqueada. Em geral, ela tem causas curáveis, podendo ocorrer rompimento do tímpano, excesso de cera que se acumula no canal auditivo e até mesmo infecção do ouvido. Esse tipo de surdez pode ser tratada com medicamento ou cirurgia.

2. Surdez de cóclea ou do nervo auditivo (neurossensorial): ocorre quando o som não é processado ou transmitido ao cérebro. É desencadeada por viroses, meningites, uso de certos medicamentos ou drogas, propensão genética, exposição ao ruído de alta intensidade, presbiacusia (perda da audição provocada pela idade), traumas na cabeça, defeitos congênitos, alergias, problemas metabólicos, tumores, entre outros. Na maioria dos casos, o tratamento ocorre por meio de medicamentos, cirurgias e uso de próteses auditivas.

Esses são os dois principais tipos da surdez. Em alguns casos podem ocorrer tanto os sintomas da surdez de condução como da surdez neurossensorial. Nesse caso, chamamos de surdez mista.

Além disso, podem ocorrer outros fatores que se relacionam à perda de audição, como nascimento prematuro, baixo peso ao nascer, uso de antibióticos tóxicos e infecções, como sífilis e rubéola, que podem levar à surdez congênita (quando a surdez ocorre desde o nascimento).

Segundo o otorrinolaringologista Luiz Fernando Lourençone, do Instituto de Olhos e Otorrino de Bauru (IOB), a causa da surdez pode estar relacionada a diversos fatores, entre eles, o genético, os ambientais ou os decorrentes do envelhecimento. Nas crianças, as doenças infectocontagiosas, a exemplo da meningite e da rubéola, são potenciais desencadeadores da perda auditiva, de forma que a criança com dificuldade auditiva pode perder estímulos importantes para o seu desenvolvimento, que envolvem o aprendizado, a comunicação e a socialização. O médico aponta que quando a perda auditiva é congênita, é possível ser detectada e diagnosticada nos primeiros meses de vida, razão pela qual o Teste da Orelhinha, um exame rápido e indolor, é tão importante e não pode ser negligenciado. Ele também comenta que na terceira idade, devido ao envelhecimento natural dos órgãos, o problema aparece com certa frequência, sendo mais perceptível após os 65 anos e comprovado cientificamente que a perda auditiva no idoso é um dos fatores mais expressivos de desagregação social. 

Atualmente, com os elevados níveis de poluição sonora, a cultura da prevenção e a redução de exposição do ouvido a riscos desnecessários são essenciais para manter uma audição saudável, de maneira que devemos sempre buscar a prevenção da surdez. Podemos evitar a perda de audição, tomando algumas precauções como:

– No caso das gestantes, por exemplo, uma orientação médica pré-natal é essencial para evitar doenças como sífilis, rubéola e toxoplasmose, que podem provocar a surdez. Sem esse acompanhamento, as mulheres podem se tornar suscetíveis às doenças durante a gestação.

– Em bebês e recém nascidos, o teste da orelhinha é o exame mais indicado para identificar anormalidades na audição logo nos primeiros meses de vida. Com base nesse exame, o pediatra pode solicitar o auxílio de um otorrinolaringologista, por exemplo, para evitar maiores prejuízos.

– Também são recomendadas técnicas simples, mas muito eficazes, como o cuidado redobrado com objetos pontiagudos. Nunca insira canetas ou grampos, por exemplo, no ouvido, porque esses objetos podem causar sérias lesões. É por esse motivo que eles também devem ser mantidos longe do alcance dos pequenos. 

– Para trabalhadores expostos a ruídos por tempo prolongado ao longo dos anos, em setores como a indústria, construção civil, metalurgia e mineração, é imprescindível o uso de protetores auriculares, para atenuar o ruído e tornar o barulho confortável ao ouvido. Segundo a legislação brasileira, a distribuição do EPI é uma obrigação do empregador quando os níveis de ruído aceitáveis são ultrapassados. 

– Evite tomar remédios sem prescrição médica e tome cuidado especial com os fones de ouvido, porque o seu uso prolongado, com som acima do recomendado, também pode causar a perda auditiva. 

Deu para entender que a precaução é o melhor remédio para quem tem receio de comprometer a audição?

No entanto, se você  percebeu que tem algum grau de perda auditiva, tomar essas medidas não vai resolver o seu problema. É necessário buscar atendimento especializado para entender a dimensão da perda auditiva, realizar um diagnóstico personalizado e, aí sim, iniciar o tratamento. Contudo, antes de avaliar os tratamentos existentes, vale lembrar que a surdez não é um “bicho de sete cabeças”, sendo que uma pessoa com deficiência auditiva é plenamente capaz de realizar todas as funções de uma pessoa ouvinte, desde que respeitada a sua acessibilidade.

Encontrar uma forma de lidar com a perda auditiva pode ser um desafio, mas no momento em que há suspeita ou diagnóstico de deficiência auditiva, inicia-se um novo mundo de conceitos e informações. Quanto mais cedo reagirmos aos sinais da perda auditiva, ainda que seja leve, melhor será a qualidade de vida no longo prazo, não existindo, porém,  um tratamento único para a surdez. A escolha do método terapêutico depende de vários fatores como: idade, duração, tipo e grau de perda auditiva.

Pessoas com perdas condutivas podem ser tratadas através de medicamentos ou cirurgias. Já os casos de deficiências neurossensoriais quase sempre serão tratados com auxílio de dispositivos tecnológicos desenvolvidos para a reabilitação auditiva, sendo os mais comuns:

  • Aparelhos Auditivos
  • Implantes Cocleares
  • Implantes de orelha média
  • Próteses Auditivas Ancoradas ao Osso (surdez unilateral)

A boa notícia é que para melhorar a qualidade de vida das pessoas com deficiência auditiva, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece a reabilitação com o auxílio do aparelho de amplificação sonora individual (AASI) e implantes cocleares. Ainda no SUS, o paciente também tem acesso ao atendimento integral: diagnóstico, indicação do implante, preparação para cirurgia (consultas e exames), acompanhamento feitos por profissionais especializados e terapias após procedimento cirúrgico. Para mais informações, acesse o site: www.saude.mg.gov.br/deficiencia

Diante do exposto, o velho e bom ditado “prevenir é melhor do que remediar”, adequado a incontáveis situações no cotidiano das pessoas, aplica-se igualmente à manutenção de uma audição saudável. Deparamos diariamente com várias surpresas e a melhor coisa que existe é colocar a saúde em primeiro lugar. Só assim conseguiremos relaxar e desfrutar os prazeres da vida, não é mesmo?

~ Bia ~

Dona Akiko e o jogo do contente

Fonte: CEO do Futuro

Será que vocês já ouviram falar do jogo do contente? Quando eu tinha 13 anos, “caiu em minhas mãos”, uma obra clássica da escritora americana Eleanor H. Porter, intitulada Poliana. Publicado pela primeira vez em 1913, o livro narra a história da protagonista que consegue ver o lado bom em tudo que acontece… até que um obstáculo desafie seu Jogo do Contente que foi inventado por seu falecido pai, para que ela encontrasse diariamente motivos para sorrir. Com esse pensamento, ela enfrenta as dificuldades da vida e provoca os adultos a seguir pelo mesmo caminho, sem nutrir mágoas ou tristezas profundas.

Não sei dizer se Dona Akiko, minha mãe, chegou a ler esse livro mas depois que terminei a leitura dessa obra literária, cuja mensagem nos faz refletir sobre a importância de ser otimista e ver sempre o lado positivo de todas as situações, com exceção do funeral, já que “não há nada em um funeral que possa deixar alguém contente” segundo Poliana, o que mais me impressionou foi perceber como minha mãe jogava tão bem esse jogo no seu dia a dia.

Como comentei anteriormente, sou descendente de japoneses e reza os antigos costumes de meus ancestrais, o sistema patriarcal em que cada membro tem seu lugar definido na estrutura e na organização doméstica, assim como o compromisso com quem o comanda. Na hierarquia, cuja autonomia máxima era do pai, o primogênito (sexo masculino) tinha a responsabilidade de perpetuar o legado cultural e social da família, cabendo a sucessão do honrado nome da família. Digamos que, de certa forma, não deixava de ser um resquício de feudalismo que a tradição japonesa respeitava com muito orgulho.

Em outras palavras, meus avós imigraram para o Brasil e o meu pai, por ser filho único, era também o primogênito da família. Fortemente enraizado em seus costumes e tradições, meu avô paterno era o patriarca da família, de modo que quando meus pais casaram, minha mãe foi morar com meus avós, assumindo seus deveres previamente estabelecidos. Assim, eu e meus irmãos nascemos e passamos a nossa infância e adolescência convivendo não só com meus pais, mas principalmente com meus avós que estavam sempre presentes, transmitindo profundas lições de vida para todos nós. 

Onde entra a Dona Akiko nessa história toda? Meu avô, apesar de ser extremamente generoso, era o “senhor feudal do nosso clã” e, além de autoritário, era implacável em suas decisões, ou seja, quando ele falava, todos (meus pais e minha tia Zélia que é a única irmã de meu pai e era uma jovem adolescente quando eu nasci) tinham que “baixar as orelhas”, mesmo não concordando com as suas ações. 

Meu pai teve muitas dificuldades em “digerir” essas imposições, mas como era obrigação do primogênito zelar pelos familiares e respeitar os pais, mesmo contrariado acatava as ordens do meu avô. Minha mãe, por sua vez, não esquentava a cabeça e levava a vida numa boa, mesmo com 5 filhos, sendo corresponsável pelo preparo das refeições da família e ainda por cima, frequentando um curso superior por determinação do meu avô que considerava importante ela ser “letrada” para que tivesse o mesmo nível de conhecimento de meu pai, que era muito estudioso. Naquela época, mais de 50 anos atrás, pouquíssimas mulheres tinham acesso a um curso superior e, se não me engano, minha mãe foi uma das primeiras descendentes de japoneses na nossa cidade a concluir uma “faculdade” e se tornar, posteriormente, professora de geografia no ensino fundamental.               

Assim, minha mãe foi se dedicando à sua atarefada rotina, colocando em prática o seu jogo do contente, sem nutrir mágoas ou tristezas diante da autoridade do patriarca da família. Se por um lado meu avô era muito rígido, ela teve uma sorte incrível pois minha avó era muito, mas muito amável e compreensiva (acho que também conhecia o jogo do contente) e posso falar de “boca cheia” que nunca presenciei uma discussão entre essas duas mulheres que conviveram pacificamente por 45 anos. 

Somente após a partida de meu pai, meu avô e de minha avó, há 17 anos, Dona Akiko conseguiu se sentir livre como um passarinho e decidiu viver para ela mesma. Até então, sempre com o seu joguinho do contente a postos, tinha dedicado toda a sua vida em prol do bem estar da família. Para se ter uma ideia de como ela levava esse jogo tão a sério, eu dificilmente a vi reclamar e na minha “aborrescência”, quando eu ficava revoltada contra tudo e todos e ela, na tentativa de me acalmar, me dizia que tínhamos que “dançar conforme a música”, tenho que confessar que ficava irritada com o seu comportamento que, na época, eu entendia como “conformismo” e não como “resiliência”. 

Continuando… nesse período em que a minha mãe estava começando a sentir o gostinho da liberdade, teve que colocar novamente em prática seu velho jogo do contente para vencer uma dura batalha contra um câncer que veio incomodá-la. Após se libertar da doença, sentindo-se mais leve e solta, desta vez como uma borboleta que acaba de sair do casulo, resolveu seguir o conselho que Poliana dá para Tia Polly durante a reprimenda de um jogo do contente: Respirar apenas não é viver!”. 

Restabelecida após um período de debilitação, porém carregada de energia, coragem e entusiasmo, Dona Akiko decidiu não só respirar mas viver intensamente, participando de vários grupos sociais e religiosos e realizar o maior desejo de sua vida que era viajar e explorar, ao vivo e a cores, tudo que ensinara a seus alunos nas aulas de geografia. Totalmente descompromissada, resolveu se aventurar conhecendo vários lugares de norte a sul do Brasil e alguns países da Europa, além de visitar, eventualmente, a família de sua filha Célia, minha irmã, que mora no México e a família de seu irmão caçula Mário, que mora em Toronto, no Canadá.

Quando estava de malas prontas para passear no Japão, país que ela já tinha ido várias vezes, veio a pandemia e teve que cancelar a passagem pois a entrada de turistas não estava mais sendo permitida naquele país. Graças a Deus, tomando os devidos cuidados, não foi atacada pelo terrível vírus da COVID 19, mas no início do ano passado teve um súbito acidente vascular cerebral (AVC), ficando com os membros superiores e inferiores totalmente imobilizados.  Felizmente, o cérebro e os órgãos sensoriais não foram afetados e, mais uma vez, mentalizando o seu joguinho do contente, fazendo fisioterapia e acupuntura, está cada dia melhor. Apesar do seu braço esquerdo continuar imobilizado, consegue se locomover e já está fazendo a maior festa quando a turminha das cartas de baralho vai semanalmente visitá-la.

Hoje, dia 3 de novembro, Dona Akiko está completando 82 anos e agora que não está mais em condições de viajar mundo afora vai, enfim, curtir a partir deste mês, uma casa “novinha em folha” que foi construída especialmente para ela. Depois de passar mais de 60 anos na velha (mas bem conservada) casa onde morou desde que se casou, vai sentir, pela primeira vez, o gostinho de ter o seu lar, doce lar. 

Desse modo, nesta data tão especial, desejo profundamente que a Poliana que existe dentro dela continue firme e forte pois, melhor que ninguém, ela sabe que viver é fazer aquilo que se gosta, é ter um bom dia, é ler bons livros, dar boas gargalhadas e se divertir jogando “buraco” com seus bons e velhos amigos. Ainda mais agora na sua recém construída casa própria!!!

E como nem todos os dias o sol brilha em nossas vidas, tenho certeza que vai “tirar de letra” qualquer obstáculo, pois não conheço quem jogue tão bem esse jogo do contente como ela joga. Razão pela qual digo constantemente para meus familiares que ela é o exemplo de uma pessoa que está sempre, mas sempre mesmo, de bem com a vida. Parabéns, Dona Akiko, por mais um “aninho” de vida e que o seu jogo do contente continue nos inspirando (filhos, netos e bisnetos), a encarar os desafios e extrair o que há de melhor no dia a dia. 

Comemoração de 80 anos da Dona Akiko em 2020

Encerro este post com uma bela frase de Cora Coralina que, assim como minha mãe, era “expert” no jogo do contente: “Eu sou aquela mulher a quem o tempo muito ensinou. Ensinou a amar a vida e não desistir da luta, recomeçar na derrota, renunciar a palavras e pensamentos negativos. Acreditar nos valores humanos e ser otimista.

~ Bia ~

Livros, livros e mais livros

Dia 29 de outubro é o Dia Nacional do Livro e vou aproveitar a data para falar sobre a minha intrínseca relação com os livros.

Assim como Jesus nasceu numa manjedoura, eu literalmente nasci (em casa) numa biblioteca. Meus pais eram professores e o que mais tinha na minha casa eram livros, livros e mais livros. Assim como comentei que minha tia Zélia é apaixonada por flores, os livros eram a “vida” de meu pai e seu enorme prazer era “investir” suas economias em verdadeiras obras do saber. Mas que tipos de livros? 

De tudo, um pouco! Como era professor de matemática, acho que tinha todos os livros de matemática que eram vendidos na livraria. Para se ter uma ideia, em casa também tinha várias enciclopédias, tais como Barsa, Mérito, Delta Larousse, Conhecer, Medicina e Saúde, Trópico, Os bichos evoluem e outras que não me vem à memória neste momento. Desse modo, quando tínhamos que fazer trabalhos escolares, não era necessário irmos (eu, meus irmãos e posteriormente minhas filhas), à biblioteca escolar ou municipal para fazermos as nossas pesquisas. Tinha também obras completas de vários escritores de literatura brasileira e quando as professoras de português nos orientavam para lermos um livro sobre determinado escritor, “tava” lá na prateleira pronto para ser consumido. 

Além desses livros, como minha mãe era professora de geografia, tinha um “monte” de mapas e livros dessa matéria e afins como, livros de história e educação moral e cívica (nem existe mais essa disciplina). Isso sem contar os livros voltados para crianças como a coleção Mundo Infantil, as obras completas de Monteiro Lobato, uma coletânea de livros sobre as lendas e o folclore brasileiro, livros de artesanato como a coleção Mãos de Ouro, livros de culinária, dicionários de vários idiomas e diversos outros livros.

Para que a gente não se sentisse perdido no meio de tanta “cultura”, estavam organizados nas estantes que meu pai pediu para o marceneiro fazer nas paredes do seu cantinho da sabedoria. Assim, cresci me sentindo “Tio Patinhas”, só que ao invés de mergulhar nas moedas de seu caixa forte, eu mergulhava na imensidão de letrinhas de livros e mais livros. E o que foi que aconteceu? Acabei me tornando bibliófila e os livros passaram a ser meus inseparáveis companheiros.

TioPatinhas

Oh! que saudades que tenho, da aurora de minha vida, da minha infância querida, que os anos não trazem mais” como expressava Casimiro de Abreu, não tínhamos na nossa infância tantos brinquedos e jogos eletrônicos como temos hoje e a nossa maior alegria era brincar ao ar livre de pega pega, esconde esconde, amarelinha, queimada, cabo de guerra e até mesmo de soltar pipas, sendo que, com exceção do Natal onde minha mãe nos provia com roupas e sapatos novos, os “presentes” que sempre ganhamos de meu pai eram “gibis”, que ele fazia questão de comprar semanalmente na banca de jornais que tinha na esquina de casa. 

Tenho certeza que foi a estratégia que ele usou para incentivar o nosso gosto pela leitura. As revistas em quadrinhos foram, sem sombra de dúvida, a porta de entrada para aguçar a minha curiosidade acerca dos livros que ‘’enfeitavam” as estantes lá de casa. À medida que fui crescendo, a leitura tornou-se um hábito e acabei pegando a mania de meu pai, “torrando” a mesada com livros e “engordando” cada vez mais as prateleiras, já sobrecarregadas de tanto peso.

Até a conclusão do Colegial (Ensino Médio), selecionei minhas leituras para que me levasse, ao prestar o vestibular, à aprovação do curso superior que eu pretendia fazer. Assim, aproveitei esse período para ler os livros dos principais autores da literatura brasileira da era nacional, começando pelos livros do Romantismo e perpassando pelos livros do Realismo até os do Pós-modernismo.

Somente após ingressar no curso superior, me dei ao luxo de “degustar” livros clássicos de escritores estrangeiros como Grandes Esperanças e Oliver Twist (Charles Dickens), O Velho e o Mar (Ernest Hemingway), Dom Quixote de La Mancha (Miguel de Cervantes), Os Irmãos Karamazov (Fiódor Dostoiévski), Os Três Mosqueteiros e o Conde de Monte Cristo (Alexandre Dumas), Orgulho e Preconceito (Jane Austen), O Corcunda de Notre Dame (Victor Hugo), Madame Bovary (Gustave Flaubert), O Morro dos Ventos Uivantes (Emily Brontë), Admirável Mundo Novo (Aldous Huxley), O Pequeno Príncipe (Antoine de Saint-Exupéry) e tantos outros, até mesmo mais modernos que, após suas valiosas publicações, alguns se tornaram campeões de bilheteria de todos os tempos.

Com o advento da internet, estamos no auge dos livros digitais, mas como eu adoro uma boa história, passando horas e horas lendo um livro, faço parte do time que ainda dá preferência pelos livros físicos, pois consigo me concentrar melhor e meus olhos, ah… eles agradecem! No entanto, tenho que “dar mão à palmatória”, pois os livros digitais têm as suas enormes vantagens: não ocupam espaço, são sustentáveis, são mais baratos e, principalmente, possibilitam a leitura em qualquer hora e em qualquer lugar. À vista disso, venho aderindo ao Kindle e “viajando” cada vez mais no mundo da cultura através desse dispositivo eletrônico.

Encerro este artigo fazendo uma reflexão sobre a paixão do meu pai por livros. Como eu disse no início deste post, ele era professor de matemática, mais especificamente de matemática financeira e o mais recomendável (talvez) seria que, ao invés de “gastar” tanto dinheiro com livros, tivesse investido seu “suado” dinheirinho em algumas aplicações financeiras que desse um “up” nas suas economias por conta dos juros compostos, que ele notoriamente ensinava para seus alunos universitários e que vem sendo muito exposto pelos “gurus” das finanças, nas redes sociais, de como se tornar milionário. No entanto, meu pai, na qualidade de educador, tinha plena convicção de que o maior legado que se poderia deixar não só para nós, seus filhos, mas para a humanidade era a educação. Esse foi o principal motivo pelo qual fez questão de investir em livros e mais livros, pois certamente compartilhava o mesmo pensamento de José Saramago: “Não existe vida sem livros.”

E… como dizia Walt Disney: “Há mais tesouros nos livros do que em todos os saques dos piratas na Ilha do Tesouro. Quem sabe até mais do que na caixa forte do Tio Patinhas, não é mesmo?

~ Bia ~

Dia do Saci ou Dia das Bruxas?

Fonte: Toda Matéria

Como comentei no post anterior, o Dia do Saci surgiu como uma alternativa ao Halloween, uma celebração baseada na cultura norte-americana que nada tem a ver com a cultura brasileira. 

Com o objetivo de resgatar, valorizar e conscientizar a população sobre a variedade cultural do folclore nacional, a Comissão de Educação e Cultura oficializou o Projeto de Lei Federal nº 2.479, de 2013, que institui o dia 31 de Outubro como sendo o Dia do Saci.

Assim, a comemoração passou a ser realizada no mesmo dia do Halloween e isso não é coincidência. Ao perceber que o Halloween no Brasil estava atraindo cada vez mais jovens e crianças, a criação do Dia do Saci no mesmo dia foi uma forma de oportunizar aos brasileiros a possibilidade de festejar as manifestações da própria cultura. Dessa forma, em contraposição a esse evento tradicionalmente americano que se espalhou mundo afora, o Dia do Saci acontece no dia 31 de outubro para celebrarmos a rica cultura brasileira.

Posto isso, a data homenageia o Saci Pererê e muitas instituições educacionais do país propõem atividades relacionadas a essa emblemática figura folclórica, visto que muitos não conhecem as lendas que envolvem o imaginário do nosso país. E você? Conhece a lenda do Saci Pererê? Se já conhece, que tal relembrarmos juntos a história desse intrigante ser mítico que habita as florestas e é conhecido por suas travessuras? 

Segundo alguns estudos, a lenda do Saci-Pererê surgiu na região Sul do Brasil. Lá havia histórias populares que narravam as travessuras de um pequeno índio de rabo, que assustava os animais e destruía plantações. A princípio, ele era conhecido no idioma tupi guarani como “çaa cy perereg”, mas a repercussão foi tão grande que se espalhou por todo o território brasileiro, incorporando elementos de lendas regionais que apresentam seres com características brasileiras.

Desse modo, quando a lenda chegou no Norte e no Nordeste do país, as características do personagem mudaram. Passou a ser negro, de pequena estatura e a fumar um cachimbo (por influência da cultura indígena e africana na região), tendo apenas uma perna e saltitando velozmente para se locomover. Porém, não podemos deixar de destacar que sua principal característica é, sem dúvida alguma, a carapuça vermelha.

De acordo com a lenda, o Saci-Pererê é um menino muito astuto e ágil que adora fazer travessuras tais como entrançar as crinas dos cavalos, desaparecer com objetos, assustar os animais, assobiar a noite para anunciar a sua presença, apagar lamparinas, trocar os recipientes de sal pelos de açúcar nas cozinhas, causar redemoinhos para levar sujeira às casas, dentre outras traquinagens. Há quem diga que o Saci é do mal, assim como tem muita gente que acredita que ele seja do bem. Nesse sentido, o historiador e antropólogo Câmara Cascudo (1898-1986) apresenta o Saci Pererê como uma “entidade maléfica em muitas, graciosa e zombeteira noutras oportunidades”. 

Achei super interessante ver a lenda do Saci Pererê em Libras. Se você também quiser ver, é só clicar no vídeo abaixo, ok?

Embora a cultura brasileira seja rica em contos com muita magia e fantasia, está cada vez mais forte o mês de outubro ser lembrado pelo Dia das Bruxas, cujo crescimento evidencia-se principalmente nos centros urbanos brasileiros. Diante desse impasse frente a essas duas comemorações, de acordo com a BBC News, não há um consenso de posicionamento entre os “saciólogos” pois o jornalista e geógrafo Mouzar Benedito, um dos criadores da Sociedade de Observadores de Saci (Sosaci), instituição fundada em 2003 para não deixar morrer a cultura do personagem, alega que “o Halloween foi imposto como uma coisa ideológica de propaganda, como marca do domínio da cultura dos Estados Unidos sobre nós” e prega que “arteiro que só ele, o saci quer dar um jeito de se apropriar das abóboras do Halloween. E, como propagam os “saciólogos” Brasil afora, devorá-las feito escondidinho de carne-seca, numa receita nacional”. 

Por outro lado, o fundador da Associação Nacional dos Criadores de Saci (ANCS), o tecnólogo José Oswaldo Guimarães diz não querer acabar com o Halloween e que “a ideia é reforçar a cultura do saci e não diminuir outras culturas”, sendo que o Dia do Saci não deveria ser na mesma data que o Dia das Bruxas pois na sua versão à BBC News, “justificar uma data matando outra é inócuo e acaba realçando ainda mais o Halloween.”

A jornalista, poeta e gestora de projetos educativos e culturais Tatiana Fraga, uma das curadoras da exposição #OcupaSacy compartilha da mesma opinião, argumentando à reportagem que não luta contra o Halloween pois ele chegou ao Brasil da mesma maneira como muito da cultura americana chega ao país, alegando ter um movimento antropofágico em relação à essa questão. Ela sugere comemorar o Halloween e também o Saci, pois toda brincadeira fantasiosa é muito legal e os “mitos podem conviver” pacificamente. Prossegue, inclusive, afirmando que faz mais sentido para nós a brincadeira do saci por ter uma verdadeira relação com o folclore do nosso país e que se depender “do saci, por ser uma figura anti-imperialista, vai mesmo comer a abóbora”.

Na visão do professor Pereira, especialista em Cultura Brasileira do Mackenzie, os grupos que se esforçam para resgatar figuras do folclore fazem um trabalho “fundamental e imprescindível”. Ele também deu o seu parecer à BBC News de que não acha que festas como o Dia das Bruxas precisam ser combatidas, declarando não ser refratário à introdução de outros elementos em nossa cultura e que o Brasil sempre foi uma “mistureba” mas que a sua preocupação se resume no fato de que “um elemento puramente comercial supere manifestações folclóricas, nascidas do imaginário popular e de tradições”, ressaltando que “pais e professores têm um papel fundamental na preservação de nossos valores culturais e de nossas tradições. Não que o novo seja proibido, mas não podemos esquecer o antigo”.

Após todas essas divergências, chegamos à conclusão que comemorar o Dia do Saci é realmente enaltecer os costumes de nosso país e mesmo diante de tantas controvérsias, ficou perceptível a importância de se legitimar essa lendária figura que é um dos ícones do nosso inestimável folclore brasileiro. Mas… nem por isso precisamos “queimar” as bruxas na fogueira, não é mesmo? 

Eu, particularmente, aprecio a decoração do Halloween e a minha casa fica toda enfeitada no mês de outubro com adereços alusivos à essa festividade. Como também valorizo a rica cultura de nosso país, acho propício destacar a figura do Saci Pererê no dia 22 de agosto, ocasião em que celebramos oficialmente o Dia do Folclore Brasileiro. No entanto, como gosto é gosto e todos nós temos o direito ao livre arbítrio, uma vez que o saci tem o dia especialmente dedicado a ele, quem não gosta de bruxas, tem a opção de fazer as travessuras com o menino serelepe de uma perna só, não é mesmo? Neste frágil momento em que vivenciamos conflitos armados, que os sacis não tenham que se confrontar com as bruxas pois, mais do que nunca, precisamos celebrar a união e nutrir a paz no coração de toda a humanidade, vocês não concordam?

~ Bia ~

Socorro… A bruxa está solta!!!

Fonte: Freepik

O Dia das Bruxas, ou Halloween, está chegando… É comemorado no dia 31 de outubro, principalmente nos Estados Unidos e também em diversos outros países, inclusive no Brasil. Crianças e adolescentes saírem fantasiados de porta em porta pedindo doces, ou espalhando pela casa enfeites e adereços assustadores como abóboras esculpidas e iluminadas, ou ainda participando de festas à fantasia, são hábitos cada vez mais populares. No entanto, sua origem não tem muito a ver com o significado moderno que essa festa foi adquirindo ao longo dos tempos.

O Halloween tem suas raízes no Reino Unido e seu nome deriva de “All Hallows Eve”. O termo “Hallow” é um termo antigo para “santo”, e “eve” é o mesmo que “véspera” porque designava a noite anterior ao Dia de Todos os Santos, celebrado no dia 1º de novembro, véspera de Finados no Brasil.

Pressupõe-se que as primeiras comemorações do Halloween teriam origem há mais de 2,5 mil anos com o povo celta (múltiplas tribos indo-europeias que se espalharam pela maior parte do Oeste da Europa a partir do II milênio a.C), por conta de um festival chamado “Samhain”, cuja festa durava 3 dias (com início no dia 31 de outubro), em agradecimento a abundância das colheitas e também porque era a véspera de um novo ano no calendário celta.

Eles acreditavam que nessa data os mortos e os espíritos malignos saíam de suas tumbas para atormentar os vivos. Para tentar se proteger dos “mortos-vivos”, os celtas acendiam fogueiras, utilizavam máscaras para não serem reconhecidos, decoravam as suas casas com objetos macabros, como ossos e caveiras, acreditando que com isso poderiam afugentar o “mau espírito”.

Porém, a relação entre essa data e as bruxas ocorreu na Idade Média quando havia a perseguição a homens e mulheres que eram considerados curandeiros. Os que fossem suspeitos dessa prática eram chamados de bruxos e como punição eram levados a julgamento e, consequentemente, à fogueira. Quando essa cultura foi levada aos Estados Unidos pelos emigrantes irlandeses, antigo povo celta, ficou conhecida como “Dia das Bruxas”.

Hoje, o que prevalece em relação ao Dia das Bruxas é a referência aos mortos, mas com características bem mais distintas. Desse modo, os símbolos usados nesta festividade são sempre assustadores: bruxas, vampiros, morcegos, aranhas, fantasmas, caveiras, gatos pretos, zumbis e as cores laranja, preto e roxo se destacam como símbolos alusivos à comemoração.

Uma lenda sobre um ferreiro chamado Jack que conseguiu ser mais esperto que o diabo e vagava como um morto-vivo, deu origem às luminárias feitas com abóboras que se tornaram a “marca registrada” do Halloween americano. A tradição moderna de sair às ruas da vizinhança perguntando de porta em porta “Trick or Treat?” (Gostosura ou travessura?) também é americana e se as crianças não ganham doces nesse dia, têm permissão para fazer travessuras na casa dos vizinhos, como se fossem “anjinhos do mal”. Assim, jogar papel higiênico nas árvores costuma ser a “traquinagem” mais comum durante essa comemoração.

Esse é o maior feriado não cristão dos Estados Unidos, sendo que nesse dia há festas temáticas para adultos e crianças e além das fantasias, as pessoas costumam se maquiar, no intuito de ficarem com o aspecto mais assustador possível. Atualmente esse evento tem diferentes finalidades, celebrando os mortos ou até mesmo a época de colheita e o fim do verão, e também o início do outono no hemisfério norte. O Halloween abre uma brecha para que adultos brinquem com seus medos e fantasias, permitindo subverter normas sociais como evitar contato com estranhos ou explorar o lado sombrio do comportamento humano. Talvez seja esse o principal motivo de sua crescente popularidade por todo o planeta.

Fonte: Brasil Escola

No Brasil esta comemoração é mais recente e acontece devido à grande influência americana presente em filmes e séries de TV e por meio dos cursos de inglês, que exercem significativa importância desse festival no país, no sentido de propagar a vivência da cultura estrangeira pelos alunos. Entretanto, há uma certa resistência em algumas regiões brasileiras sobre a comemoração desta data pois algumas pessoas argumentam que o nosso país tem uma cultura popular muito rica que precisa ser valorizada e que não devemos ignorar a nossa própria história e identidade. Em função dessa polêmica, também se comemora na mesma data o Dia do Saci, um menino travesso de uma perna só, fruto de um projeto de lei que busca resgatar figuras do folclore brasileiro em contraposição à cultura americanizada do Dia das Bruxas.

Em razão desse impasse, no próximo post vou falar sobre a controvérsia entre o Dia das Bruxas e a emblemática figura do folclore brasileiro, o Saci Pererê. Aguardem!!!

~ Bia –

Dia Mundial da Alimentação – “Não deixe ninguém para trás”

Fonte: FAO

O Dia Mundial da Alimentação é comemorado no dia 16 de outubro e foi criado com o objetivo de desenvolver uma reflexão a respeito do atual cenário da alimentação mundial e sobre a fome no planeta. A data marca a fundação da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em 1945, mas a cerimônia oficial só foi estabelecida em novembro de 1979 pelos países membros na 20ª Conferência da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura.

Esta celebração, que ocorre em cerca de 150 países, traz temas que nos levam a refletir sobre a população carente, sua segurança alimentar e nutrição. A cada ano um tema é escolhido, sendo que diversas campanhas educativas, palestras e ações são realizadas ao redor do mundo com relação ao tema proposto. A primeira comemoração da data ocorreu no ano de 1981, quando o tema abordado foi “A comida vem primeiro”.

Neste ano, o tema é “Não deixar ninguém para trás”, estando ancorada em quatro pilares: melhor nutrição, melhor produção, melhor ambiente e melhor qualidade de vida. A partir dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), o Dia Mundial da Alimentação de 2022 traz o desafio da redução das desigualdades, incluindo a segurança alimentar e nutricional no mundo, sobretudo no período pós pandemia agravado pela guerra entre Ucrânia e Rússia.

De acordo com o site oficial da FAO, embora tenhamos progredido na construção de um mundo melhor, muitas pessoas foram deixadas para trás. Pessoas que não podem se beneficiar do desenvolvimento humano, inovação ou crescimento econômico. E se formos analisar, é aterrador que milhares e milhares de pessoas em todo mundo não tenham uma dieta saudável, conduzindo-as em alto risco de insegurança alimentar e desnutrição. No entanto, ironicamente, são produzidos alimentos suficientes para alimentar todos no planeta, de modo que acabar com a fome não é uma questão de oferta. Então, vem a pergunta: – Por que tanta fome no mundo?

O grande dilema é o acesso e a disponibilidade de alimentos nutritivos, cada vez mais agravados por diversos desafios globais, incluindo a pandemia de COVID-19, desigualdade, mudanças climáticas, conflitos, aumento de preços e tensões internacionais que estão afetando drasticamente a segurança alimentar de todos os povos deste planeta. Como resultado, o que nos permeia é a triste realidade de nos confrontarmos diariamente com milhares e milhares de pessoas sendo afetadas por esse efeito dominó de desafios que não conhecem fronteiras.

Segundo o relatório “O Estado de Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo” da Organização das Nações Unidas (ONU), o número global de pessoas afetadas pela fome subiu para 828 milhões em 2021, um aumento de 150 milhões desde 2019, sendo que cerca de 3,1 bilhões de pessoas não podem ter uma alimentação saudável.

Assim, diante dos dados acima mencionados, é importante lembrarmos que um dos objetivos globais para o desenvolvimento sustentável (ODS), é acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e a melhoria da nutrição e, não menos importante, promover a agricultura sustentável. Infelizmente, os números atuais demonstram que o mundo está se afastando cada vez mais desse objetivo pois muitas pessoas padecem sem ter o que comer. 

De acordo com o Diário do Comércio, a fome sempre foi um problema grave no Brasil, mas com a Covid-19, a situação piorou muito. São quase 117 milhões de pessoas nessa situação, sem acesso pleno e permanente a alimentos. Além deles, há ainda 19,1 milhões de brasileiros que efetivamente passam fome, em um quadro de insegurança alimentar grave. Antes da pandemia, havia 57 milhões de pessoas vivendo em insegurança alimentar no País, sem acesso pleno e permanente a alimentos. Os dados fazem parte do Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil, desenvolvido pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar (Rede PENSSAN).

Se por um lado, não só o Brasil mas o mundo enfrenta o aumento da fome, vivemos ainda um alto desperdício de alimentos, sendo esta uma das contradições mais preocupantes da vida moderna. Relatórios da FAO apontam que anualmente 1,3 bilhão de toneladas de comida são desperdiçadas. E com um quarto desses números, é possível alimentar 842 milhões de pessoas em todo o mundo. 

Posto isso, acredito ser de bom senso aproveitar essa data para refletirmos sobre nossos hábitos alimentares, o desperdício e como podemos ajudar diante desse deplorável cenário. Assim, nada melhor do que começarmos com pequenas atitudes individuais que podem fazer uma enorme diferença e tornar o mundo bem mais justo. Vamos, então, ver algumas dicas de Gina Marini, gerente de segurança e saúde no trabalho do Serviço Social da Indústria (SESI) de como evitar o desperdício de alimentos em nossa casa:

  1. Planeje as refeições. O desperdício acontece quando se perde o alimento por guardá-lo de forma errada ou, ainda, quando se faz mais comida do que o necessário no dia a dia.
  2. Faça uma lista para ir ao supermercado conforme o cardápio ou o consumo habitual da família, considerando os alimentos que já estão disponíveis na despensa.
  3. Utilize o alimento de forma integral. Cascas, talos e folhas são ricos em nutrientes e podem ser utilizados em preparações como caldos, sopas e ensopados.
  4. Arrume a sua despensa, colocando na frente alimentos que estão com a validade mais próxima do vencimento para evitar perda.
  5. Congele as sobras de alimento. O arroz que sobrou hoje pode ser utilizado em uma refeição futura.

Evitando o desperdício estaremos participando de um mundo sustentável em que todos (governos, setor privado, sociedade civil e indivíduos) possam trabalhar juntos, em solidariedade, para priorizar o direito de todas as pessoas à alimentação, nutrição, paz e igualdade. Diante de crises globais, a FAO enfatiza que “soluções globais são necessárias mais do que nunca e que ao almejarmos melhor produção, melhor nutrição, um ambiente melhor e uma vida melhor, podemos transformar os sistemas agroalimentares e avançar progressivamente através da implementação de soluções sustentáveis ​​e holísticas que considerem o desenvolvimento a longo prazo, crescimento econômico inclusivo e maior resiliência.”

De fato, todos nós podemos trabalhar para um futuro inclusivo e sustentável, mostrando maior empatia e bondade em nossas ações em prol daqueles que sofrem com a fome, garantindo uma alimentação saudável para todos e não deixando ninguém para trás.  Está mais do que na hora de sermos a mudança e criarmos um futuro melhor e mais sustentável onde todos, em todos os lugares, tenham acesso regular a alimentos nutritivos . Afinal, o Dia Mundial da Alimentação (#World Food Day 2022) é o meu, o seu e o nosso dia e não queremos que ninguém seja deixado para trás, não é mesmo? Acredito ser uma boa reflexão para todos nós!!!

~ Bia ~

Dia do professor “especial”

O “Dia do Professor” é comemorado no Brasil em 15 de outubro, sendo que esta data faz referência ao Imperador Dom Pedro I, que no dia 15 de outubro de 1827 criou no país uma Lei Imperial sobre o Ensino Elementar no Brasil – conhecida como Escola de Primeiras Letras. No mesmo mês, no dia 5, é celebrado o “Dia Mundial do Professor”, sendo que esta data foi criada em 1994 pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), com o objetivo de ressaltar a importância e o papel fundamental dos professores na sociedade.

Para mim é uma data muito especial porque, especificamente neste dia, todos nós que já fomos (ou somos) alunos, temos a oportunidade de expressar nossa sincera gratidão por todos os mestres que um dia foram (ou são) os educadores de nossas vidas. Eu, particularmente, tive excelentes professores que foram essenciais à minha formação acadêmica e na construção da ética, de forma que a consolidação desta base de conhecimento possibilitou que eu adquirisse experiências de vida, além do âmbito intelectual. Meu eterno carinho para todos eles!

Mas… sendo hoje a data oficialmente criada para homenagear, com mérito, esses profissionais que dedicam suas vidas à transmissão do conhecimento e ao desenvolvimento da educação de todos os povos do mundo, vou homenagear especialmente os professores de crianças com necessidades educacionais especiais, cujas crianças demandam recursos e serviços educacionais diferenciados. Estou ciente de que o dia 22 de agosto é o dia do educador especial, mas quero me dirigir ao educador que, na qualidade de atuar profissionalmente como professor, tem a nobre missão de fazer a diferença na vida dessas crianças. 

Para começar, é preciso “tirar o chapéu” e dizer como é fantástico o “show” desses professores que tomam para si a responsabilidade de direcionar o processo pedagógico, desenvolvendo caminhos “especiais” para que esses alunos adquiram o conhecimento. Além de estarem constantemente auxiliando para que eles avancem tanto intelectual quanto socialmente, de forma que possam superar as expectativas e as barreiras que lhe são impostas, esses heróicos professores excluem a visão de incapacidade, compreendendo que os erros desses alunos podem ser considerados como um aspecto relevante para a aprendizagem e não como um fracasso. Desse modo, eles enxergam em cada criança o potencial que ela tem, promovendo constantemente atividades que valorizam o respeito às diferenças e às inteligências múltiplas.

Por conseguinte, mesmo com toda a disposição para se “doarem” nessa árdua missão, é comum vê-los enfrentando desafios como a falta de recursos materiais, infraestrutura insuficiente, superlotação das salas de aulas, entre outros. Ao longo do processo pedagógico, os professores também se deparam com diversas dificuldades e na intensa busca por soluções e estratégias para entender as necessidades de cada criança, estão sempre se especializando, pois sabem o quanto a qualificação profissional é importante para a efetiva inclusão delas na sociedade.

Acredito ser esse o real panorama que reflete o esforço e a dedicação da maioria dos professores de crianças com deficiência que, com muita mas muita paciência e uma dose infindável de amor, enfrentam “mundos e fundos” para oferecer uma educação adequada às diferenças e às necessidades de cada criança, criando novos caminhos e recursos para que todas possam conquistar um” lugar ao sol”. 

Esse envolvimento psicopedagógico, os desafios e as dificuldades enfrentadas pelos professores que acabei de descrever, baseiam-se fundamentalmente na minha convivência com os professores do Colégio Bilíngue para Surdos de Maringá (Anpacin) onde a Dani cursou do Ensino Fundamental até o Ensino Médio. É impossível falar sobre a relevância de um único professor, pois todos, sem exceção, tiveram um papel marcante não só na vida da Dani, mas de todas as crianças surdas da escola.

Cada qual à sua maneira, mas com pensamento uníssono em abrir a mente das crianças surdas para que buscassem conhecimento, era impressionante ver a garra e a determinação com que esses professores se dedicavam à arte de ensinar, encorajando-os a conquistarem seus sonhos  através do saber. 

Assim, neste dia especialmente dedicado a todos os professores do Brasil, minha honrosa homenagem é para esses “amadores” de pessoas que, com presteza e comprometimento, mesmo deparando diariamente com situações tão complexas e adversas, olham seus alunos com os olhos da alma, conscientes de que ensinar é, sobretudo, um ato de AMOR!!! 

Com toda certeza causaram enorme impacto na vida dessas crianças, sendo que algumas se inspiraram nesses professores para também se tornarem professores. É o caso da Dani e de alguns amigos surdos que são, atualmente, professores de Libras. Por ironia do destino, agora esses adultos surdos têm a oportunidade de ensinar a sua língua natural, não só para crianças surdas mas para adultos ouvintes que têm interesse em aprender a língua de sinais. Estendo para vocês também a minha homenagem, pois motivados por esses professores, quebraram o estigma da incapacidade e foram em busca de uma jornada de aprendizado e crescimento pessoal.

E simmm… vocês merecem todos os aplausos do mundo pois a empatia, a coragem e o entusiasmo com que compartilham valores e promovem a autoestima de cada uma dessas crianças “especiais”, só podem vir do orgulho que sentem pela profissão. PARABÉNS!!!

Há quem diga que a Vida ensina, mas eu prefiro dizer que Deus coloca pessoas em nossas vidas, professores especiais, que tem como missão nos ensinar que a Vida pode ser melhor vivida se for com sabedoria, compaixão e respeito ao próximo e a nós mesmos. (Desconhecido)  

~ Bia ~