Nosso planeta pede socorro!!!

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) | Fonte: Direção-Geral da Educação

Discorrer no post anterior sobre os lixos plásticos que infestam os oceanos, impactando negativamente na sobrevivência dos habitantes marinhos, me deixou de “cabelos em pé” diante do futuro nada promissor que estamos deixando para as próximas gerações. Encerrei o artigo questionando o que fazer e, sabiamente, a Carmo deixou o seu comentário: 

É difícil encontrar uma solução, mas sabemos que a conscientização da população mundial seria o primeiro passo, né Bia! É necessário e urgente uma educação direcionada, mais rígida. Quiçá… nossos governantes venham a se importar com essa situação…

Exatamente!!! Penso da mesma forma e torço para que ainda dê tempo para salvar, não só os nossos mares e oceanos, mas o nosso planeta que carece de tanta consciência em relação à pegada ecológica.

Mas, o que é pegada ecológica?

Segundo um artigo do Me. Rodolfo Alves Pena, publicado no Brasil Escola, é um conceito criado para representar a relação entre o consumo, exploração e utilização dos recursos naturais e a capacidade do planeta em repor tais elementos naturalmente. Em outras palavras, significa a qualificação do planeta em suportar as atividades humanas e o que falta para garantirmos uma sociedade sustentável, ou seja, que utilize os recursos naturais sem comprometer sua disponibilidade para as futuras gerações. Refere-se também à quantidade de resíduos que produzimos em relação aos limites de quanto o planeta consegue absorvê-los e transformá-los em recursos ao longo do tempo.

Essa relação entre o uso de recursos naturais e produção de lixo, com a velocidade de reposição do planeta é chamada de biocapacidade. Um importante conceito que retrata o quanto o nosso planeta consegue suportar em relação às atividades humanas, sem perder seu espaço natural. Se o nosso nível de consumo for maior do que aquilo que pode ser reposto pela natureza, significa que estamos vivendo em uma sociedade não sustentável, representando uma ameaça à manutenção da vida no nosso planeta. E adivinhem? Segundo Pena, os cálculos realizados apontam que a biocapacidade do planeta é de 2,1 hectares por ano, enquanto o nosso consumo aponta para 2,7 hectares anuais, revelando, infelizmente, uma pegada ecológica negativa.

Algumas organizações ambientais e ONGs afirmam que se todos os países estivessem mantendo o mesmo nível de consumo das grandes potências econômicas, seriam necessários quatro planetas iguais ao nosso para manter uma biocapacidade equivalente. Por esse motivo, a despeito desses dados cada dia mais alarmantes, preciso “botarmos a mão na consciência” e buscarmos novas formas de reduzir o consumo, no intuito de garantir uma sociedade verdadeiramente sustentável em todo o globo terrestre. Razão pela qual, conforme mencionou a Carmo em seu comentário, é crucial que nossos governantes venham a se importar com essa situação. A boa notícia é que ainda resta um fio de esperança…

Isso mesmo! Diante deste quadro deveras assustador, a Organização das Nações Unidas inseriu a Agenda Mundial de Desenvolvimento Sustentável durante a Cúpula das Nações, em setembro de 2015. Na época, os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), desdobrados em 169 metas, se tornaram uma forma de provocar o mundo inteiro,  num esforço para que as pessoas e o planeta estejam interligados e caminhem para um mundo mais sustentável, garantindo que até 2030 todas as pessoas desfrutem de paz, sustentabilidade ambiental, justiça e igualdade.

Pode até parecer utópico, mas nesta Agenda acredita-se que a ação em uma área afetará os resultados em outra e o desenvolvimento deve equilibrar a sustentabilidade social, econômica e ambiental. Neste sentido, estão previstas ações mundiais nas áreas de erradicação da pobreza, segurança alimentar, agricultura, saúde, educação, igualdade de gênero, redução das desigualdades, energia, água e saneamento, padrões sustentáveis de produção e de consumo, mudança do clima, cidades sustentáveis, proteção e uso sustentável dos oceanos e dos ecossistemas terrestres, crescimento econômico inclusivo, infraestrutura, industrialização, entre outros.

Vale ressaltar que apesar das dificuldades, os ODS têm um grande poder mobilizador, pois são uma agenda positiva, de oportunidades, e podem favorecer a maior articulação entre os diferentes setores e forças políticas. A discussão sobre financiamento, assistência técnica e descentralização de capacidades no território, o envolvimento de estados e municípios e a articulação entre governos, sociedade civil e setor privado são as questões decisivas para uma implementação bem sucedida. 

Trata-se, portanto, de um apelo que nasce da necessidade de engajar e conscientizar a sociedade a respeito de seu papel e dos esforços necessários para que o cumprimento da Agenda 2030 seja bem-sucedido, zelando, prioritariamente, para que o entendimento dos ODS perpassa a concepção de uma mera relação de aspirações e boas intenções, de forma que seja objeto de diálogos e esforços conjuntos, e que os objetivos e princípios que os fundamentam, sejam enraizados nas ações e condutas gerais de toda população mundial.

Para que possamos ter uma ideia da evolução desses objetivos, oito anos depois, muita coisa avançou, outras, nem tanto. Rodrigo França, presidente do Instituto de Desenvolvimento e Sustentabilidade Humana, avalia que alguns dos objetivos ainda exigem um esforço significativo para serem alcançados, citando que a mudança climática, por exemplo, é uma ameaça crescente para a realização dos ODS, já que pode agravar a pobreza e a fome e dificultar o acesso à água potável e saneamento. Entretanto, destaca que foi possível identificar progresso significativo em muitas áreas  e que, em termos gerais, um relatório das Nações Unidas de 2021 sobre os ODS aponta que antes da pandemia da COVID-19 houve avanços em diversas áreas como redução da pobreza extrema, avanços na educação primária, melhorias no acesso à eletricidade, no acesso à água potável e saneamento básico e um aumento substancial no investimento e na capacidade de geração de energias renováveis, como solar e eólica, contribuindo para a redução das emissões de gases de efeito estufa.

Contudo, apesar de algumas conquistas importantes, os 17 objetivos estão longe do ideal. Existem várias áreas em que as mudanças não avançaram o suficiente e que são consideradas urgentes.  Dentre elas, a disparidade na distribuição de renda e riqueza é um obstáculo para alcançar muitos dos ODS, sendo fundamental adotar políticas e medidas para reduzir as desigualdades e promover a inclusão econômica. A fome e a insegurança alimentar também estão aquém das expectativas, sendo essencial garantir o acesso universal a alimentos nutritivos e suficientes, promover práticas agrícolas sustentáveis e resilientes às mudanças climáticas, além de fortalecer os sistemas de produção de alimentos e as cadeias de abastecimento. A pandemia da COVID-19 destacou a importância da saúde global, evidenciando enormes deficiências nos sistemas de saúde e nas capacidades de resposta, mostrando a necessidade urgente de fortalecer os sistemas de saúde, melhorar o acesso a serviços de qualidade, incluindo a vacinação, a fim de garantir uma cobertura universal de saúde para todos.

Essas são apenas algumas das mudanças que não avançaram e requerem atenção prioritária, sendo importante lembrar que todos os ODS estão interconectados, e o progresso em uma área pode impulsionar em outras, uma vez que esforços coordenados e colaborativos são necessários para enfrentar esses desafios e alcançar os ODS até 2030, conforme destaca França no artigo da Exame. Posto isso, a concretização dos ODS dependerá, não apenas do compromisso dos governos, mas também do envolvimento de todos nós, cidadãos do planeta Terra. As crianças e os jovens são as prioridades nesta ação global de participação e a escola é, sem dúvida, a peça-chave para orientar acerca desta agenda global, inspirar e incentivá-los a participarem no desenvolvimento das comunidades.

Assim, também podemos contar com A Maior Lição do Mundo, uma iniciativa internacional que objetiva contribuir para a reflexão e ação no âmbito dos ODS, envolvendo todas as crianças e jovens na consciencialização do papel de cada um na construção de um mundo mais seguro, mais saudável e mais sustentável. Afinal, de acordo com a Unicef, crianças, adolescentes e jovens precisam de um espaço para se envolver com aqueles que vão colocar os ODS em prática. Os jovens podem ajudar a mudar sua própria vida e suas comunidades – elas têm ideias, energia ilimitada para a ação e maior participação no futuro. Capacitadas e fortalecidas pelo conhecimento e pela consciência dos seus direitos e das necessidades urgentes do mundo, elas podem garantir que os gestores cumpram os compromissos assumidos. Bela iniciativa, vocês não acham? 

Ainda mais neste momento crítico, em que a Guerra na Ucrânia vem intensificando as desigualdades globais, a Agenda 2030 e seus ODS permanecem como o caminho mais adequado a seguir, não apenas rumo à recuperação, mas à reconstrução de um mundo melhor, sem deixar ninguém para trás. Que possamos refletir de que maneira contribuir para não deixarmos ninguém para trás!!!

~ Bia ~ 

É o fim das tartarugas marinhas num mar de lixo sem fim?

Fonte: Blog do Pedlowski

Estava aguardando o final deste mês para falar de 3 eventos comemorativos que se destacaram em junho e que acredito estarem intimamente interligados: o Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado no dia 5, o Dia Mundial dos Oceanos no dia 8 e o Dia Mundial da Tartaruga Marinha no dia 16. Mas… por que estas datas estão correlacionadas?  Porque, assustadoramente, milhares de tartarugas marinhas estão sendo massacradas nos oceanos que se tornaram verdadeiros depósitos de lixos!!! 

Difícil acreditar, mas as tartarugas marinhas que são animais pré-históricos e que estão entre nós há, pelo menos, 120 milhões de anos, convivendo até mesmo com os dinossauros e que vieram resistindo bravamente a todas as mudanças que levaram muitas espécies à extinção, estão na iminência de desaparecer deste planeta. 

A fim de conhecê-las melhor é interessante saber que existem apenas sete espécies de tartarugas marinhas no mundo. São répteis que passam a vida inteira no mar, exceto quando as fêmeas vão às praias para desovar. Por serem migratórias, atravessam oceanos de um continente a outro para se reproduzirem e cada fêmea bota, em média, 130 ovos por ano. O curioso é que, pasmem, de cada 1000 filhotes, somente uma ou duas tartarugas chegarão à idade adulta, enquanto as demais irão servir de alimento para uma vasta cadeia ecológica.Infelizmente, o efeito cascata da atividade humana causou um rápido declínio das tartarugas marinhas e seis das sete espécies estão ameaçadas de extinção. O lixo é, de longe, a maior ameaça à sua sobrevivência. No mar, o plástico vira uma armadilha para as tartarugas marinhas, aprisionando-as em pedaços de redes e outros apetrechos, que se enroscam em seus corpos, levando-as à morte. Caso ocorrido, por exemplo, em julho do ano passado em que 30 a 50 tartarugas marinhas foram encontradas mortas em uma praia na ilha de Kumejima, a 1.600 quilômetros a sudoeste de Tóquio, no Japão, deixando a população local estarrecida diante da lamentável cena dantesca. 

Casos semelhantes vêm sendo constatados em outros locais pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) destacando que, pelo menos, 43 países já registraram tartarugas marinhas envoltas em cordas de plástico, embalagens, cordas de balões e tiras de bebidas enlatadas, alertando que cerca de 1000 tartarugas morrem a cada ano como resultado desse tipo de lixo. Um estudo publicado na Scientific Reports aponta que as tartarugas marinhas que ingerem apenas 14 pedaços de plástico têm um risco aumentado de morte, sendo que as mais jovens estão especialmente em risco porque não são tão seletivas quanto as mais velhas sobre o que comem. Como um dos alimentos favoritos das tartarugas é a água-viva, cujo movimento na água se assemelha ao saco plástico flutuando na superfície do mar, é comum confundirem suas presas e ingerirem esses detritos espalhados pela poluição humana. Algumas passam fome depois de fazer isso, acreditando erroneamente que já comeram o suficiente porque seus estômagos estão cheios e, desnutridas, acabam morrendo!!! 

Para que possamos ter uma noção da extensão do problema dos plásticos oceânicos, a The Ocean Cleanup, uma organização sem fins lucrativos que desenvolve e amplia tecnologias para livrar os oceanos do plástico, ilustra a foto dos detritos que estavam no estômago de uma tartaruga marinha encontrada morta no Oceano Pacifico:

Fonte: Pew Charitable Trusts

E não são só as tartarugas que estão morrendo não! De acordo com o Pew Charitable Trust, “nosso oceano e a variedade de espécies que o chamam de lar estão sucumbindo ao veneno do plástico. Exemplos não faltam, desde a baleia cinzenta que morreu depois de encalhar perto de Seattle em 2010 com mais de 20 sacolas plásticas, uma bola de golfe e outros detritos em seu estômago até o filhote de foca encontrado morto na ilha escocesa de Skye, com os intestinos contaminados por um pequeno pedaço de invólucro de plástico”. Conforme as Nações Unidas, pelo menos 800 espécies em todo o mundo são afetadas por detritos marinhos, e até 80% desse lixo é plástico, estimando-se que até 13 milhões de toneladas métricas de plástico acabam no oceano a cada ano – o equivalente a uma carga de lixo ou caminhão de lixo por minuto. Consequentemente, nós também não estamos imunes a essa ameaça pois como também fazemos parte da cadeia alimentar, o plástico que contamina a água e afeta a biodiversidade marinha chega também à nossa alimentação.

Inclusive, no artigo de Jennifer Ann Thomas, para Um Só Planeta, o oceanógrafo Alexander Turra, responsável pela Cátedra Unesco para Sustentabilidade dos Oceanos atenta que “a poluição prejudica a biodiversidade e os processos da natureza, o que também gera impacto nos benefícios que os oceanos garantem para a humanidade. A sujeira extrapola a superfície dos oceanos, comprometendo o funcionamento e a saúde do mar. Faz com que a espécie humana coloque em risco a própria vida no planeta, pois dependemos do oceano”. 

Desse modo, a menos que sejam tomadas medidas urgentes para resolver esse problema, os cientistas preveem que o peso dos plásticos oceânicos excederá o peso combinado de todos os peixes nos mares até 2050. E certamente será o fim das tartarugas marinhas num mar de lixo sem fim!!! O que fazer?

~ Bia ~

Aperto de mão…

Fonte: Site de Curiosidades

Como diz um velho ditado que “depois da tempestade vem a bonança”, podemos comemorar a data de hoje apertando a mão. Simmm… até o aperto de mão tem o seu dia especial e hoje, 21 de junho, é o Dia Internacional do Aperto de Mão! Felizmente hoje podemos apertar a mão!!! Durante quase 3 anos a pandemia da covid-19 impôs novas formas de cumprimentar as pessoas e o tão utilizado aperto de mão precisou ser deixado de lado, tornando-se um risco de contaminação e fazendo com que grande parte da população mundial passasse a adotar o “soquinho” ou apenas o aceno em substituição ao caloroso aperto de mão.

Este gesto, que pode valer mais do que mil palavras, é um dos cumprimentos mais antigos da humanidade. A evidência mais antiga está em uma imagem gravada em um trono do antigo Império Assírio, do século 9 a.C., que mostra dois homens apertando as mãos. Naquela época, presume-se que só se apertaria a mão de alguém se fosse para resolver um conflito ou selar um acordo. Assim, por ser um gesto milenar, a origem exata é incerta, mas historiadores acreditam que o aperto de mão seria um gesto de boa vontade, onde o homem primitivo, que andava sempre armado, estendia a mão vazia, para mostrar a alguém que não portava armas e desejava a paz, razão pela qual as mulheres, que não carregavam armas, tampouco tinham o hábito de apertar a mão. Alguns dos primeiros registros do aperto de mão como cumprimento datam do século XVII, mas acredita-se que ele tenha sido popularizado na Europa e Estados Unidos no século XVIII pelos quakers, um movimento religioso que prezava pela igualdade entre seus membros. Com o enfraquecimento das monarquias, o aperto de mão se tornou cada vez mais comum, passando a entrar até em manuais de etiqueta no século XIX.

Hoje em dia o aperto de mão é um gesto social que expressa respeito e cordialidade, sendo uma forma de cumprimento usada no fortalecimento das transações comerciais na maioria dos países europeus e ocidentais. Além disso, o aperto de mão tem sido amplamente difundido e adotado como cumprimento e despedida nas mais variadas ocasiões sociais, utilizado até mesmo como um ritual para demonstrar paz ou selar um acordo, conforme podemos observar antes de uma partida esportiva ou de um debate entre políticos rivais. Sem contar que com a crescente participação de mulheres no mundo corporativo, está cada vez mais evidente que elas passaram a substituir o beijo por um cordial aperto de mão. Afinal, o aperto de mão é uma das melhores formas de cumprimentar as pessoas que não têm tanta intimidade para se abraçarem, não é mesmo?

Como o nosso corpo expressa sinais que estão além das palavras, você sabia que a forma como cumprimentamos ao apertar a mão pode revelar a nossa personalidade e as emoções que estamos sentindo no momento? Isso mesmo! Esse gesto, aparentemente tão corriqueiro, está repleto de significados. De acordo com José Roberto Marques, um dos pioneiros em Coaching no Brasil, os tipos mais comuns de aperto de mão são: 

1. Palma das mão suada:

O suor pode ocorrer por diversos motivos, incluindo um descontrole das glândulas sudoríparas, como em um dia quente. Entretanto, em muitos casos, o indivíduo com as mãos suadas está tenso ou preocupado com determinada situação, sendo bastante comum que esse tipo de aperto de mão aconteça com pessoas que estão sendo entrevistadas em um processo seletivo.

2. Frouxo

Trata-se de um tipo de aperto de mão sem firmeza, em que o toque quase não é sentido pelo outro. Pode ser sinônimo de baixa autoestima e insegurança. Também pode ser entendido como antipatia ou falta de interesse em entrar em contato com a outra pessoa.

3. Excessivamente forte

Pessoas que apertam as mãos do outro com excesso de vigor e, em seguida, soltam de forma rápida, querem demonstrar que estão tentando controlar a situação. Elas podem estar nervosas ou ter um temperamento naturalmente controlador. É importante ficar cauteloso para não machucar o outro nesse tipo de cumprimento.

4. Com as duas mãos

Esse tipo de cumprimento, em que a mão esquerda também é utilizada, significa que se quer passar a sensação de aconchego, simpatia e confiança. Entretanto, existe um detalhe que deve ser observado: se a mão esquerda ficar sobre as outras mãos, trata-se de um aperto de mão sincero. No entanto, se a mão vai até o seu pulso, braços ou cotovelo, essa pessoa está tentando obter algo de você.

5. Com puxão

Nesse caso, você sente a sua mão sendo puxada ou fortemente guiada, o que pode ser em direção a uma cadeira ou outra área do local em que os envolvidos estiverem. As pessoas que fazem isso são controladoras e estão tentando dominar você. Esse puxão pode ser visto também como falta de respeito e excesso de emoção.

6. Com movimento horizontal

O aperto de mão em que a pessoa faz movimentos na horizontal, balançando as mãos, demonstra um grande entusiasmo ao encontrar a outra pessoa. Trata-se de um indivíduo amigável e que deseja compartilhar a sua energia positiva.

7. Nos dedos

Quando alguém segura apenas os seus dedos e não a sua mão inteira ao cumprimentá-lo, é sinal de que deseja mantê-lo distante, talvez por insegurança. Se essa pessoa apertar os seus dedos, pode ser um sinal de demonstração de poder, mas também com o objetivo de manter certa distância. Já aquele que oferece as pontas dos dedos para que você aperte demonstra que é um indivíduo despreocupado e que não gosta de estar no controle das situações.

8. “Esmagador de ossos”

Essa é uma forma de cumprimento utilizada para intimidar e demonstrar que se tem controle sobre a situação. Vai muito além de um aperto de mão firme tradicional e pode causar até mesmo dor com a força empregada. Entre amigos, pode ser uma brincadeira, mas, fora desse contexto, indica intimidação.

9. Rápido

Trata-se de um cumprimento que não dura mais do que alguns segundos. Quem age dessa forma demonstra que está apressado e que gosta de conversar objetivas e de ir direto ao ponto. Esse comportamento se estende à sua forma de ser, sempre com foco na ação.

10. Na horizontal

Nesse caso, ao invés de manter a mão em uma posição vertical, a pessoa segura a sua na horizontal, mantendo a dela por cima. Isso significa que ela se sente superior a você. Nos casos em que a mão é posicionada embaixo, pode ser um sinal de submissão.

11. Com o braço estendido

Enquanto essa pessoa aperta a sua mão, ela estende o braço para que você não chegue perto dela. Essa é uma demonstração de que ela precisa de espaço e prefere que você não se aproxime. Se quiser uma aproximação, dê o espaço físico e emocional que ela está pedindo. Pode indicar medo ou insegurança.

12. “Soquinho”

Por fim, essa é uma versão mais recente do aperto de mão, em que as duas pessoas fecham os punhos e dão um leve “soquinho”. Trata-se de uma saudação informal, que demonstra amizade e informalidade. Assim, ela é indicada apenas para ambientes descontraídos, quando se está entre amigos.

Desse modo, José Roberto Marques aconselha que para transmitirmos uma boa impressão, existe uma forma ideal de cumprimentar que consiste, basicamente, em estender o braço a uma distância razoável do corpo e apertar a mão da outra pessoa com firmeza, sem exagerar, durante cerca de, pelo menos, dois segundos. Enquanto isso, é importante sorrir, olhar no olho e verbalizar um cumprimento, pois agindo dessa forma, poderemos passar uma imagem positiva e educada. Outra dica legal é que devemos, imprescindivelmente, levantar se estivermos sentados. 

Quem diria que um simples aperto de mão pode nos passar informações sobre a outra pessoa como também expor o nosso momento e o que pensamos dela, hein? Muito proveitoso essas dicas que podem nos ajudar a cumprimentar as pessoas de forma mais adequada, vocês não acham? 

~ Bia ~

Violetas contra a violência

Fonte: Prefeitura de Telêmaco Borba

Você já percebeu que no calendário de datas comemorativas existem diversas campanhas de conscientização que são representadas por meses coloridos? Essas campanhas são feitas ao longo do ano para conscientizar o máximo de pessoas possível sobre os temas abordados como, por exemplo, o Abril Azul (mês de conscientização do Transtorno do Espectro Autista (TEA) e o Setembro Amarelo (mês de prevenção ao suicídio). Desse modo, não é de se estranhar que no mês de junho tenhamos 3 campanhas coloridas que merecem destaque: Junho Vermelho que incentiva a população sobre a importância da doação de sangue, Junho Verde voltado para as reflexões em relação às questões e desafios socioambientais e Junho Violeta, tema deste post, que incita contra a violência da pessoa idosa.

Isso mesmo! Dia 15 de junho marca o Dia Mundial da Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa. A data foi instituída em 2006 pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela Rede Internacional de Prevenção à Violência Contra à Pessoa Idosa, visando sensibilizar a sociedade em prol do combate à violência contra idosos e a disseminação do entendimento da violência como violação aos direitos humanos. Para tanto, o Estatuto do Idoso, que regula os direitos das pessoas com idade igual ou superior a 60 anos, estabeleceu no Artigo 4 (quarto) que “nenhum idoso/idosa será objeto de qualquer tipo de negligência, discriminação, violência, crueldade ou opressão, e todo atentado aos seus direitos, por ação ou omissão, será punido, na forma da Lei”. 

Não há como negar que o Brasil está envelhecendo. Para se ter uma ideia, segundo os dados da PNAD Contínua – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tinha, em 2022, mais de 31 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, perfazendo 14,7% da população total do país. Projeções apontam que em 2030 o número de pessoas idosas ultrapassará o número de crianças e adolescentes até 14 anos e em 2050, haverá duas vezes mais idosos do que crianças em terras brasileiras. Diante destes dados, é preciso promover ações para prevenir a discriminação e a violência contra idosos, uma vez que, de acordo com informações divulgadas pela Agência Brasil no início deste mês, “só nos primeiros cinco meses de 2023, o Disque 100, do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania (MDHC), recebeu mais de 47 mil denúncias de violência cometida contra pessoas idosas, que apontam para cerca de 282 mil violações de direitos como violência física, psicológica, negligência e exploração financeira ou material”. 

Frente a esta crueldade, a campanha Junho Violeta tem como objetivo despertar a população, os governantes, as instituições públicas e também as instituições não governamentais, inclusive religiosas, para esta gravíssima questão que é a violência contra as pessoas idosas, que são e estão quase sempre fragilizadas física, mental, material e emocionalmente. Mas… Você sabe por que a violeta foi escolhida para ser o símbolo da luta contra a Violência ao Idoso? Porque o tema, deveras chamativo, sugere que, ao invés de se violentar um idoso, dê a ele uma violeta em sinal de gratidão por tudo que representa nesta existência. Afinal, a delicada violeta, além da sua singela beleza, é uma flor que carrega uma série de simbolismos e, dentre os muitos significados à ela associados, é considerada símbolo de sabedoria e conhecimento na mitologia indiana. Por isso, presentear nossos queridos “velhinhos” com um lindo vasinho de violetas é perfeito para expressar afeto e carinho, não é mesmo?

Desse modo, essa campanha nos leva à reflexão sobre a realidade que nos cerca, seja no ambiente familiar, na comunidade, nas igrejas, nas escolas, nos locais de trabalho, no transporte público, nos instigando a “botar a mão na consciência” se estamos ou não tratando nossos idosos e idosas com dignidade e com o devido respeito. Assim, é interessante saber que dentre os principais tipos de violência contra as pessoas idosas, a Secretaria de Educação do Governo  de Santa Catarina aponta que a mais comum é a negligência, quando os responsáveis pelo idoso deixam de oferecer cuidados básicos, como higiene, saúde, medicamentos, proteção contra frio ou calor. O abandono vem em seguida e é considerado uma forma extrema de negligência. Acontece quando há ausência ou omissão dos familiares, ou responsáveis, governamentais ou institucionais, de prestarem socorro a um idoso que precisa de proteção. Outro tipo de violência é a violência física, quando a agressão física é usada para obrigar os idosos a fazerem o que não desejam, provocando ferimentos, dores, incapacidade ou até a morte. A psicológica ou emocional é a mais sutil das violências. Inclui comportamentos que prejudicam a autoestima ou o bem-estar do idoso, entre eles, humilhação, constrangimento, destruição de propriedade ou impedimento de que vejam amigos e familiares. Por último, a violência financeira ou material consiste na exploração imprópria ou ilegal dos idosos ou o uso não consentido de seus recursos financeiros e patrimoniais”.

Posto isto, para que possamos compreender tais atrocidades, muitas vezes marcada pela tristeza e solidão que afetam principalmente os idosos que envelhecem na pobreza, na miséria e no abandono, é essencial abordar essa questão da violência contra essas pessoas em um contexto socioeconômico, político e institucional, não apenas combatendo a forma desumana em que vivem milhões de pessoas em sua fase final da existência, mas também resgatando a dignidade e qualidade de vida que eles merecem.

Precisamos e devemos, sim, ir além deste simples despertar de nossas consciências individuais. É necessário, de fato, lutar para que os direitos e garantias voltados à proteção das pessoas idosas sejam plenamente respeitados, cumpridos integralmente e não apenas objeto de estudos, seminários, discursos, orações e boas intenções, conforme enfatiza o sociólogo Juacy da Silva, uma vez que a violência contra a pessoa idosa é um problema que se agrava e se estende, gradativamente, nos dias atuais, prejudicando sua integridade física e emocional e impedindo, por vezes, o seu desempenho social.

Neste sentido, para lembrar a data, alguns órgãos governamentais como, por exemplo, a Assembleia Legislativa do Estado do Paraná, está iluminada pela cor violeta durante a segunda quinzena do mês de junho. Segundo o deputado Cobra Reporter, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa da Assembleia, a campanha Junho Violeta faz parte de um trabalho de conscientização da população para mostrar a importância de denunciar todo e qualquer tipo de violação dos direitos da pessoa idosa. Essa dura realidade de maus-tratos contra os idosos deve ser combatida. Para isso, ele destaca que informação e denúncia são fundamentais, alertando que o site http://www.defesadosidosos.org é uma importante ferramenta para queixas, reforçando que são prontamente encaminhadas para as autoridades competentes.

Portanto, como o Brasil caminha para ser um país de pessoas idosas, precisamos nos ater às políticas públicas e ações que protejam estas pessoas que tanto fizeram e continuam fazendo por todos nós. Afinal, respeitar é aceitar, acolher, amar e quando demonstramos, com afeição, o nosso querer bem aos idosos, mostramos o quanto valorizamos a nossa própria história pois, mais cedo ou mais tarde, também chegaremos na melhor idade. Assim, nada melhor do que subestimar o idadismo (atitude preconceituosa e discriminatória com base na idade, sobretudo em relação a pessoas idosas) que persiste nas relações sociais, familiares, no trabalho, em toda a parte. É preciso quebrar estigmas para que se possa garantir o pleno cumprimento dos direitos dessa parcela populacional que deveria ter, ao contrário do que acontece, cada vez mais visibilidade diante das incontáveis violações e aos absurdos abusos enfrentados dia após dia.

Enfim, devemos clamar pelo NÃO à violência pois respeitar o idoso é, acima de tudo, tratar o próprio futuro com respeito!

~ Dani ~

Abraçar sem abraçar… 

Fonte: Herp

Hoje vamos falar de abraço porque esse carinhoso gesto que é uma das melhores formas de comunicação universal, dispensa palavras e faz um bem danado à nossa saúde tem, merecidamente, o seu dia especial. Simmm… hoje, 22 de maio, é o Dia Mundial do Abraço!!! Nosso eterno Cazuza já dizia que o abraço é o encontro de dois corações e a não menos famosa banda Jota Quest, em uma de suas músicas diz que o “o melhor lugar do mundo é dentro de um abraço”, expressando que “tudo que a gente sofre, num abraço se dissolve e tudo que se espera ou sonha, num abraço a gente encontra”. Melhor interpretação para um abraço não poderia existir, não é mesmo? 

Jota Quest – Dentro de um Abraço

Tanto é que, de acordo com a literatura científica, dar ou receber um abraço é a forma mais simples de fazer o corpo liberar oxitocina, conhecida como o hormônio do amor e da felicidade. Após um abraço, o sentimento de bem estar, conforto e alegria “contagiam” tanto quem abraçou, quanto quem recebeu o abraço, ajudando a curar a solidão, o isolamento e até a raiva, pois desde que nascemos somos condicionados a ter o contato com outras pessoas e antes disso, ainda na barriga da mãe, nos sentimos seguros, abraçados, estabelecendo uma relação de confiança, conforto e acolhimento, de modo que o abraço nada mais é do que “uma forma de expressar sentimentos e emoções, trazendo diferentes sensações para quem oferece e quem recebe. Pode demonstrar intimidade, proximidade, uma relação querida, uma saudade, um cuidado. Pode também significar afeto, carinho, cuidado, amor, perpassando por vezes a necessidade da palavra e se fazendo suficiente ao sentir o abraço naquele momento”, conforme aponta a psicóloga Letícia Lozan.

Ao contrário de alguns países como, por exemplo, o Japão que não tem o costume de abraçar (tema para um post à parte), esta ação aparentemente tão simples sempre esteve presente no  comportamento de todos nós, brasileiros, de modo que, com a pandemia, em razão do distanciamento social, nunca antes um abraço foi tão valorizado. Tivemos que nos adaptar às novas circunstâncias e o abraço foi deixado de lado, sendo substituído pelo toque com os cotovelos ou mãos fechadas que, convenhamos, não se compara aquela gostosa sensação de ternura e de bem-estar-bem que só um abraço pode nos acalentar, uma vez que, como seres humanos que somos, nossas relações são pautadas no contato físico e o abraço faz parte desse universo.

Segundo depoimento do professor de psicologia médica da Pós Graduação em Psiquiatria da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC Rio), Luiz Guilherme Pinto, à Agência Brasil, a situação que o mundo vivenciou por conta do coronavírus, é muito particular pois boa parte da população que ainda está tomando todos os cuidados recomendados pelas autoridades sanitárias “está carecendo de abraços” pois não há como negar que tivemos que  ressignificar as formas de transmitir afeto e manter a distância interpessoal impactou negativamente em diversos aspectos da vida, principalmente no psicológico de cada um de nós!  

Conforme descreve o psicólogo Marcello Santos, do Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro (CRP-RJ) ao referido site, o abraço é a poesia do mundo sem palavras. “É aquele momento em que você envolve o outro e o outro te envolve. É o momento em que você acolhe aquilo que o outro está trazendo. Você acolhe o outro incondicionalmente no seu abraço e isso faz com que o sujeito se sinta dentro de um clima de hospitalidade, de cordialidade, de afeto. Como falam em algumas culturas, é o choque de corações”, reforçando que “o abraço requer uma certa intimidade que, às vezes, ocorre naquele momento único, como acontece muitas vezes em jogos de futebol, quando os torcedores se abraçam para comemorar um gol do seu time. Ou no Ano Novo, em que pessoas desconhecidas uma das outras, acabam abraçando alguém para compartilharem as suas alegrias”. Como podemos verificar, há abraços para muitos momentos: aquele que conforta, o que reforça os laços de amizade, o que protege, o que põe fim à saudade, nos dando conta de que, desde que nascemos, aprendemos a usar o abraço para demonstrar afeto, transmitir segurança, cuidados e muito, muito amor.

Diante desses argumentos em que um aconchegante abraço pode aliviar a dor, a depressão, ansiedade, pânico, abandono, entre outros sentimentos que têm, de uns tempos para cá, abalado emocionalmente a população, a demonstração de carinho, qualquer que ela seja, continua sendo extremamente necessário. Segundo muitos psicólogos, deixar de abraçar “presencialmente” não significa que essa ação não possa acontecer, existindo várias formas de abraçá-la virtualmente. Obviamente, todos nós queremos e buscamos um “caloroso” abraço para nos sentirmos compreendidos, protegidos e confortáveis, mas como demonstrar que estamos próximos mesmo distantes fisicamente? 

Caetano Veloso – Um Abraçaço

A canção de Caetano Veloso, “Um Abraçaço”, que foi lançada em 2012, muito antes do isolamento imposto pelo coronavírus, descreve um pouquinho dos novos tempos que vivemos. O universo que vivenciamos atualmente está cada dia mais residindo nas lentes azuis de computadores, smartphones… e os abraços, infelizmente, ficaram escassos, dando vazão às telas que “felizmente” apareceram em  boa hora para nos ajudar a preencher os espaços que a saudade teima em ocupar. Afinal, não é na adversidade que a vida mostra o lado reverso da moeda? Então, quaisquer que sejam os motivos, se não é possível estar sempre por perto dos familiares e amigos queridos para abraçá-los pessoalmente, podemos e devemos sim,  ressignificar e distribuir “abraços” virtuais. Mas de que maneira?

A manutenção dos vínculos e cuidado com as relações pode, por exemplo, ser feita usando as redes sociais e meios tecnológicos como formas de contato e proximidade, ou seja, através de mensagens, ligações e chamadas de vídeo, a qualquer momento do dia, sem motivo específico, só para “matar” a saudade. Outra forma que também nos faz sentir perto de alguém especial é enviando flores e/ou presentes mas, independente das pequenas atitudes, o que importa mesmo é não deixarmos de cultivar os bons sentimentos e as boas energias pois o abraço, mesmo não sendo presencial, pode nos proporcionar coisas boas, como sugere Kathleen Keating, autora do livro “A Terapia do Abraço”, ao descrever alguns tipos de abraços que valem a pena relembrar, tais como:

  • Abraço Amizade : é um tipo de abraço que ajuda a quebrar a timidez, aumentar a auto-estima e melhorar a confiança entre amigos.
  • Abraço de urso: é um tipo de abraço muito usado entre pais e filhos, avós e netos e até para amigos que queiram expressar sua amizade, solidariedade e alegria de estar junto com aquela pessoa. 
  • Abraço imaginário: é um tipo de abraço, literalmente, imaginário e muito eficiente, principalmente quando estamos em situações difíceis onde precisamos de apoio e não temos ninguém por perto.

Desse modo, quando o abraço convencional não é possível e temos que apelar para o abraço imaginário, as 3 dicas básicas da psicóloga Beatriz Ferreira Neves do Hospital Estadual de Ribeirão Preto (HERP) para se “abraçar sem abraçar”, com bastante criatividade e vontade de abraçar, não só no Dia do Abraço mas em todos os outros dias do ano, são: 

  • Se abrace. Cruze seus braços e envolva seus ombros com suave pressão. Feche os olhos e sinta o quanto o seu abraço é bom e confortante… você é capaz de grandes abraços!
  • Abrace seu animal de estimação. Dê um abraço em seu animalzinho de estimação (proporcional ao tamanho do mesmo) e sinta o carinho e a cumplicidade que os envolve… aproveite este sentimento de amizade verdadeira! 
  • Abrace uma almofada com o cheiro da pessoa que você gosta. Coloque numa almofada um perfume que te lembre a pessoa que você ama ou imagine o perfume dela na almofada… e abrace com vontade!

Eu, particularmente, adoro abraçar e como estou ciente que o abraço é um excelente “suplemento”, mesmo distante não deixo de “abraçar sem abraçar”, quase todos os dias, meus adoráveis netinhos Yan, Léo e Lia e as minhas filhas Dani e Paty, não me sentindo solitária ou emocionalmente machucada por não poder (por enquanto) abraçá-los pessoalmente. Aprendi a dominar algumas dicas de abraços virtuais, desenvolvendo uma certa confiança na minha capacidade natural para compartilhar abraços maravilhosos, como podemos nos encantar neste vídeo em que é perceptível mudar paradigmas e sentir um “delicioso” e carinhoso abraço virtual!

Léo com 1 ano e 11 meses abraçando a vovó Bia

Como se vê, até mesmo abraços virtuais podem despertar uma série de emoções, não existindo receitas prontas a serem seguidas e sim, descobertas e redescobertas a serem feitas quantas vezes forem necessárias, pois dentro de cada singularidade, é possível abraçar sem abraçar, de maneira inimaginável há algumas décadas atrás.

Nunca é tarde para investir nos afetos. Bora começar pelos abraços virtuais…

Feliz Dia do Abraço para todos nós!!!

 ~ Bia ~

Livrarias à beira da extinção?

É impressionante como no mês de abril temos várias comemorações alusivas à leitura. No dia 2 tivemos o Dia Internacional do Livro Infantil, no dia 18 comemoramos o Dia Nacional do Livro Infantil e no dia 23, foi dia de celebrar o Dia Mundial do Livro e do Direito Autoral. Do papiro utilizado para a escrita na Antiguidade à tela dos aparelhos eletrônicos, o percurso do livro ao longo da História vem alicerçando a importância desse produto cultural como instrumento de difusão de conhecimento, além de fonte inesgotável de entretenimento, visto a humanidade ter experimentado nas páginas de romances, contos, crônicas, textos teatrais, coletâneas de poemas, entre outros, inúmeras emoções desencadeadas pela literatura, que tem o livro como principal suporte. O escritor, por sua vez, figura imprescindível para a existência do livro, não poderia ser deixado de lado nessa data, uma vez que a celebração do dia do livro está diretamente associada ao reconhecimento dos direitos autorais.

Tendo, portanto, como principais objetivos o reconhecimento e a exaltação da importância do livro e do escritor para o desenvolvimento intelectual da humanidade, o Dia Mundial do Livro e do Direito Autoral é, sem dúvida alguma, a materialização física e simbólica da criatividade humana pois, através dele, compartilha-se conhecimentos sistematizados por todas as ciências — exatas, biológicas e humanas —, impulsionando o desenvolvimento da humanidade em múltiplos aspectos: econômicos, científicos, sociais, políticos, sociológicos, históricos e antropológicos.

Embora a existência de um dia dedicado à celebração do livro e do autor também venha, ano após ano, incentivando o debate acerca das incertezas advindas da popularização de novos suportes tecnológicos para a difusão de conhecimento e sobre os direitos do autor na era digital, colocando-nos frente a frente com situações que despertam a nossa atenção em um mundo cada vez mais carente de humanização, não é de se estranhar que a chegada de formatos digitais tenha aflorado discussões acerca da sobrevivência do “livro de papel” propriamente dito. Razão que nos leva a direcionar para o futuro incerto das livrarias, que é o título deste post. 

Vocês sabiam que a livraria mais famosa do mundo fica no coração de Paris? Segundo Taísa Szabatura, em seu artigo publicado na Revista IstoÉ em 13/11/2020, a Shakespeare and Company fez no início do mês da publicação, há quase 3 anos, um pedido inusitado aos seus clientes, pedindo para que comprassem livros pois, caso contrário, teriam que fechar as portas. A mensagem, enviada por Sylvia Whitman, proprietária da famosa livraria, pegou muita gente de calça curta por não ser um simples golpe de marketing, mas por expor a nua e crua realidade que livrarias do mundo todo vem enfrentando ao longo dos tempos. 

Se antes da pandemia o setor já estava em crise, com o “lockdown”, até os endereços mais charmosos da literatura anunciaram o fechamento. A pergunta que se fez naquela ocasião foi: livrarias fazem parte do “serviço essencial” ao cidadão durante uma crise sanitária? Anne Hidalgo, então prefeita de Paris, disse que sim e foi mais longe, pedindo à população para que não comprasse livros na Amazon e valorizasse as livrarias alternativas da cidade. Apesar da atenção recebida naquele período, Taísa acredita que ainda é cedo para cravar um final feliz ao pequeno, porém poderoso endereço às margens do Sena, em frente à Notre-Dame, ressaltando que “a livraria de língua inglesa que leva o nome de William Shakespeare é tão relevante quanto o museu do Louvre ou a Torre Eiffel”. Para se ter uma ideia da sua imponência, a livraria faz parte da vida de escritores renomados há mais de um século, motivo pelo qual o pedido de socorro causou enorme repercussão entre os bibliófilos. Fundada em 1919, a tradicional Shakespeare and Company conquistou o coração de muitos escritores ao amparar, em 1922, o lançamento de “Ulysses”, obra máxima de James Joyce, tornando-se, desde então, local de peregrinação entre os amantes da literatura. 

Até mesmo em Nova York, conforme destaca Taísa, quem está com o futuro ameaçado é a Strand Book Store, fundada em 1927 e um cartão postal da cidade. Assim como a Shakespeare, a Strand que é uma das maiores livrarias de livros novos e usados do planeta, corre o risco de sumir do mapa, pois mesmo tendo um “espaço” que define a clássica imagem do negócio livreiro, com iluminação controlada, chão de madeira e “ares” de biblioteca, sua clientela diminuiu drasticamente.

De acordo com o presidente da Associação Nacional de Livrarias (ANL), Bernardo Gurbanov, a crise do setor é generalizada e se manifesta em vários países, sendo um dos principais motivos a compra de livros, tanto digitais como impresso, pela internet, que vem substituindo o comércio presencial, fato este que infelizmente culminou no fechamento de várias lojas da Livraria Cultura, cuja falência foi decretada recentemente, causando burburinho no mercado editorial. O diretor comercial da Editora Planeta, Gerson Ramos, disse ao PublishNews que a renomada livraria marcou a vida de milhares de leitores e profissionais do livro, enfatizando que “um dos ônus de ser profissional no mercado de livros é o de precisar separar a emoção e a paixão que temos pelas obras dos autores e das livrarias, para conseguir manter foco na obtenção dos resultados necessários para mantermos nossas empresas saudáveis”. Bruno Zolotar, diretor comercial e de marketing da Editora Rocco, também deu o seu parecer, citando que a Cultura fez história no mercado brasileiro com ótimos livreiros e um padrão que era modelo para outras redes, lamentando que o mercado tenha perdido uma rede como essa e apontando que o declínio vem desde 2018 e que esse desfecho não pegou ninguém de surpresa, pois o mercado, como um todo, assistiu a sua longa agonia.

No entanto, o presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), Vitor Tavares, comentou que “as livrarias são fundamentais para um mercado saudável e sustentável e que a diversidade de pontos de venda contribui para um mercado mais estabilizado e promove o acesso ao livro”, anunciando que “felizmente, podemos constatar, nos últimos meses, o surgimento de novas livrarias no país e expansão das redes de forma renovada e com foco no leitor e que o interesse pela leitura continua vivo e isso é perceptível pela grande quantidade de conteúdos sobre livros nas redes sociais”. Compartilhando desta visão otimista, Dante Cid, presidente do Sindicato Nacional de Editores de Livros (SNEL) esclarece que “aqueles que amam o livro lamentam toda e qualquer perda ocorrida no mundo das livrarias”, argumentando que “ver outras livrarias prosperando, abrindo novas filiais, em novos formatos, nos alegra”, ao observar a retomada do hábito de leitura da população brasileira, após os últimos três anos, em meio a um cenário econômico complexo devido à pandemia. Ele, inclusive, analisou que “ao longo de 2022, esse comportamento foi mantido e influenciou o crescimento do mercado e a abertura de novas livrarias, superando o saldo de livrarias fechadas”.

Deste modo, muitas livrarias estão buscando a criatividade para não terem que fechar as portas. Em Paris, o pedido de socorro teve efeito imediato e a Shakespeare and Company foi obrigada a suspender temporariamente as vendas. A procura pelo seu clube de assinaturas, chamado “Amigos da Shakespeare and Company”, no qual o leitor recebe, por um preço fixo, livros exclusivos, carimbados e cuidadosamente embalados, chamou a atenção do público leitor que tem a comodidade de receber o livro em casa, de qualquer lugar do mundo. Da mesma forma, a Strand manda um alerta: apoie o nosso negócio e compre um “gift card”. Como podemos verificar, apoiar ações que fortaleçam as livrarias, sejam elas pequenas, médias ou grandes, é o caminho para que, em médio prazo, possamos recuperar os espaços perdidos desde 2018. Até mesmo a Editora Todavia, em nota enviada ao PublishNews, alega que quando uma livraria deixa de existir é um estrago brutal na paisagem da cidade e no cenário cultural do país inteiro, torcendo para que a nossa indústria encontre nesse revés, motivação para criar e manter caminhos sustentáveis para chegar ao leitor. Afinal, percebe-se uma mudança cultural que mostra a queda do prestígio do livro como objeto de consumo, pois não temos como negar que a praticidade da compra remota e os livros digitais tornaram as visitas às livrarias cada vez mais eventuais e, assim, muitos clientes simplesmente desapareceram.

“Criei esta livraria como um homem escreveria um romance, construindo cada cômodo como um capítulo, e gosto que as pessoas abram a porta do jeito que abrem um livro, um livro que leva a um mundo mágico em sua imaginação.” George Whitman – fundador da Shakespeare and Company

~ Bia ~ 

Ler dá asas à imaginação!

Fonte: Pinterest

Foi com esta epígrafe “Quem escreve um livro cria um castelo, que o lê mora nele”, que Monteiro Lobato se inspirou para escrever dezenas de livros infantojuvenis, sendo considerado o pai da literatura infantojuvenil no Brasil, razão pela qual comemoramos anualmente, no dia 18 de abril, data natalícia do escritor, o Dia Nacional do Livro Infantil. Talvez meus queridos netinhos que acabaram de nascer e que já estão vivenciando um mundo altamente tecnológico, jamais compreenderão como Monteiro Lobato deu asas à minha imaginação, me levando a aventurar num mundo repleto de aventuras e de peripécias que povoam uma de suas maiores criações, o Sítio do Picapau Amarelo.

Composta por uma série de 23 volumes de fantástica literatura, a história se passa em um sítio que leva o nome de Picapau Amarelo, onde mora uma senhora chamada Dona Benta, junto com sua neta Lúcia, mais conhecida por Narizinho, Tia Nastácia que é a cozinheira que trabalha na casa e Tio Barnabé. Nos livros da série, o Sítio também recebe a visita de Pedrinho (outro neto de Dona Benta), que vive na cidade grande e vem passar as férias com a avó e a prima. 

Muito sábia, Dona Benta sempre lê e ensina coisas novas aos netos, contando para eles sobre a cultura do Brasil e do mundo. Já Tia Nastácia, além de preparar os famosos bolinhos de chuva, ensina às crianças sobre cultura popular e o folclore brasileiro, costurando para Narizinho sua inseparável amiga: a espevitada boneca de pano falante Emília. As leituras e ensinamentos de Dona Benta e Tia Nastácia levam as crianças a desenvolver a criatividade e a imaginarem um mundo de fantasias, envolvendo-se em diversas aventuras.

Tio Barnabé, por sua vez, é um grande conhecedor da floresta e de seus habitantes fantásticos, sendo alguns deles o Saci Pererê, a Cuca e o Visconde de Sabugosa, um inteligente boneco feito de sabugo de milho, cuja sabedoria também obteve por meio dos livros da estante de Dona Benta. Nas aventuras, o Visconde é sempre escolhido por Pedrinho para fazer as coisas mais perigosas, pelo fato dele ser “consertável”. Até mesmo Emília usa e abusa do Visconde, ameaçando “debulhá-lo”. Entre os animais do Sítio, temos o Marquês de Rabicó, o burro Conselheiro e o rinoceronte Quindim, onde todos convivem harmoniosamente com personagens do mundo da imaginação, além de personagens que Monteiro Lobato resgata da mitologia grega. 

Dessa maneira, o escritor tinha como principal intenção nos levar para o incrível mundo da imaginação e, ao mesmo tempo, despertar e aguçar a nossa curiosidade em aprender cada vez mais por intermédio da leitura. Dentre os livros mais famosos do Sítio do Picapau Amarelo que até hoje se mantêm vivas em minha memória estão: As Reinações de Narizinho, Caçadas de Pedrinho, O Picapau Amarelo, Emília no País da Gramática e Histórias de Tia Nastácia. O Sítio do Picapau Amarelo também foi adaptado diversas vezes, desde 1950, para filmes e séries de televisão, sem contar que as trilhas sonoras das séries inspiradas neste Sítio são um capítulo à parte. Muitas das canções foram compostas e interpretadas por grandes nomes da nossa MPB como, por exemplo, a faixa que leva o nome da série, música tema composta e cantada por Gilberto Gil. 

Como vimos, o Dia Nacional do Livro Infantil é uma homenagem a Monteiro Lobato e eu espero, à medida que meus netinhos forem crescendo, ter a oportunidade de acompanhá-los no encantado mundo do Sítio do Picapau Amarelo. Não obstante, não podemos nos esquecer que essa data celebra a literatura infantil brasileira como um todo. Afinal, ela só passou a ser consagrada no Brasil no início do século 19, conquistando leitores, emocionando gerações, fornecendo às crianças a chave do mundo da leitura, tão essencial para despertar o interesse pela literatura e possibilitando experienciar sentimentos complexos que farão parte da vida adulta. 

Neste sentido, ler as obras de vários autores é importante para que as crianças criem um repertório de leitura e possam descobrir quais estilos mais lhes agradam pois, quaisquer que sejam os gêneros, seja poemas, contos, fábulas, tirinhas, textos teatrais ou novelas juvenis, o mais legal é que temos uma extensa lista de obras literárias. Selecionar as melhores delas é basicamente impossível, mas sendo hoje uma data especial em que podemos homenagear todos os escritores da literatura infantojuvenil brasileira, vamos destacar apenas alguns deles e suas imperdíveis obras:

1- Ana Maria Machado foi a primeira autora de literatura infantil a fazer parte da Academia Brasileira de Letras. Tem mais de cem livros publicados, com mais de 20 milhões de exemplares vendidos, publicados em vinte idiomas. Bisa Bia, Bisa Bel surgiu do desejo da autora de falar sobre os seus avós para os seus filhos, abordando a memória e ensinando as novas gerações a refletirem sobre as origens da família, investigando antepassados com quem não se teve a chance de conviver.

2- José Mauro de Vasconcelos é o autor da obra O Meu Pé de Laranja Lima, um clássico da literatura infantojuvenil nacional e um campeão de vendas. Publicado pela primeira vez em 1968, conta a história do menino Zezé e seu amigo vegetal Minguinho, o pé de laranja lima, com quem desabafa, pois seu mundo não se restringe à fantasia infantil. Zezé vive uma dura realidade: a violência doméstica, cuja realidade é amenizada pela sensibilidade e carisma do protagonista e por sua amizade com Manoel Valadares, o Portuga. O livro ensina as crianças sobre injustiças e trata também do pesado tema da negligência durante a infância, ilustrando como elas tendem a se refugiar no seu próprio universo particular quando se sentem acuadas ou com medo.

3- Clarice Lispector costuma ser celebrada pelos seus livros de literatura adulta. No entanto, os seus livros infantis são igualmente uma preciosidade. Escritos inicialmente para os próprios filhos, as obras foram publicadas e hoje são consideradas referências da literatura infantil brasileira. Em A Mulher que Matou os Peixes ficamos conhecendo uma narradora culpada pelo assassinato – sem querer! – de dois pobres peixinhos vermelhos que eram os bichos de estimação dos seus filhos. Ao longo das vinte e poucas páginas, a obra ensina o pequeno leitor a lidar com a dor e com a perda, e também exercita nos pequenos a capacidade de compreensão e do perdão.

4- Ziraldo é um artista de muitas facetas. Além de ilustrador, é cartunista, jornalista, chargista, pintor e também dramaturgo. Autor de mais de 130 livros, é um dos escritores mais amados do Brasil e responsável por um dos grandes fenômenos da literatura infantil: O Menino Maluquinho, publicado pela primeira vez em 1980, em que propõe fazer com que as crianças agitadas se sintam compreendidas e acolhidas pelo convívio com o seu menino maluquinho. Além disso, é interessante assistir o pequeno garoto enfrentando uma série de desafios e situações limite, o que fortalece sua autonomia e identidade.

5- Lygia Bojunga é lembrada como um dos nomes mais fortes da literatura infantil brasileira por investir em histórias que dialogam de maneira certeira com os pequenos. Em A Bolsa Amarela, Raquel é a protagonista dessa história que marca o desejo da descoberta, os anseios pela autonomia e alguns toques dos questionamentos de identidade, característicos da pré-adolescência.

6- Mauricio de Sousa é um dos mais famosos cartunistas do Brasil, membro da Academia Paulista de Letras e, é claro, criador da Turma da Mônica, que já estimulou várias gerações de crianças a criarem o hábito da leitura através das histórias em quadrinhos. Uma Aventura no Limoeiro é o livro personalizado da Turma da Mônica, onde qualquer criança pode criar seu próprio personagem e fazer parte de uma aventura com a turminha. 

7- Ruth Rocha é uma das mais importantes escritoras brasileiras de literatura infanto juvenil com mais de duzentos títulos publicados, cujas obras já foram traduzidas para vinte e cinco idiomas. Em seu livro infantil Marcelo, Marmelo, Martelo, o livro faz menção a uma das maiores dúvidas de Marcelo: por que as coisas têm determinados nomes? Inconformado, Marcelo decide dar novos nomes àqueles que considera não combinarem com o nome que originalmente têm. Assim, neste enredo, a escritora investiga a persistente curiosidade das crianças e o gesto de questionar o já pré-estabelecido.

8- Pedro Bandeira é um dos autores mais populares da literatura infantil brasileira. Em Papo de Sapato o escritor parte de uma ideia bem criativa: e se os sapatos pudessem contar histórias? É no meio do lixão que os sapatos velhos e sem uso são descobertos. Encontra-se desde as botas antigas de um general, que já testemunharam duras batalhas, até a sapatilha de uma grande bailarina e as chuteiras de um famoso jogador de futebol. A criação de Pedro Bandeira nos faz pensar na sociedade de consumo que muitas vezes estimula a compra e depois o descarte. Também convida o leitor e a leitora a refletir sobre justiça social.

9- Marina Colasanti é uma escritora ítalo-brasileira, que publicou diversos livros de contos, poesia e literatura infanto-juvenil. Sua obra Uma ideia toda azul recebeu o prêmio de melhor livro para jovens, pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil. Para compor a criação, a autora se inspirou nos contos de fadas clássicos e muitas vezes fez uma releitura de histórias já presentes no inconsciente coletivo, narrando um universo mágico e maravilhoso que transporta as crianças para essa realidade paralela, estimulando a imaginação.

10- Oswaldo Faustino é jornalista e escritor, tendo atuado em diversos veículos de comunicação como TV, rádio e mídia impressa. Em 1999 começou a se aventurar na coautoria de títulos voltados ao público infantil e desde então, segue fascinado por esse universo e também pelas relações etnico-raciais. Luana – A Menina que viu o Brasil Neném leva o leitor a viajar através do berimbau mágico de Luana para diferentes momentos da história do Brasil. As viagens consistem em apresentar determinadas épocas e despertar a importância de nossa diversidade e cultura.

Além desses escritores, temos dezenas de outros autores de livros infantojuvenis que nos contemplam com suas magníficas obras. Gostaria muito de honrá-los agora, mas como o post ficaria muito, muito longo, deixarei para apreciá-los posteriormente. Todavia, antes de finalizar, sendo hoje o Dia Nacional do Livro Infantil, não posso deixar de citar o livro infantil O Extraordinário Mundo de Miki, totalmente escrito em língua de sinais (SignWriting) especialmente dedicado às crianças surdas. O livro, escrito pela Dani, recebeu o prêmio literário Aniceto Matti da Secretaria de Educação e Cultura de Maringá em 2019, ocasião em que 1000 livros foram publicados e distribuídos gratuitamente para as crianças surdas de todo o Brasil.

Muito orgulho da mamãe aqui que, cercada de livros, livros e mais livros, também conseguiu incutir nas “filhotas” o gosto pela leitura, a ponto da Dani ser uma ávida leitora desde a infância e se empenhar em escrever e promover livros infantis em escrita de língua de sinais, pois só assim, através do contato desde cedo com livros que sejam acessíveis e de fácil compreensão, é possível incentivar a formação do hábito de leitura pelas crianças surdas, oferecendo-lhes as asas tão necessárias para que possam desenvolver a imaginação, emoções e sentimentos de forma prazerosa e significativa. Enfim, como exaltou Monteiro Lobato: “Um país se faz com homens e livros”. “Quem mal lê, mal ouve, mal fala, mal vê”. 

~ Bia ~

Saúde para todos

Fonte: Organização Pan-Americana da Saúde

O Dia Mundial da Saúde, celebrado anualmente no dia 7 de abril, marca o aniversário de fundação da Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1948, ocasião em que vários países se uniram para promover a saúde, manter o mundo seguro e servir aos vulneráveis ​​– para que todos, em todos os lugares, pudessem atingir o mais alto nível de saúde e bem-estar. Além de focar na jornada para alcançar a Saúde para Todos, que é o tema deste ano, a OMS celebrará seu 75º aniversário sob o tema 75 anos melhorando a saúde pública, objetivando relembrar os sucessos da saúde pública que melhoraram a qualidade de vida durante as últimas sete décadas, além de motivar ações para enfrentar os desafios de saúde de hoje e de amanhã.

No quesito saúde, muitas pessoas consideram-se saudáveis quando estão sem nenhuma doença, não é mesmo? Porém, a falta de enfermidades não significa, necessariamente, presença de saúde, pois afirmar que uma pessoa está saudável requer a análise de um conjunto de fatores, tais como a qualidade de vida e aspectos físicos e mentais. Diante dessa ambiguidade, a OMS aprovou, em 1946, o conceito que visa ampliar a visão do mundo a respeito do que é ser ou estar saudável, definindo que “saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença ou enfermidade”. Para se ter uma ideia acerca da sua importância, de acordo com a Lei nº 8.080, de 1990, “a saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o Estado prover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício”.

A lei também aponta que para haver saúde, alguns fatores são determinantes, tais como: “a alimentação, a moradia, o saneamento básico, o meio ambiente, o trabalho, a renda, a educação, a atividade física, o transporte, o lazer, e o acesso aos bens e serviços essenciais”. Assim, por mais irrelevantes que esses fatores possam parecer, de uma forma ou de outra, podem afetar a vida de um indivíduo e, consequentemente, a sua saúde, fazendo com que o Estado tenha o dever de garantir o bem-estar da população, sendo ele o responsável pela qualidade de vida de todos os cidadãos. No entanto, para que a gente possa se valer dessa premissa, é fundamental que, além de cuidarmos da nossa saúde, possamos nos engajar nas lutas sociais em nosso país, destacando que não devemos reivindicar melhorias apenas em hospitais, mas lutar por mais segurança, educação, lazer, cultura, entre outros direitos básicos e fundamentais para o completo bem-estar individual e social.

Euforismo à parte, o Dia Mundial da Saúde é uma data que deve ser lembrada principalmente para que todos nós possamos redobrar cuidados próprios e preventivos com a saúde, com atenção voltada ao corpo, à mente e, portanto, ao bem-estar físico, psíquico e social. Muitas vezes não é fácil levar uma vida saudável, seja pela praticidade ou pela correria do cotidiano, mas que tal verificarmos algumas dicas de saúde do Hospital Santa Cruz de Canoinhas que podem, ao longo do tempo, fazer toda a diferença?

  • Alimente-se bem:  A alimentação é parte fundamental em nossa saúde e tudo aquilo que ingerimos, trará algum resultado, seja positivo ou negativo. O corpo humano precisa de uma série de nutrientes, mas não é raro que alguns destes nutrientes fiquem fora da nossa dieta.  Evitar alimentos gordurosos, processados e com excesso de sódio e açúcar já é um bom começo. O sódio é um grande vilão da pressão arterial e os alimentos gordurosos podem provocar, a longo prazo, o entupimento de artérias importantes.
  • Beba água: Pode parecer bobagem, mas o consumo de água é vital para o nosso corpo. Para se ter uma ideia, o corpo humano é formado por cerca de 70% a 75% de água e ela está presente em cada célula do nosso organismo. A água é responsável pelo transporte de vários nutrientes que alimentam nossas células. Para que o nosso corpo funcione “a todo vapor” é preciso estar hidratado. Outro motivo para uma boa hidratação é o funcionamento dos órgãos, principalmente dos rins. Com o consumo baixo de água, o rim começa a diminuir o processo de filtragem das toxinas e minerais, o que pode ocasionar problemas de cálculos renais. Lembrando que a dose diária de água recomendada para uma pessoa adulta é de, no mínimo, 1,5 litros a 2 litros.
  • Durma o necessário: A vida moderna pode oferecer centenas de maravilhas, como internet, celulares, televisões. Nossos dias ganharam inúmeras tarefas e o tempo para o descanso acabou diminuindo. Você se considera uma pessoa descansada e acha que tem dormido o suficiente? Segundo o Instituto do Sono, a dose diária recomendada de descanso pleno é de oito horas. Porém, o sono precisa ser de qualidade, num local confortável e livre de claridade e ruídos. Muitas vezes dormimos pouco e, pior, dormimos mal.
  • Cuide da higiene: Algumas doenças oportunistas podem aparecer por causa da imunidade baixa ou pela falta de higiene. Lições simples como lavar as mãos após ir ao banheiro ou antes das refeições diminuem consideravelmente o risco de infecções por bactérias. Além disso, tomar banhos com frequência e viver em ambientes limpos são atitudes importantes que evitam a proliferação de fungos e bactérias. Ainda falando em higiene, é muito importante não esquecermos da saúde bucal. Para manter a boca livre de cáries e os dentes saudáveis é importante escová-los sempre após as refeições, de maneira adequada, e não esquecer a utilização do fio dental.
  • Movimente-se: Eis uma das etapas mais difíceis de serem cumpridas, pois precisa de tempo, dedicação e força de vontade. Porém, não é preciso fazer uma mudança tão radical para conseguir uma qualidade de vida melhor. As pequenas atitudes podem ser fundamentais. Evite fazer pequenos percursos de carro, se puder fazê-los a pé. Caminhe sempre quando tiver oportunidade – este hábito pode se tornar uma constante e, só assim, você estará preparado para outras etapas como corridas ou outros esportes.
  • Beba com moderação: O alcoolismo é um dos problemas sociais mais graves do mundo. Os casos de dependentes do álcool são analisados anualmente pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que sempre divulga relatórios sobre o consumo de bebidas alcoólicas no mundo. Faça uma análise e veja o quanto de bebida alcoólica você consumiu no último mês. Se você bebe diariamente ou em quantidades excessivas, talvez seja a hora de dar uma analisada com cuidado na situação. Beber com moderação não faz mal à saúde, mas o consumo excessivo e constante pode prejudicar gravemente o organismo, além de promover o estado viciante. No último Relatório Anual do Consumo de álcool da OMS, o Brasil foi elogiado pela adoção da Lei Seca, que pune severamente quem dirige após o consumo de álcool. Este é mais um dos motivos para se controlar.
  • Esqueça o cigarro: Alguns estados brasileiros também adotaram uma lei enérgica contra o consumo de cigarros em locais fechados e de convívio coletivo. Mesmo sendo uma droga legal, o cigarro é reconhecidamente o causador de diversas doenças como câncer de pulmão e enfisema pulmonar. Deixar de fumar não é uma tarefa tão simples e é preciso muita força de vontade e apoio de pessoas próximas. Mesmo assim, não desista e opte por uma vida mais saudável e duradoura.
  • Consulte o médico: Uma das causas de mortalidade precoce é o diagnóstico tardio. Tente entender que o corpo humano funciona como uma máquina e, se alguma parte desta máquina parar de funcionar, o corpo vai sentir. Se você está com alguma dor ou percebeu algo diferente, por menor que seja, procure um especialista e esclareça suas dúvidas. Mesmo se não sentiu nada, tente fazer exames periódicos e fique de olho em doenças que estão presentes na sua família. Diabetes, hipertensão e câncer são doenças que podem ser hereditárias, portanto, todo cuidado é pouco nestes casos.

O Dia Mundial da Saúde vem ao encontro com propostas que se concentram em incentivar boas práticas para que a saúde seja tanto preservada, quanto tratada da melhor forma possível. É também um dia especialmente dedicado para se analisar as questões relativas à saúde no mundo, uma oportunidade para motivar ações de enfrentamento aos desafios da saúde atuais e futuros, informar a população e promover a saúde, para que todos, em todos os lugares, possam atingir o mais alto nível de saúde e bem-estar. Que essa data nos leve à  conscientização sobre o tema “Saúde para todos”, pois como dito anteriormente, a saúde é um direito de todos os cidadãos e é garantida pela Constituição Federal do Brasil de 1988. De acordo com o Art. 196 da Constituição:

“a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.”

Todavia, esse Artigo ainda desafia nossa reflexão e mobilização pela concretização do direito à saúde, pois como afirmam David Stuckler e Sanjay Basu, “a verdadeira fonte de riqueza de qualquer sociedade é o seu povo. Investir na saúde pública é uma escolha sensata em tempos de prosperidade e uma necessidade urgente em tempos de aflição”.

~ Dani ~

À procura da felicidade

Fonte: Canção Nova

Quem diria que até a felicidade tem a “felicidade” de ter o seu próprio dia! Essa semana, mais precisamente no dia 20 de março, comemoramos o Dia Internacional da Felicidade. Instituído em 2013, a Organização das Nações Unidas (ONU) financia anualmente o Relatório Mundial da Felicidade, com indicativos medidos em vários países. A Finlândia lidera o ranking pela 6º vez consecutiva como o país mais feliz do mundo e o Brasil vem perdendo posições, sendo que de 16º lugar em 2016, foi para 41º em 2021, ocupando atualmente o 49º lugar. 

Mas… o que é felicidade?

Embora existam muitas definições para o que seja a felicidade, segundo a pesquisadora Carla Furtado, fundadora do Instituto Feliciência, o conceito de felicidade significa mais do que um estado de euforia ou alegria, afirmando que “a felicidade é uma construção feita ao longo da vida, baseada na percepção das emoções positivas que vivemos e no propósito de vida que temos”. Ela diz, inclusive, que é possível ser feliz mesmo em tempos nebulosos, a partir do momento que buscamos ativamente por coisas e pessoas que nos tragam sentimentos positivos, de pertencimento e conexão, apontando ser uma habilidade que adquirimos treinando todos os dias e que “ser feliz é esse caminho que vamos construindo, não o destino final”.

Nesse sentido, muitos cientistas sociais atribuem a felicidade a dois elementos: o equilíbrio emocional que diz respeito à quantidade de emoções e humores positivos vivenciados por uma pessoa e os níveis de satisfação que se referem à quão satisfeita essa pessoa se encontra com a sua vida. Assim, ao experimentarmos uma variedade de emoções, ser feliz também está associado à percepção geral sobre a vida. Se somos otimistas, é provável que mais sentimentos e emoções boas sejam experimentados no dia a dia. Em compensação, se enxergamos a vida como um estorvo, a tendência é estar rodeado de emoções ruins, pois raiva, tristeza e angústia são expressões claras de infelicidade. 

De acordo com a Vittude, a felicidade é um termo abrangente e pessoal, sendo que na Psicologia usa-se a expressão bem-estar subjetivo (BES), que engloba três aspectos:

  • Subjetividade: bem-estar conquistado através da experiência pessoal de cada indivíduo, envolvendo os eventos de vida, os relacionamentos interpessoais e a vivência diária. Sentir que possui um propósito de vida também proporciona felicidade. As pessoas precisam ver sentido em seus relacionamentos, planos e comportamentos, mesmo que sejam simples.
  • Satisfação: para o psicólogo Martin Selligman, a principal forma de medir a felicidade é analisar o seu nível de satisfação com a vida. Quanto mais satisfeitas as pessoas estiverem com todos os segmentos de suas vidas, mais bem-estar psicológico terão. 
  • Predominância do positivo: surge do prazer em fazer o que se gosta e de realizar desejos. Em ambas as situações, as pessoas ficam mais felizes ao satisfazerem as suas necessidades. Essas, por sua vez, dependem muito da personalidade, objetivos pessoais e crenças cultivadas desde os primeiros anos de vida. Algumas pessoas encontram a felicidade na simplicidade, enquanto outras somente estão felizes quando se desafiam e prosperam. 

Apesar das pessoas felizes possuírem mais familiaridade com esses aspectos, não é possível analisar as suas experiências de vida e torná-las uma referência universal, pois todos nós possuímos percepções diferentes sobre o que é felicidade. Por exemplo, para alguns, viajar pode ser a principal razão da felicidade, enquanto para outros, fazer trabalhos voluntários pode trazer uma imensa satisfação. Tomando-os como pressuposto, para analisar o nível de felicidade, a psicóloga Tatiana Pimenta sugere respondermos às seguintes perguntas:

  • Que experiências, hábitos, objetos e relacionamentos lhe fazem feliz?
  • Quão satisfeito você está com a sua vida?
  • Você sente mais prazer e alegria do que emoções negativas, como tristeza, medo e raiva?

Através das respostas, é possível pontuar quais aspectos da vida necessitam ser ajustadas. Por exemplo, se existe uma insatisfação com o trabalho atual, quais mudanças podem ser feitas para elevar o nível de satisfação? As pessoas felizes geralmente compartilham algumas características, cujos atributos também podem ajudar a responder a última pergunta, tais como:

  • risadas e sorrisos constantes;
  • reconhecimento da alegria diária;
  • facilidade em fazer amigos e manter relacionamentos;
  • postura benevolente e vontade de ajudar o próximo;
  • se colocar em primeiro lugar;
  • resiliência;
  • fé no futuro;
  • otimismo;
  • paciência;
  • assume responsabilidade por seus atos;
  • jogo de cintura no ambiente de trabalho;
  • habilidade de resolver conflitos. 

Por que é difícil ser feliz?

Nem todas as pessoas conseguem sustentar a felicidade por muito tempo ou encontrar motivos para rir. Às vezes, essa dificuldade pode estar associada a transtornos mentais nem sempre diagnosticados, como a depressão e a síndrome do pânico. Em outras, pode ser por conta da mentalidade cultivada por esses indivíduos, pois como mencionado anteriormente, uma parcela considerável do nosso bem-estar psicológico é afetado por eventos de vida e sentimentos. Assim, a psicóloga Tatiana Pinheiro argumenta que uma pessoa pode ter vivências incríveis, mas alimentar o tédio, a insatisfação e o medo, não conseguindo aproveitar as oportunidades que vão ao seu encontro. Em contrapartida, outra pessoa pode viver em um ambiente estressante e, ainda assim, encontrar motivos para sorrir. Ela consegue fazê-lo através da esperança e do bom humor. 

Querendo ou não, encontraremos situações desagradáveis em nossas vidas, de maneira que quando damos muita atenção para os elementos negativos, muitas vezes distante do nosso controle, pois envolvem atitudes de outras pessoas, decisões de governantes, ações do clima, avanço ou estagnação da economia global, entre outros fatores, acabamos por consumir informações de má qualidade e cercados de emoções negativas e, de quebra, as razões para ser feliz vão desaparecendo cada vez mais de nossa vida. Contudo, quando valorizamos os aspectos positivos, encontrar a felicidade deixa de ser um desafio, uma vez que, ao enxergarmos o lado bom de toda situação, somos capazes de superar grandes adversidades, de sentir satisfação e gratidão com o necessário, não se deslumbrando com o luxo e nem com a riqueza e de desenvolver bons hábitos. 

Posto isso, para não sermos afetados diante de acontecimentos ruins, a neuropsicóloga Juliana Gebrim orienta que “celebrar pequenas vitórias, por exemplo, mesmo as que passariam despercebidas, nos ajuda a focar no aspecto positivo da vida”, incentivando-nos à prática de atividades físicas para manter a saúde mental e emocional em dia. No caso das situações que provoquem muita angústia, ela aconselha buscarmos ajuda profissional, pois “a psicoterapia auxilia a encontrar a felicidade e alcançar bem-estar físico e emocional, além de ajudar a ter mais autoconhecimento, autoestima e confiança”.  

Então, como manter a felicidade no dia a dia?

Muito embora possa parecer utópico ser feliz o tempo inteiro, é possível ser feliz a maior parte do tempo. No intuito de dar o pontapé inicial na jornada pela felicidade, vale a pena dar uma “olhadinha” nas dicas da Vittude que nos ajudam a ser feliz: 

  • Agradecer pelos bons elementos presentes em nossa vida com constância é uma estratégia simples para elevar o humor e renovar a perspectiva sobre ela. Praticar a gratidão especialmente nos dias que sentir que nada dá certo vai fazer com que a gente se sinta bem melhor. 
  • Conhecer-se é essencial para ter uma vida feliz já que, através do autoconhecimento, conseguimos identificar exatamente o que gostamos e o que não gostamos. Então, nada melhor do que questionarmos quais fatores nos causam alegria e sensações boas, trazendo-os para a nossa vida, mas tomando o devido cuidado para não utilizá-los como mecanismos de gratificação, uma vez que podemos nos tornar dependente deles. 
  • Fazer boas amizades pois as pessoas querem ficar perto de quem é positivo para compartilhar a abundância de positividade. Assim, como as pessoas felizes têm mais facilidade e oportunidades de criar laços afetivos, a dica é fazer amizade com pessoas bem humoradas e aprender a ver o lado bom da vida com elas. 
  • Aprender a controlar as emoções para não sofrermos desnecessariamente. Sempre que sentirmos tristeza ou raiva, devemos refletir se realmente vale a pena se entregar às essas emoções. Com a prática, esse exercício simples pode nos ajudar a controlar as emoções com mais eficiência.

Como acabamos de ver, a felicidade pode sim, ser construída diariamente. Quando nos dispomos a isso, adquirimos mais qualidade de vida, resiliência e controle emocional. Afinal, nada melhor do que nos deixar levar pelo pensamento de Santo Agostinho, que enfatizou que a “felicidade é seguir desejando aquilo que já se possui”. Vamos, então, focar ainda mais na lista de agradecimentos do que na lista de desejos, como sugere Carla Furtado, e nos aproximarmos cada vez mais da felicidade ordinária, ao invés de procurá-la no extraordinário, pois a felicidade está basicamente em cultivar todos os dias uma mentalidade otimista perante tudo e todos!!!

~ Bia ~ 

A água e a fábula do beija-flor

Fonte: Saneas Online

Sabemos que a vida neste planeta só é possível graças a presença de água, sendo de fundamental importância para o nosso corpo, que necessita de água para diversos processos, como a manutenção da temperatura corpórea e o transporte de substâncias. No entanto, segundo dados extraídos do Mundo Educação, 97,5% da água do planeta é salgada, não podendo ser usada para consumo humano, destacando-se que a pequena quantidade disponível, não é distribuída igualmente no mundo, existindo locais onde esse recurso é extremamente escasso. 

Além disso, a poluição causada pelas atividades humanas torna a água disponível imprópria para o consumo, fazendo com que, de acordo com a ONU, cerca de 2,1 bilhões de pessoas não tenha acesso à água potável, contabilizando 4,5 bilhões de pessoas a não terem acesso às instalações básicas necessárias para sequer lavar as mãos adequadamente. Já dá pra imaginar o quanto esse quadro é deveras preocupante, pois o hábito de lavar as mãos é indispensável para a prevenção de várias enfermidades, não é mesmo?

Como necessitamos de água para a sobrevivência, a ONU divulgou a Declaração Universal dos Direitos da Água, sendo que neste documento são apresentados pontos importantes sobre esse recurso hídrico, destacando sua importância e a necessidade de sua preservação. Veja, a seguir, os principais pontos dos 10 artigos desta declaração:

  • Art. 1º – A água faz parte do patrimônio do planeta.
  • Art. 2º – A água é a seiva do nosso planeta. Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura.
  • Art. 3º – Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados.
  • Art. 4º – O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos.
  • Art. 5º – A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores.
  • Art. 6º – A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.
  • Art. 7º – A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada.
  • Art. 8º – A utilização da água implica respeito à lei.
  • Art. 9º – A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.
  • Art. 10º – O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.

Neste sentido, em julho de 2010, a Assembleia Geral das Nações Unidas declarou que a água limpa e segura e o saneamento básico são Direitos Humanos. Entretanto, ainda falta muito para que todas as pessoas tenham esse direito realmente garantido.

Desse modo, não por acaso, mas objetivando promover a conscientização sobre a relevância da água para a nossa sobrevivência, a importância do seu uso sustentável e a urgente necessidade de conservação dos ambientes aquáticos, de modo a evitar a poluição e a contaminação, o Dia Mundial da Água foi criado no dia 22 de março de 1992, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento. 

Desde então, a data visa conhecer mais sobre e discutir acerca das problematizações do uso da água, promovendo debates na sociedade e criando estratégias para a utilização consciente do uso da água. Assim, a cada ano, um novo tema é escolhido, de forma que os debates deste ano serão em torno do tema “Acelerando Mudanças – Seja a mudança que você deseja ver no Mundo”, no intuito de discutir formas de acelerar mudanças para solucionar a crise global da água e saneamento, convidando as pessoas a repensarem suas atitudes em relação ao uso e consumo de água em casa, na escola, na comunidade, enfim, nas nossas vidas, assumindo o compromisso de mudanças nas ações diretamente relacionadas a esse imprescindível recurso natural.

Na chamada da data, a ONU questiona: “neste exato momento, em que estamos diante de uma crise global de água e saneamento, ficaremos parados e olhando ou vamos agir?” Diante deste dilema, a campanha deste ano está usando como estratégia de sensibilização, a fábula do beija-flor que ensina o poder da determinação frente aos obstáculos da vida. Você conhece essa história? A nível de reflexão, como achei interessante a associação do tema à fábula, vou transcrevê-la para que, aqueles que não a conhecem, possam compreendê-la, ok? Então, vamos lá!

Existe uma falsa ideia de que os recursos hídricos são infinitos, mas como comentei no início deste post, menos de 3 % da água do mundo é doce, da qual mais de 99% apresenta-se congelada nas regiões polares ou em rios e lagos subterrâneos, o que dificulta sua utilização pelo Homem. Estamos tão habituados à presença da água, que só damos conta da sua importância quando ela nos faz falta, mas isso precisa mudar. Além de ser o principal constituinte do corpo humano e essencial para o pleno funcionamento do organismo, a água é um elemento essencial para a sobrevivência de animais e vegetais na Terra, fazendo parte de inúmeras atividades dos seres humanos. 

A falta de água é uma ameaça, uma vez que ela é a fonte de vida. Preservar os recursos hídricos é preservar a nossa existência. A conscientização em relação à educação ambiental e atitudes simples do dia-a-dia fazem total diferença. Para isso é fundamental comprometermo-nos a usar a água com moderação, fazendo a nossa parte para evitarmos a contaminação dos ambientes aquáticos como, por exemplo, não lançando lixos nos lagos, rios, mares e oceanos, uma vez que o equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos.

No cenário de crise de água e saneamento que enfrentamos atualmente, se cada um de nós reduzirmos um a dois minutos do tempo de banho diário, três a seis litros de água serão economizados. Se multiplicarmos este volume pelo número de habitantes de uma cidade, percebe-se que os resultados trazem impactos consideravelmente positivos. Enquanto cidadãos, ao firmamos um compromisso pessoal com o uso consciente dos recursos hídricos, estaremos ajudando a solucionar a crise sem precedentes da água. Como vimos na fábula, se cada um fizer a sua parte, por menor que seja, no final poderemos fazer uma enorme diferença nesta luta que é de todos nós. Afinal, pequenos gestos como a gota a gota do beija-flor, tendem a gerar excelentes resultados!!! 

~ Bia ~

Obesidade não se mede só na balança

Fonte: Unimed

Dando continuidade ao post anterior, onde falamos sobre Sedentarismo, como no início deste mês, mais precisamente no dia 4 de março, foi o Dia Mundial da Obesidade, achei por bem trazer esse assunto, pois ambos, na quase totalidade das vezes, costumam andar de mãos dadas.  

Mas, o que é obesidade? 

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), por  definição, a obesidade é uma doença crônica, com o acúmulo anormal ou excessivo de gordura no corpo que pode prejudicar a saúde. A caracterização da obesidade depende de um parâmetro muito importante: o Índice de Massa Corporal (IMC) que é um índice simples que considera o peso e a altura da pessoa, comumente utilizado para classificar sobrepeso e obesidade. Apesar de ser um método prático e rápido, o IMC nem sempre é o mais preciso, pois desconsidera a distribuição de gordura no corpo e as proporções corporais, indicando que uma das formas de controlar essa limitação é também analisar, além do IMC, a circunferência abdominal. Nesse caso, medida igual ou superior a 94 cm em homens e 80 cm em mulheres são sinais de alerta, principalmente para doenças do coração.

No entanto, combater a obesidade não é só uma corrida contra a balança e a fita métrica pois, apesar de muita gente achar que ela está associada apenas ao sedentarismo, a obesidade não pode ser simplesmente vista apenas como uma questão de “vencer a preguiça e a gula” ou até mesmo da “falta de vontade” em  praticar atividades físicas. Por conta de uma série de fatores (hormonais, inflamatórios, medicamentosos e genéticos), pessoas obesas geralmente não se satisfazem com a mesma quantidade de comida que as pessoas de peso considerado adequado e, muitas vezes, se elas emagrecem, o cérebro entende que o corpo precisa poupar energia,  o que acaba fazendo com que elas voltem a ganhar peso novamente. Estudos científicos também mostram que, nos últimos vinte anos, o número de crianças e adolescentes com obesidade e sobrepeso quase dobrou no mundo. Se essa tendência continuar, poderemos, daqui a alguns anos, ter mais casos de obesidade infantil do que crianças com baixo peso corporal.

Por que será que isso está acontecendo?

Além dos fatores acima mencionados, outros fatores também interferem na obesidade, como a situação socioeconômica e o ambiente em que vivemos, onde é possível verificar as drásticas mudanças causadas pela tecnologia no estilo de vida, principalmente dos mais jovens. As atividades e brincadeiras ao ar livre, por exemplo, perderam espaço para smartphones e jogos eletrônicos; e os hábitos alimentares também mudaram radicalmente, sendo que o estilo de vida “moderno” está levando milhões de pessoas a consumirem cada vez mais alimentos processados e os famosos “fast-foods”, mais e mais acessíveis ao consumidor. Deste modo, não é raro encontrarmos adultos, crianças e adolescentes consumindo cada vez menos alimentos saudáveis.

Quais são as causas da obesidade?

De acordo com a Sabin, a obesidade é uma doença que pode ser influenciada por múltiplos fatores, como a alimentação, hábitos de vida (tabagismo e consumo de álcool, por exemplo), sedentarismo, fatores psicológicos e sociais sendo, portanto, considerada uma doença multifatorial.

A causa fundamental da obesidade é um desequilíbrio energético entre as calorias consumidas e as calorias gastas. Ou seja, a pessoa ingere mais calorias do que seu corpo consegue gastar, fazendo com que o corpo, ao longo do tempo,  vá armazenando toda essa caloria na forma de gordura, aumentando o peso corporal.

A partir desse conceito, fica bem mais fácil compreender que o principal fator influenciador para o desenvolvimento da obesidade é o sedentarismo (falta de atividade física) aliado ao consumo excessivo de alimentos calóricos e com excesso de gordura. Razão pela qual, diz-se que o desenvolvimento da obesidade está diretamente ligado a questões comportamentais e de estilo de vida.

No entanto, fatores genéticos que facilitem o acúmulo de gorduras também podem influenciar no desenvolvimento da obesidade. Afinal, nem toda pessoa sedentária e com uma má alimentação torna-se obesa. 

Fatores psicológicos e ambientais também exercem influência, especialmente questões emocionais como o estresse, baixa autoestima, preconceito, depressão, ansiedade e insatisfação com o corpo podem desencadear uma compulsão alimentar, prejudicando a manutenção do peso corporal.

Alterações glandulares em crianças e adolescentes como, por exemplo, deficiência do hormônio de crescimento ou alterações na tireoide, também propiciam o aumento de peso. Por fim, a utilização de alguns remédios como antidepressivos, antipsicóticos e corticoides (recomendados contra alergias e inflamações) podem levar ao ganho de peso.  

Desse modo, o excesso de gordura no corpo acaba desencadeando ou agravando muitas doenças, atingindo o coração, fígado, rins, articulações e sistema reprodutivo. Isso leva a uma série de doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), como diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, hipertensão, acidente vascular cerebral e várias formas de câncer, bem como problemas de saúde mental, sem considerar que pessoas com obesidade também têm três vezes mais chances de serem hospitalizadas devido à COVID-19. 

Diante de todos esses “males”, a chave para prevenir a obesidade é agir cedo, de preferência antes mesmo de o bebê ser concebido. Uma boa nutrição na gravidez, seguida de amamentação até os seis meses de idade e continuada até dois ou mais anos, é ideal para todos os bebês e crianças pequenas, pois uma das formas mais eficazes de combater a obesidade é a mudança no estilo de vida, com hábitos saudáveis, ressaltando-se que intervenções medicamentosas só devem ser consideradas quando medidas não farmacológicas não surtem efeito, contribuindo para o controle da doença e diminuição das comorbidades. Se você, assim como eu, está acima do peso, vale a pena conferir algumas dicas legais para mudar o estilo de vida, clicando no site Saúde Não Se Pesa que é um movimento para conscientização sobre obesidade, organizado pela Novo Nordisk.

Como não existe uma fórmula mágica para tratar o excesso de peso sem adotar um estilo de vida saudável, com menos consumo de alimentos calóricos, prática regular de exercícios físicos e atividades de lazer que auxiliam na redução do estresse e, consequentemente, na perda de peso, caso seja necessário, é aconselhável consultar um profissional da saúde para uma avaliação de possíveis fatores que possam estar contribuindo para a obesidade e a busca por um tratamento e orientações que possam  reduzir o fator causal do problema. Assim, se você tem interesse em saber se está acima do peso, a Universidade Federal de Pelotas (UFPel) disponibiliza uma calculadora de IMC, que calcula o resultado de acordo com peso e altura fornecidos e indica a sua classificação, bem como o peso ideal seguindo a tabela de referência. É só clicar aqui para fazer uma autoavaliação. Caso o resultado esteja alterado, é recomendável procurar um médico especialista para uma avaliação mais criteriosa e iniciar o tratamento mais indicado para seu caso.

Como acabamos de ver, falar sobre a obesidade vai muito além dos números da balança. A obesidade é realmente uma doença complexa, de origem multifatorial, com diversas causas envolvidas em seu surgimento, que podem ser de natureza individual, coletiva, social, econômica, cultural e ambiental, não estando relacionada apenas a atitudes e comportamentos individuais. Porém, vale lembrar que dentre as estratégias de prevenção e cuidado da obesidade para deter o avanço ou reduzir a prevalência da doença, é preciso manter hábitos saudáveis como alimentação adequada e uma vida mais ativa fisicamente, gerando maior qualidade de vida. Afinal, a prevenção sempre foi, é e será a melhor estratégia, e isso vale para qualquer doença!!!

~ Bia ~

Sedentarismo: o mal do século 21

Fonte: Dignus

Você sabia que no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), um em cada cinco adultos e quatro em cada cinco adolescentes não praticam atividade física?

E você? Faz parte dessa estatística? Honestamente, esse post é para mim mesma, pois eu faço parte das milhões de pessoas que (até agora) não se movem, literalmente, em busca de uma vida mais saudável. Justamente para alertar pessoas que, assim como eu, são sedentárias, é que se comemora, no dia 10 de março, o Dia Mundial de Combate ao Sedentarismo, cujo objetivo é colocar em pauta a importância de práticas saudáveis, como atividades físicas e alimentação adequada.

Para se ter uma ideia, conforme a Revista Suplementação, uma pessoa é considerada sedentária quando não “queima” 2.200 quilocalorias em qualquer tipo de atividade ao longo de uma semana, ou seja, quando os movimentos que realiza no dia a dia não se encaixam nesse patamar. Assim, causando diversos prejuízos para o corpo, o sedentarismo pode se manifestar em 4 diferentes níveis:  

 • No primeiro nível, estão as pessoas que fazem eventuais caminhadas durante a semana, mas não consideram a prática como algo que deve fazer parte da rotina;

• Já no segundo, estão aqueles que só se movimentam para separar o lixo, lavar a louça e, eventualmente, ir ao supermercado;

 • O terceiro nível é composto por quem evita qualquer tipo de esforço físico, por mais sutil que ele seja;

 • Por fim, no nível quatro, estão as pessoas que dificilmente se lembram quando foi a última vez que caminharam e, geralmente, passam o dia sentadas em frente ao computador, assistindo televisão ou em repouso (deitadas).

Considerado o mal do século, embora o sedentarismo esteja diretamente associado à obesidade, ao contrário do que muita gente pensa, ele pode provocar outros  problemas ligados à saúde que não estão necessariamente relacionados ao aumento de peso. Não praticar atividades físicas pode contribuir para a elevação do colesterol ruim, além do aparecimento de outros males, como: 

• Doenças cardiovasculares: a falta de atividade física pode causar aumento da pressão arterial, entupimento de veias ou artérias, infarto ou acidentes vasculares. Além da alimentação saudável, é importante cuidar do coração movimentando o corpo;

 • Diabetes: o sedentarismo dificulta o  equilíbrio entre a produção ideal de insulina e seu consumo, levando o organismo a desenvolver um quadro de diabetes e demandar, consequentemente,  o uso de medicamentos para controle da doença;

 • Ansiedade: quando exercitamos, nosso corpo passa a produzir maiores quantidades de hormônios da “felicidade”, como a dopamina e a endorfina. Em contraposição, o sedentarismo estimula a produção de cortisol, hormônio do estresse e da ansiedade;

 • Problemas nos ossos e músculos: o fortalecimento do tecido ósseo e muscular depende da prática regular de atividade física. Quem é sedentário prejudica a fixação de cálcio e proteínas nesses órgãos, podendo levar à osteoporose, entre outras doenças relacionadas.

Desse modo, de acordo com o depoimento da médica Rosylane Rocha à Agência Brasil, a prática de atividade física traz diversos benefícios à saúde; favorece a normalização dos níveis de colesterol, triglicerídeos e glicemia; previne doenças cardiovasculares e atenua a evolução da osteoporose. Além disso, também libera endorfinas, os famosos hormônios da felicidade, fazendo com que o indivíduo se sinta com mais energia para as atividades diárias e de trabalho, bem como melhorando a qualidade do sono e o próprio humor.

Porém, para quem está sedentário e quer começar a praticar alguma atividade física, a médica recomenda que quem queira começar, deve procurar um médico para ver o padrão cardiorrespiratório e, posteriormente, um profissional de educação física que possa orientar as atividades de acordo com as condições físicas. Ela também alerta para os cuidados de se realizar a atividade com regularidade, pois há quem queira fazer atividades muito desgastantes num curto período de tempo e isso pode causar uma lesão ou um trauma, ao invés de trazer benefícios.

Assim, após uma avaliação médica antes de iniciar qualquer atividade física, combinar uma alimentação equilibrada à prática regular de exercícios como, por exemplo, caminhada diárias de 30 minutos é uma boa opção para começar. A hidratação e a escolha da roupa adequada também ajudam nesse processo. A boa notícia é que não é preciso se matricular em uma academia para deixar de ser uma pessoa sedentária.

Para começar a se mexer, a recomendação é adotar pequenos hábitos no dia a dia. O primeiro passo é encontrar algo que a gente gosta, assim teremos mais chances de nos manter ativos com essa atividade. Além disso, simples ações podem ser inseridas no dia a dia para ajudar a ter uma vida mais saudável. Algumas dicas são:  

Com a atribulada realidade vivenciada pela grande maioria da população mundial, o tempo se tornou o maior empecilho para a prática de uma atividade física. Entretanto, precisamos (pelo menos, eu preciso) nos conscientizar de que a adoção de um estilo de vida mais saudável, com menor ingestão de calorias e aumento das atividades físicas é extremamente necessário para evitarmos os inconvenientes riscos do sedentarismo. 

Como existem muitas opções de atividades, desde uma simples caminhada até a natação, passando pela musculação e outros esportes, planejar demais, esperar por isso ou por aquilo pode nos desmotivar e fazer com que a gente nunca comece. O jeito é não dar margem às indecisões, vestir um agasalho, calçar um tênis confortável e começar fazendo uma bela caminhada. Eu, pelo menos, não tenho mais desculpa para procrastinar!! E você, já praticou alguma atividade física hoje? “Bora” se mexer, pois tudo leva a crer que “quem não se movimenta, se trumbica”!!! Rs.

~ Bia ~

Mais do que flores e chocolates

Fonte: Guia da Semana

Se tem uma data comemorativa que se destaca no mês de março, ela é, sem dúvida, o Dia Internacional da Mulher. O dia 8 de março é celebrado mundialmente para reconhecer as conquistas sociais, políticas e culturais das mulheres, sendo a data escolhida pela ONU para chamar a atenção sobre a necessidade de acelerar os movimentos em direção à igualdade de direitos e de condições em relação aos homens, visto ainda levar, de acordo com o relatório do Fórum Econômico Mundial, mais de 100 anos para que a equidade em áreas como participação econômica, educação, saúde e empoderamento político, realmente aconteça.

Embora ainda tenhamos que enfrentar os resquícios das heranças do sistema social patriarcalista, com o passar das décadas, graças às conquistas heróicas de muitas mulheres que lutaram bravamente pelo direito ao voto e pelo fim da discriminação, especialmente no trabalho, a mulher vem conseguindo ampliar o seu espaço nas estruturas sociais, deixando de lado a figura de mera dona de casa e assumindo cargos importantes, tanto em empresas como nas estruturas governamentais de diversos países.

No entanto, apesar da presença cada vez maior das mulheres no mercado de trabalho, ainda há uma desigualdade no que se refere à diferença de gêneros. A mulher, em muitos perfis familiares, acumula as funções trabalhistas, domésticas e até maternais, ficando, muitas vezes, extremamente sobrecarregada diante de tantas responsabilidades. Além disso, convenhamos que o número de mulheres ocupando cargos de nível superior nas empresas ainda é bem menor, sem levar em consideração que o salário é proporcionalmente inferior à remuneração dos homens na sociedade atual.

É por conta dessa desigualdade ainda latente, fruto de um passado que ainda deixa os rastros, que se faz necessário continuar lutando pelos direitos femininos. Não por acaso, a influência do feminismo vem se expandindo cada vez mais, apesar do fato de muitas pessoas “torcerem o nariz” acerca desse movimento, acreditando que feminismo é o oposto de machismo ou que as mulheres feministas lutam contra os homens, entre outros equívocos. Não!!! A luta feminista é pela igualdade entre mulheres e homens na sociedade, é contra o machismo e o patriarcalismo, buscando acima de tudo, a liberdade individual pois, dentre os problemas vivenciados pelas mulheres, a violência continua firme e forte pairando em muitos lares mundo afora. Ainda que leis específicas como a “Lei Maria da Penha” e as Delegacias da Mulher tenham sido criadas no Brasil, são numerosos os casos de agressões no ambiente domiciliar, assédio, estupro, assassinatos, entre outros. 

Diante dessa polêmica, você sabia que o Dia Internacional da Mulher tem, anualmente, um tema específico para homenagear essa data? Esse ano o tema é: “DigiALL: Inovação e tecnologia para a igualdade de gênero” pois, de acordo com a ONU,  37% das mulheres não utilizam a Internet e 259 milhões têm menos acesso ao universo tecnológico do que os homens, apesar de representarem quase metade da população mundial. 

Desse modo, como nossas vidas dependem de uma forte integração tecnológica, tais como assistir a um curso, ligar para entes queridos, fazer uma transação bancária ou marcar uma consulta médica, onde tudo passa por um processo digital, trazer as mulheres para a tecnologia resulta em soluções mais criativas e têm maior potencial para inovações que atendam às necessidades das mulheres e promovam a igualdade de gênero. 

Neste sentido, segundo a ONU Mulheres, “uma abordagem sensível ao gênero para inovação, tecnologia e educação digital pode aumentar a conscientização de mulheres e meninas sobre seus direitos e engajamento cívico”, uma vez que os avanços na tecnologia digital oferece imensas oportunidades para enfrentar os desafios humanitários e de desenvolvimento e para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030. Infelizmente, as oportunidades da revolução digital também representam um risco de perpetuar os padrões existentes de desigualdade de gênero, de forma que essas crescentes desigualdades tornam-se cada vez mais evidentes no contexto das competências digitais e do acesso às tecnologias, com as mulheres a serem deixadas para trás como resultado desta divisão digital de gênero. Assim, a necessidade de tecnologia inclusiva e a educação digital é, sobretudo, crucial para um futuro sustentável.

Por todos esses motivos, não obstante as mulheres venham se projetando cada vez mais no cenário socioeconômico e político mundial, sendo uma centena delas, conforme a Revista Forbes, listadas como as mulheres mais poderosas do mundo, existem ainda muitos e muitos obstáculos a serem enfrentados. É preciso combater a cultura machista e aqui faço uma ressalva, pois isso não quer dizer, de forma alguma, “combater os homens”, mas sim melhorar o acesso das mulheres a postos de trabalho e cargos elegíveis, promover melhores salários, efetivar o direito da mulher sobre o seu próprio corpo e sobre a sua liberdade individual, além de promover a proteção de muitas mulheres que continuam sendo ameaçadas no seu dia a dia. Como podemos verificar, os desafios são gigantescos, mas quanto menor for a resistência das pessoas no sentido de questionar ou combater as pautas femininas, mais ampla será a efetivação de uma sociedade mais igualitária. Trata-se de uma missão a ser concluída por toda a sociedade, tanto pelas mulheres quanto pelos homens.

Posto isso, como comemorar o Dia Internacional da Mulher? Apesar de não ser uma data comercial, o Dia Internacional da Mulher deve, sim, ser comemorado. Afinal, quem não conhece uma mulher especial? Por isso, além de receber flores e/ou chocolates, a maioria das mulheres apreciam serem reconhecidas, porque todo dia, na verdade, é Dia da Mulher e clamamos, sim, por justiça, respeito e dignidade!!! 

~ Bia ~

O Poder da Oração

Fonte: Conhecimentos do Pai

Já estamos no final do primeiro trimestre do ano e nos deparamos com mais uma data comemorativa que leva à reflexão. Celebrado na primeira sexta-feira de março em mais de 170 países, o Dia Mundial da Oração ajuda a fortalecer a importância da religião no cotidiano das pessoas, além de promover o aumento de obras missionárias e doações de civis a entidades religiosas que desempenham projetos sociais. Porém, é relevante destacarmos que essa data não é direcionada apenas a uma religião, mas para todos os credos que se utilizam das orações para a realização de obras benéficas para toda a humanidade.

Segundo o Calendarr, o Dia da Oração teve a sua origem no século XIX, através de um grupo de mulheres cristãs dos Estados Unidos e do Canadá que se propuseram a conscientizar as pessoas de que o ato de orar ia além de proferir palavras ou fazer penitências, mas também agir efetivamente no auxílio de causas sociais. Compartilhando dos mesmos ideais, grupos femininos de diversas outras denominações cristãs como batistas, anglicanos e presbiterianos, também foram estabelecendo dias para orar pelas missões de suas próprias igrejas. Entretanto, após a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), diante da caótica realidade de que o mundo estava sofrendo dos mesmos problemas, muitas associações femininas se uniram para criar um dia especial onde se orasse por todos aqueles que necessitavam de auxílio, surgindo-se, assim, na década de 20, o Comitê do Dia Mundial da Oração, que ficou encarregado de elaborar uma liturgia específica para este dia. Em 1968, ficou estabelecido que a cada quatro anos o Comitê Internacional do Dia Mundial de Oração se reuniria, em prol da expansão desse movimento. 

Após esses esclarecimentos que justificam a criação de uma data comemorativa, vamos divagar sobre a oração propriamente dita. Afinal, o que é orar? Orar é falar com Deus, de sermos sinceros sobre nossas preocupações e necessidades, ainda que Ele já saiba o que se passa em nossa vida e em nossos corações. Aqueles que, assim como eu, conversam diariamente com Ele, também têm a liberdade de pedir em favor dos outros, pois temos a fé de que Ele pode intervir e transformar toda e qualquer situação.

No entanto, para muitos, a oração é simplesmente um ritual religioso. Às vezes, a visão da oração pode ser bastante limitada, não levando em conta uma série de benefícios que a conexão diária com Deus pode nos proporcionar. Mas, qual a importância da oração? Por que é necessário orar? 

Porque quem busca forças na oração, renova-se diariamente, consciente de que, mesmo em meio à imensidão de compromissos profissionais e pessoais, ter contato com Deus por alguns minutos é fundamental para construir uma vida plena em todos os sentidos, seja mental, física ou espiritual. Assim, quando criamos o hábito de orar, devemos orar sempre com o espírito de gratidão por tudo que temos, pois ao sermos gratos, o cérebro cria novos neurotransmissores que nos dão mais motivação, mais bem estar e serenidade. Afinal, ter uma postura de gratidão, como já mencionado em um dos posts anteriores, é a chave para viver uma vida feliz e abençoada.

Quando oramos de forma sincera e autêntica, renasce dentro de nós a esperança, o otimismo e a vontade de viver, pois a oração tem o poder de nos levar a um profundo sentimento de alegria e satisfação, capaz de trazer Deus ao cenário de nossa existência, reconhecendo que Ele ajuda a superar os sofrimentos, os infortúnios e as contrariedades da vida. 

A oração faz sim, um bem “danado”, fortalecendo nossa fé e a nossa caminhada neste mundo, proporcionando-nos inúmeros benefícios, principalmente para a nossa saúde. Isso mesmo!!! A oração reflete no corpo humano e segundo Dr. Don Colbert, médico cristão e pesquisador, “a oração pode ter um efeito a longo prazo positivo, chegando realmente a reprogramar e reconstruir o cérebro”. Ele ainda afirma que os pesquisadores, por meio da ressonância magnética, têm conseguido “observar mudanças fisiológicas que ocorrem nos cérebros daqueles que oram regularmente”. De acordo com as pesquisas da Dra. Lisa Miller, diretora do Instituto de Espiritualidade para o Corpo e Mente, da Universidade Columbia (Estados Unidos), pessoas que costumam orar com frequência tendem a ter um córtex cerebral mais espesso, que é associado ao menor risco de depressão, ansiedade e estresse. Até mesmo diversos outros cientistas concordam que orar ou meditar tem o poder de aliviar as preocupações, pois como nossa “alma” se alimenta daquilo que oferecemos, ao orarmos, fortalecemos nossa vida contra os vírus que querem a todo custo destruir nosso sistema imunológico espiritual.

Neste sentido, a oração realmente nos fortalece e nos ajuda a superar as dificuldades da vida, pois ela tem o poder de acalentar, apaziguar, encorajar e despertar novas esperanças. Quando iniciamos uma vida de oração, descobrimos que a felicidade é fruto do amor infinito de Deus por nós e como ela tem o poder de restaurar corações e transformar vidas. Da mesma forma, quando deixamos de orar, nossa alma desfalece e, gradativamente, nossa fé diminui. Quanto mais oramos, mais estamos unidos a Deus e maiores são os efeitos da oração em nossa vida.

Ainda que muitos enxerguem a oração dentro de uma doutrina, não é necessário seguir uma religião para orar. Para Bruno Gimenes, cofundador da instituição Luz da Serra, não importa o caminho religioso que a pessoa tenha escolhido, a oração é um meio universal de se conectar com o planeta, com um Deus ou, até mesmo, um momento de introspecção e autoconhecimento. “Palavras que proporcionam alívio para um sofrimento ou com o objetivo de ter paz interior são bem-vindas, independentemente de credo. Há religiões que seguem ritos, mas o que importa é a busca interior por respostas que, muitas vezes, vêm em momento de oração e meditação.”

Enfim, diante do exposto, verificamos que a oração, tem sim, o poder de  nos ajudar de diversas maneiras, mas eu acredito que o verdadeiro benefício da oração não é a saúde, nem a paz interior, nem o equilíbrio, tampouco a eficiência no trabalho ou a prosperidade econômica. Tudo isso pode nos beneficiar em determinadas circunstâncias; todavia, a essência da oração, é a profunda gratidão à Deus pela nossa existência, pois sem Ele, nenhum benefício se reverte para o nosso bem. Os milagres divinos se manifestam diariamente em nossas vidas e quando agradecemos, Deus, em sua onipotência, nos presenteia com muito mais do que esperamos.

Encerro este post com o pensamento de Mahatma Gandhi: “Orar não é pedir. Orar é a respiração da alma. Como o corpo que se lava não fica sujo, sem oração se torna impuro”. Portanto,  não vamos deixar para amanhã, a oração que podemos fazer hoje! Afinal, o Ministério da “Criação Humana” adverte: orar faz muito bem para a saúde e não é proibido para menores de 125 anos!!!

~ Bia ~

“Não sois máquinas, homens é que sois…”

Fonte: Pulsar

É com essa indelével frase de Charles Chaplin que vou começar a discorrer sobre o Dia Mundial de Combate às Lesões por Esforços Repetitivos (LER) e Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (Dort). Hoje, 28 de fevereiro, é a data escolhida pela Organização Internacional do Trabalho (OIT),  agência multilateral da Organização das Nações Unidas (ONU), especializada nas questões do trabalho, para chamar a atenção para esses distúrbios que têm relação direta com o trabalho e que atingem milhões de trabalhadores.

Mas, você sabe o que é LER/Dort?

Para entendermos melhor, é preciso esclarecer que em relação ao trabalho propriamente dito, quando algumas precauções não são tomadas, alguns distúrbios podem aparecer, como a LER (Lesões por Esforços Repetitivos), que está inclusa em um grupo de Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (Dort). Apesar de ser menos conhecido do que a LER, o termo Dort foi introduzido para substituí-la, pois existem outros tipos de sobrecarga no trabalho que podem ser prejudiciais, como excesso de força, vibração constante de algum objeto de trabalho e as posturas inadequadas para a execução das tarefas, que também são nocivas ao trabalhador.

Fonte: Suzanclin

Dentre alguns distúrbios mais frequentes estão as tendinites (principalmente na região do ombro, cotovelo e punho), as lombalgias (dores na região lombar) e as mialgias (dores musculares em vários locais do corpo), podendo afetar pessoas de diferentes idades e passíveis de acometê-las em qualquer tipo de trabalho que seja executado de forma inadequada ou que não respeite os limites do corpo. A constituição física também é um fator de risco, precisando ser investigados cuidadosamente, uma vez que podem ser resultado de condições relacionadas ao trabalho somadas às condições extra laborais.

Apesar dos sinais de LER serem identificados desde a Antiguidade, foi a partir da Segunda Revolução Industrial, em 1850, ocasião em que os trabalhadores começaram a adquirir importância socioeconômica, que seu “adoecimento” começou a ser objeto de estudo por parte da ciência, proliferando-se assim, descrições de trabalhadores com casos de LER/Dort.

Neste contexto, o filme Tempos Modernos (1936) retrata extraordinariamente a condição do homem naquele período, como uma peça dentro de um mecanismo industrial, em que Carlitos, o personagem de Charles Chaplin, passa longas horas desempenhando uma mesma tarefa na linha de produção e mostrando que a não adaptabilidade ao ritmo da esteira, simboliza a submissão do homem ao ritmo imposto pela máquina. Ao mesmo tempo, no momento em que ele sai do ambiente de trabalho, reproduzindo o mesmo movimento realizado na esteira fabril, mostra como a especialização do trabalho impõe uma repetição que anula completamente o significado do trabalho em sua vida. Em outros termos, o homem se transforma em uma mera extensão da máquina.

Fonte: Viewpoint Magazine

Mesmo sendo bastante cômicas as situações encenadas no filme, podemos ver que a sátira está atrelada a uma forte e consciente mensagem que desafiou a lógica do trabalho industrial, expondo que, dentre diversos problemas que o desenvolvimento capitalista e seu processo de industrialização trouxeram à classe trabalhadora, evidenciou-se a prevalência cada vez maior das LER/Dort, acometendo trabalhadores de diversos setores em todo o mundo onde, segundo o Ministério Público do Trabalho, registros de epidemias foram constatados na Inglaterra, países escandinavos, Japão, Estados Unidos, Austrália e Brasil. Conscientizar trabalhadores sobre a importância da prevenção, diagnóstico e tratamento é o remédio mais eficiente para minimizar essa “doença” profissional, de forma que, desde 2000, o último dia do mês de fevereiro é lembrado em vários países como o Dia Internacional de Conscientização sobre as LER/Dort.

Considerando que esses distúrbios pode atingir qualquer pessoa que execute determinado movimento repetidamente, como limpar a casa, carregar peso, tricotar, jogar videogame e, em voga, a digitação intensa que vem, atualmente, contribuindo para o aumento do número de casos de doenças ocupacionais, é interessante sabermos que dentre os principais sintomas de LER/Dort estão:

  • Dor localizada, especialmente nos membros superiores e dedos;
  • Dificuldade de movimentação;
  • Fraqueza, cansaço, peso, dormência, formigamento, sensação de diminuição, perda ou aumento de temperatura e sensibilidade;
  • Redução na amplitude do movimento;
  • Dificuldades para o uso dos membros, particularmente das mãos e, mais raramente, sinais flogísticos e áreas de hipotrofia ou atrofia.

De acordo com a Escola Paulista de Medicina, esses sintomas podem ser exacerbados ao realizar determinados movimentos, mas também é importante observar quanto tempo duram, quais atividades o agravam, qual a sua intensidade e se há sinais de melhora com o repouso, nos feriados, fins de semana, férias, ou não. Normalmente os sintomas iniciam de forma leve e pioram apenas nos momentos de pico de produção, no final do dia, ou no final da semana, mas se o tratamento não for iniciado e se não forem tomadas medidas de prevenção, existe uma piora do quadro e os sintomas se tornam mais intensos e a atividade profissional fica prejudicada.

Fonte: Freepik

Vale ressaltar que a demora em tratar do problema pode trazer um problema ainda maior, exigindo, em alguns casos, fisioterapia, intervenção cirúrgica ou, até mesmo, a troca do posto de trabalho pode ser uma opção para que a cura seja alcançada. Na fisioterapia, algumas orientações para o dia a dia envolvem opções de alongamentos, movimentos que devem ser evitados e o que se pode fazer em casa para se sentir melhor. Inclusive, uma boa estratégia caseira é colocar uma compressa de gelo sobre a articulação dolorida, deixando atuar por 15 a 20 minutos.

O tratamento em caso de LER/Dort é demorado, havendo períodos de grande melhora ou de estagnação, e por isso é preciso ter paciência e cuidar da saúde mental durante esse período para evitar o quadro depressivo, de modo que atividades ao ar livre como caminhada e corrida, exercícios como Pilates e hidroginástica são as opções mais recomendadas. Entretanto, o combate à LER/Dort é uma via de mão dupla, pois além dos ajustes no ambiente e da adoção de medidas preventivas como equipamentos adequados ergonomicamente por parte da empresa, as ações individuais também fazem a diferença. Como exemplo de cuidados, a fisioterapeuta Ana Fraga, professora do curso de Fisioterapia da Estácio, sugere boas práticas como:

  • Pausar as tarefas e fazer alongamentos nos períodos que não prejudiquem sua produção;
  • Trocar de tarefas ao longo do dia, evitando assim os esforços repetitivos;
  • Fazer pausas de 15 a 20 minutos a cada três horas, a fim de poupar os músculos e tendões;
  • Ingerir líquidos para que todas as estruturas corporais sejam bem hidratadas, o que diminui o risco de lesões.

Além desses cuidados, a Escola Paulista de Medicina recomenda manter sempre uma postura apropriada durante o horário de trabalho, com as costas eretas e bem apoiadas no encosto da cadeira, respeitar os limites do corpo, utilizar apoios ergonômicos para os punhos e pés durante a utilização do computador, manter o monitor na altura dos olhos para não ter que forçar o pescoço para baixo, utilizar cintas e outros acessórios de proteção fornecidos pela empresa ao executar tarefas que exigem força física, praticar exercícios físicos regularmente e manter um estilo de vida saudável.

Fonte: CIEE/PR

Assim, como forma de prevenção e contribuição para a qualidade de vida no ambiente de trabalho, a instituição aponta que a ginástica laboral também deve (ou deveria) ser executada no próprio local de trabalho, tendo como principais objetivos a prevenção das LER/Dort, a diminuição do estresse, dores musculares, fadiga, tensão muscular, aumento da consciência corporal, melhora do condicionamento físico, flexibilidade, coordenação e resistência, atuando de forma preventiva e terapêutica.

Diante do exposto, a falta de informação, tanto do empregador como do trabalhador, ainda é um forte obstáculo contra a prevenção das LER/Dort. Se de um lado, temos a falta de investimento em melhores condições de trabalho e do outro, o medo de perder o emprego, muitas vezes ocultando a dor até chegar à incapacidade laboral, precisamos ter em mente que, acima de tudo, não somos máquinas, mas pessoas “de carne e osso”. Como vivemos numa sociedade que busca evoluir de modo mais eficiente e produtivo, é fundamental “blindar” o nosso corpo e a nossa mente acerca dos processos mecânicos e repetitivos onde, vira e mexe, acabamos trabalhando como complemento de uma máquina. Vale a pena refletirmos sobre essa questão pois, como já comentei anteriormente, prevenir ainda é melhor do que remediar!!!

~ Bia ~

“Tem maior presente que o amor de um gato?”

Fonte: Freepik

Talvez sim, talvez não! Mas é com essa pergunta proferida pelo famoso romancista inglês Charles Dickens (1812-1870), que abro o post de hoje. Não é à toa que ele era apaixonado por esse “bichano” pois, com sua postura aristocrática, os gatos são conhecidos pela delicadeza, olhar profundo, espírito cúmplice e brincalhão. De natureza independente, são excelentes companheiros, com a vantagem de não exigirem muita atenção, pois adaptam-se facilmente ao estilo de vida moderno, mantendo-se sempre limpos e asseados. 

Fonte: Petz

Como tudo no gato é exclusivo, existindo até mesmo o mito de que possui sete vidas, muito provavelmente é um dos poucos animais no mundo que tem o privilégio de ser homenageado mais de uma vez por ano. Desse modo, segundo o Calendarr, o Dia Mundial do Gato é comemorado anualmente em 17 de fevereiro, com o objetivo de ajudar a promover uma campanha contra os maus tratos. Nos Estados Unidos, comemora-se no dia 29 de outubro e por lá também tem o Dia Nacional do Gato Preto, celebrado no dia 17 de novembro, além de ser o protagonista do Dia de Abraçar Seu Gato, em 4 de junho. Internacionalmente, é comemorado em 8 de agosto, criado em 2002, por iniciativa da International Fund for Animal Welfare (IFAW), objetivando debater e conscientizar sobre a importância e o papel desse animal de estimação em todo o planeta.

Fonte: Meus Animais

Qualquer que seja a data a ser comemorada, vale ressaltar que ao longo da história, os gatos eram considerados animais de proteção, tornando os ambientes mais seguros. Suas habilidades em caçar roedores e outros insetos capazes de transmitir doenças, sempre gerou confiança naqueles que os escolhiam como animais de estimação. Até mesmo nos dias atuais, eles continuam “conquistando” os ambientes familiares, graças à sua autonomia, independência e beleza, dignas de admiração.

Fonte: Petlove

Assim, adotar um gato é um lindo gesto de amor e carinho, sendo que muitos tutores dizem que não foram eles que o escolheram, mas que foi o gato que o adotou. Por terem comportamentos muito peculiares, será que ele tem mesmo o “poder” de escolher seu tutor? Apesar de muitas pessoas acharem que gatos são menos apegados a seus donos por serem independentes, uma pesquisa (Vínculo de apego entre gatos domésticos e humanos) concluiu que 64% dos gatos se sentem seguros com seus donos, taxa semelhante ao nível de segurança de cachorros e bebês recém-nascidos. Desse modo, como os gatos são sociáveis, buscam alguém para conviver, escolhendo seus donos por se sentirem confortáveis e por receberem boas condições de vida. Vocês já devem ter percebido como é comum os gatos de rua se aproximarem ou ficarem na porta da casa de alguém esperando comida. Isso acontece porque eles sentem segurança nessa pessoa e acham que ela vai ajudá-los.

Fonte: Sonhos da Alma

Porém, se o ambiente for desconfortável ou não se sentir à vontade, o gato simplesmente vai embora, pois sabe muito bem se virar sozinho. Se um deles decide continuar na sua casa, pode ter certeza que é porque confia em você e se sente amado. No meu caso, foi a Dolly, uma linda gata frajola, que me adotou e me ajudou a superar uma fase difícil da minha vida. Na época, estava morando na casa da minha mãe e até a gata se aproximar, ficou durante vários dias me observando, em cima do muro. Na medida que fui deixando água e ração no quintal, ela foi sorrateiramente se aproximando e logo me encantei com seu jeitinho meigo e delicado. Da mesma forma, a gatinha malhada Tika apareceu, de mansinho, na casa da minha tia Zélia, tentando confortá-la num momento em que ela estava muito triste, sentindo enorme saudade da sua, até então, inseparável e dócil boxer Lilica, que lhe fizera companhia durante tantos e tantos anos.

Léo brincando com a Tika na casa da tia Zélia (Dez/2022)

Posto isso, não é de se estranhar que a presença dos gatos seja repleta de espiritualidade e existem muitas crenças associadas a esses animais. Acredita-se que eles são capazes de perceber boas energias e que se aproximam de pessoas que emanam vibrações positivas. Diz-se também que são dotados de um sexto sentido e não só sentem as energias negativas, mas absorvem-nas e as eliminam de dentro de casa.

Fonte: Pet Pillow

Entretanto, seja pelo significado místico ou pelo amor que sentimos por esse adorável bichano, sua presença é sempre benéfica. De acordo com pesquisas da Universidade de Minnesota, em Minneapolis, nos Estados Unidos, a presença de gatos é relaxante, reduz o estresse, atenua a depressão, tem efeito terapêutico em pessoas com problemas de comunicação ou socialização e diminui o risco de problemas cardiovasculares, sem contar que a interação das crianças com os gatos, contribui para o seu desenvolvimento cognitivo, motor, emocional e social, diminuindo a insegurança e ansiedade. A boa notícia é que todos esses benefícios estão comprovados em um estudo publicado no periódico Frontiers in Veterinary Science que descobriu, inclusive, que crianças com autismo que crescem interagindo com gatinhos apresentam comportamentos bem mais sociáveis, pois os felinos têm a capacidade de  propiciar um valioso apoio emocional. 

Fonte: Vet Quality

Além disso, a médica veterinária comportamentalista Carolina Rocha, adiciona que crianças em contato, não só com gatos mas também com outros animais de estimação, têm menos riscos de tosse e questões respiratórias, como a asma infantil, explicando que “crianças em constante interação com animais possuem menos chance de ter problemas de saúde, se comparadas àquelas que não convivem com pets”. Bom saber, né? Afinal, meus netinhos Yan e Lia convivem, desde o nascimento, com os lhasas Billy e Bobby e o Léo adora brincar e correr atrás do gatinho preto Neguinho e das gatinhas Babí e Nina, quando vai visitar a vovó Carmo e o vovô José Roberto.

Léo correndo atrás do Neguinho na casa dos avós Carmo e José Roberto (Dez/2022)

Depois de tantas apologias a essas incríveis criaturas, quem foi “adotado” por um, dois ou mais gatinhos, compreende que tê-los por perto é tudo de bom! Com seu jeitinho carinhoso, fofo e divertido, os bichanos sempre levam alegria por onde passam e quem realmente é “um gateiro de carteirinha” concorda com Charles Dickens de que não há presente melhor do que o amor de um gato por nós!!!

Fonte: National Geographic

Encerro o post exaltando Fernando Pessoa ao nos levar à seguinte reflexão: Feliz quem não exige da vida mais do que ela espontaneamente lhe dá, guiando-se pelo instinto dos gatos, que buscam o sol quando há sol“. 

~ Bia ~

Feijão é tudo de “bão”?

Fonte: Sou Mamãe

Não!!! A expressão correta é: feijão é tudo de bom e aí, sim, podemos concordar que, informalmente falando, essa leguminosa é tudo de bão!

Aforismo à parte, por que falar sobre o feijão? 

Muitos brasileiros comem feijão todos os dias e talvez não saibam que esta e outras leguminosas fazem um bem danado para a nossa saúde. Razão pela qual a ONU (Organização das Nações Unidas) instituiu, em 2018, o Dia Mundial das Leguminosas, que é celebrado no dia 10 de fevereiro e tem como principal objetivo incentivar o consumo dos grãos e alertar a população sobre a sua importância em uma alimentação saudável.

Além de compor uma dieta rica em proteínas, fibras e minerais, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, FAO, as leguminosas são essenciais para enfrentar os desafios da pobreza, segurança alimentar, saúde humana, qualidade do solo e meio ambiente, contribuindo para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Mas o que são leguminosas? 

São as sementes comestíveis que se desenvolvem em vagens (grãos) e que costumam ser usadas como acompanhamento do nosso prato favorito. Em muitos países fazem parte do patrimônio cultural e são consumidos de forma regular ou mesmo diária. Em outras partes do mundo, são pouco utilizadas, sendo consumidas em sopas, nos gélidos dias de inverno. Como exemplos, temos todos os tipos de feijões, grão-de-bico, soja, amendoim, lentilha, fava, ervilha, tremoço, entre outros.

Fonte: Unimed

Por que elas são importantes na nossa alimentação?

Segundo uma pesquisa realizada pelo Departamento de Alimentação e Nutrição do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), o consumo de leguminosas pode diminuir em 22% o risco de doença arterial coronária, melhorando o perfil lipídico e, consequentemente, reduzindo a pressão arterial, dentre outros benefícios. Os resultados da pesquisa também indicam que a quantidade mínima de 100 gramas de determinados grãos podem suprir até 30% da ingestão diária recomendada de fibras, 19% de proteínas e no caso da soja, até 30% da ingestão em zinco, magnésio e fósforo, reduzindo os níveis de colesterol e auxiliando, inclusive, no tratamento de doenças como diabetes. Caso você tenha interesse em saber, com mais detalhes, porque as leguminosas têm sido consideradas um dos alimentos mais nutritivos da natureza, vale muito a pena ler o artigo da FAO, listando as 10 razões para escolher estas sementes nutritivas.

O Brasil é, indiscutivelmente, referência na produção de diferentes leguminosas, como a soja, o feijão, o grão-de-bico e tantos outros grãos consumidos diariamente em diversos países. A clássica mistura de feijão com arroz é um dos pratos mais populares e presentes na alimentação dos brasileiros, sendo uma excelente fonte de proteína vegetal. O consumo do feijão varia de acordo com a região do país, sendo que o feijão carioca – Phaseolus vulgaris – é o mais comum e conta com ampla aceitação nacional. O feijão preto, por sua vez, está mais presente nas refeições dos cariocas e sulistas, enquanto o feijão de corda faz parte do dia a dia dos nordestinos.

Fonte: Business Insider

Muito presente na alimentação de veganos e vegetarianos, a soja é a leguminosa mais produzida no mundo, sendo utilizada tanto para consumo humano, quanto para o consumo animal. Assim como o feijão, é uma das principais fontes de proteína, além de ser rica em fósforo, manganês e cobre, auxiliando na prevenção de doenças cardíacas, reduzindo as inflamações nos vasos sanguíneos e aumentando sua elasticidade

Apesar do consumo de lentilha pelos brasileiros se limitar às ocasiões especiais como o Ano Novo, introduzi-la na alimentação diária apresenta uma melhora significativa no funcionamento do intestino, no fortalecimento dos ossos, na imunidade e na prevenção de doenças cardíacas. O amendoim, por sua vez, é rico em proteínas e gorduras monoinsaturadas, diminui as inflamações no corpo, é uma fonte saudável de energia, auxilia no aumento do colesterol bom, combate o envelhecimento precoce e previne doenças como a anemia e diabetes.

Como podemos observar, o consumo dessas e demais leguminosas ajudam na prevenção de várias doenças, mas você sabia que elas contêm compostos naturais chamados de antinutrientes?

Isso mesmo! Se você faz parte do time que consome grãos no dia a dia, precisa saber que as leguminosas contêm antinutrientes que prejudicam a digestão e a absorção de nutrientes, podendo também provocar gases e desconforto intestinal. O fitato (ácido fítico) atua como “sequestrador” de nutrientes, dificultando a absorção de minerais como cálcio, ferro, magnésio e zinco pelo organismo. 

Como reduzir os antinutrientes no feijão?

Como as panelas de pressão aceleram o processo de cozimento do feijão e demais grãos, muitas pessoas abandonaram o hábito de colocar os grãos de molho. Porém, diversas pesquisas revelam que o simples cozimento não elimina os antinutrientes, percebendo-se maior redução de fitatos nos casos em que foi feito o remolho, seguido do descarte da água. Apesar desse procedimento provocar a perda de parte dos minerais, pesquisadores avaliam que os minerais restantes apresentam maior biodisponibilidade, ou seja, estes serão mais facilmente absorvidos e aproveitados pelo organismo.

Fonte:  CyberCook

Então, como fazer o remolho?

Após lavar e escorrer os grãos, deixá-los totalmente submersos em um recipiente. A água deve ficar no dobro da altura dos grãos, pois eles incham durante a hidratação. Devem ser deixados de molho pelo tempo médio de 8 a 12 horas, com uma ou duas trocas de água, antes do cozimento. Apesar de não ser uma boa recomendação, se esquecer de deixar o feijão, por exemplo, de molho, a dica é fazer o remolho em água quente por, pelo menos, uma hora.

Dá um trabalhinho, né? Mas… é a maneira mais saudável de dizer que, aí sim, os grãos, principalmente o feijão nosso de cada dia, é tudo de “bão”. Depois é só cozinhá-los até que fiquem macios, abusar da criatividade elaborando receitas deliciosas, dando o retoque final com temperos naturais como a pimenta-do-reino, orégano, cebolinha, salsa, louro, alecrim, entre outros, que são excelentes opções para aromatizar os pratos que agradam o nosso paladar.

Fonte: Marie Claire

Hummm…como está muito frio aqui no Japão, fiquei com vontade de comer a tradicional feijoada que muitos de nós, brasileiros, gostamos de apreciar no almoço de sábado. Vou já deixar o feijão preto de molho porque hoje é sexta feira e nada melhor do que aquecer o corpo, saboreando esse delicioso prato (pra quem não é vegetariano, é claro!), no almoço de amanhã, vendo a neve que cai, suavemente, lá fora. 

Que tal aproveitarmos o Dia Mundial das Leguminosas, mantendo o impulso positivo em torno desses alimentos tão saudáveis, nutritivos e ricos em proteínas? Afinal, eles também são nossos grandes aliados para alcançar a segurança alimentar, reduzir a má nutrição e acabar com a fome no nosso planeta!!!

~ Bia ~

Juntos por uma internet melhor

Fonte: CryptoID

O Dia Internacional da Internet Segura, também conhecido como Safer Internet Day, é comemorado no dia 7 de fevereiro em mais de 200 países, com o tema “Juntos por uma internet melhor”. Criado na União Europeia, em fevereiro de 2004, através da Rede Insafe, tem como objetivo promover atividades que conscientizem as pessoas sobre os riscos de segurança que podem ser encontrados ao utilizarmos a internet e ajudar no combate aos crimes cibernéticos.

A internet, sem sombra de dúvida, passou a ser ainda mais importante com a pandemia, pois trabalhar em casa (home office) tornou-se uma necessidade para muitos profissionais de diversas áreas, além daqueles que já lidam com a tecnologia em geral. As mudanças de comportamento das pessoas e o contínuo desenvolvimento tecnológico ampliaram o uso da internet, fazendo com que o computador e o celular passassem a ser as ferramentas mais utilizadas no dia a dia. 

Com o aumento de pessoas conectadas, os ciberataques se tornaram um problema recorrente em todo o planeta. Para se ter uma ideia, de acordo com o relatório de segurança da Symantec, mais de 44 milhões de brasileiros já foram vítimas de ataques cibernéticos e só no ano de 2021, o Brasil foi o quinto país que mais sofreu ataques de hackers, com um total de 9,1 milhões de ocorrências.

Como podemos observar, esse crescimento exponencial de comunicação trouxe uma preocupação com a segurança da informação que circula na rede. O cartão de crédito, por exemplo, tornou-se moeda virtual e muitas vezes, quando utilizado, a senha não é solicitada, sendo um chamariz para os hackers que criam sites e e-mails, para roubarem nossos dados. 

Fonte: TI do Brasil

Por conta dessa insegurança, para nos protegermos e diminuir os riscos de ataques, algumas orientações básicas são essenciais para navegarmos, de forma segura, na internet:

1. A primeira recomendação é manter o antivírus e o sistema operacional do computador atualizados, protegendo a rede sem fios com senha segura, tendo um tamanho ideal de 14 caracteres com letras maiúsculas, minúsculas, símbolos e números. 

2. Ao realizar compras online, é imprescindível verificar se eles possuem o famoso cadeado verde, pois é uma forma segura de saber a integridade do e-commerce. Isso significa que sua comunicação com ele é realizada de forma segura. Entretanto, vale ressaltar que até mesmo endereços maliciosos podem utilizar essa verificação. Para diminuir os riscos é aconselhável, sempre que possível,  navegar em sites com domínio seguro (https).

3. Falando em compras online, quando preenchemos o cadastro num site de comércio eletrônico, normalmente pulamos a leitura do texto descritivo em letras pequenas e automaticamente marcamos a opção “Concordo com os termos e condições de uso”, né? Embora essa prática seja comum entre os usuários da internet, é prejudicial à segurança, porque esse documento funciona como um contrato entre o comprador e a loja virtual, sendo essencial para a segurança do empreendimento. Na “Política de Privacidade”, a empresa demonstra como tratar as informações privadas cadastradas pelos clientes em seu banco de dados, sendo de suma importância não concordar com os termos de uso antes de saber do que se trata tais condições. Essa regra também se aplica a download de aplicativos ou registros de jogos ou redes sociais, nunca dando “aceite” antes de ler o material apresentando. A pressa e a falta de atenção para acessar alguns conteúdos podem trazer muita dor de cabeça.

4. Não é difícil recebermos em uma conversa ou e-mail, links que nos levam para outras páginas, não é mesmo? Precisamos ficar atentos com o recebimento de e-mails com conteúdo governamental, atualização de dados bancários ou cadastros pela internet. Pelo fato de termos, atualmente, encurtadores de URLs, que facilitam na diminuição na nomenclatura dos links, os hackers se aproveitam dessas ferramentas para redirecionar usuários a sites maliciosos, uma vez que, ao diminuir, fica mais difícil identificar para onde somos direcionados. Para verificar a precisão do e-mail, se a comunicação contém um anexo com a extensão “.exe.”, é provável que esses arquivos contenham vírus ou spyware. Não devemos abrir e a mensagem deve ser excluída o mais rapidamente possível, ok?

5. Não se conectar a redes Wi-Fi desconhecidas ou sem senha pois os cibercriminosos podem criar redes falsas de WiFi que parecem ser legítimas, usando a palavra “grátis” para que as pessoas tentem se conectar. Uma vez conectados, eles podem analisar o nosso tráfego (incluindo a captura de nomes de usuário, senhas, informações de cartão de crédito, entre outros).

6. Salvar as senhas no navegador é muito prático, vocês não acham? Porém, é importante sabermos que os criminosos podem ter acesso aos nossos dados e extrair as senhas salvas facilmente. Uma boa prática é utilizar um cofre de senhas (preferencialmente de forma offline). Assim, diferentes senhas ficam salvas em um local centralizado, bastando apenas se lembrar da senha mestre.

7. Na internet, é fundamental respeitar a privacidade, sendo necessário a autorização das pessoas para a publicação de fotos ou vídeos. Se o cadastro envolver crianças ou jovens, deve-se obter autorização do responsável, mas é prudente evitar a superexposição, tanto nossa como de nossos filhos, uma vez que, inadvertidamente, postamos fotos, vídeos e até locais de forma excessiva, dando margem a muitas informações pessoais.

8. A senha de segurança tem que ter, preferencialmente, mais de oito caracteres e combinar números e caracteres especiais. A dica é criar uma senha forte usando números aleatórios e caracteres especiais, evitando palavras muito comuns, “strings” numéricas, data de nascimento, nome de familiares ou números sequenciais. Também é importante adotar senhas diferentes para cada conta de e-mail, e-commerce e rede social que  visitamos regularmente. Se o site ou aplicativo oferecer opções, devemos incluir a verificação em duas etapas no registro, pois esse recurso foi desenvolvido para dificultar o indevido acesso, ou seja, quando um usuário digita uma senha, o serviço relacionado automaticamente envia um PIN ou algum outro código para confirmar a identidade.

9. Não deixar as crianças usarem computadores sem controle dos pais é, de longe, a melhor garantia de uma navegação segura. Embora a atual geração de crianças e jovens sejam denominados de  “nativos digitais”, a supervisão dos pais é essencial e nesse sentido, as ferramentas de controle dos pais podem ajudar os responsáveis ​​a proteger a privacidade das crianças.

Fonte: Pumpkin

Essas são apenas algumas dicas das boas práticas que podem ajudar a garantir uma navegação mais segura na internet. Levando-se em consideração que nos próximos anos, principalmente com o advento do 5G, haverá o aumento do volume de dados e informações sensíveis que estarão circulando no mundo digital, precisamos priorizar o uso seguro, ético e responsável da internet em nosso cotidiano.

Para finalizar, acho legal reforçar que não devemos, de maneira alguma, facilitar a tarefa para os hackers: com o acesso a uma senha simples ou a falta de alguns procedimentos de segurança como, por exemplo, fornecer informações confidenciais, milhões de e-mails já foram enviados para enganar pessoas, informações foram sequestradas e milhões foram roubados. 

Diante de tudo isso, todo cuidado é pouco na hora de navegar na internet, pois os hackers estão sempre sofisticando seus golpes e criando novas estratégias de ataques.

~ Bia ~

Somos todos irmãos

Fonte: Insustentável Leveza

A que ponto chegamos? No mês de dezembro, no post Fazer o bem, não importa a quem, faz bem, comentei que, por causa de diversos conflitos sociais que eclodiram em alguns países da Europa durante a Revolução de 1848, a fraternidade cedeu seu espaço à solidariedade, fazendo parte do cenário político como uma bandeira dos movimentos sociais. Entretanto, diante dos desafios que vivenciamos atualmente nas sociedades ditas “desenvolvidas”, em que os tempos são de contradição, de mudanças muito aceleradas e de crescentes desigualdades socioeconômicas, em que tudo parece estar se reduzindo ao materialismo e que nada tem valor, se não houver alguma contrapartida, nunca foi tão urgente refletir e aprofundar novamente esta ideia de Fraternidade e o seu papel na construção de uma sociedade melhor.

Além disso, discursos de ódio que minam o espírito da tolerância e do respeito pela diversidade, agravadas num momento em que o mundo continua respondendo à pandemia, fez com que a Organização das Nações Unidas (ONU) adotasse em 2020, o Dia Internacional da Fraternidade Humana. A data escolhida foi o dia 4 de fevereiro porque foi exatamente nesta data, em 2019, que o Papa Francisco e o Grão-Imã Ahmed Al-Tayeb, assinaram em Abu Dhabi, o documento “Fraternidade Humana para a Paz Mundial e para a Coexistência”, que busca primordialmente sublinhar a importância de compreensão de diferentes culturas, religiões, credos e da promoção da tolerância, que inclui a aceitação social do que é diferente.   

De acordo com o Vatican News, “o caminho para construir uma autêntica fraternidade entre povos de diferentes religiões tem suas raízes na Gaudium et spes, onde o trabalho das instituições internacionais é apreciado como um instrumento de desenvolvimento e reconciliação e se expressa ajuda, tanto aos que acreditam em Deus quanto aos que explicitamente não o reconhecem, para que possam tornar o mundo mais conforme à dignidade eminente do homem, aspirar a uma fraternidade universal apoiada em bases mais profundas, e responder, sob o impulso do amor, com um esforço generoso e unido aos apelos mais urgentes de nosso tempo”. 

O portal também destaca que “enquanto as experiências desumanas de pobreza e guerra – geradas por um terreno fértil para a degradação social, ética e política onde se alastra o terrorismo – assolam o tempo presente, através do Documento da Fraternidade assinado em Abu Dhabi, os dois líderes convidam todos os fiéis a trabalharem juntos em prol de uma cultura do respeito”.

Infelizmente, é uma questão bastante preocupante porque não se trata de uma vaga expressão literária de tragédia. É a dura e cruel realidade do que está diante de nossos olhos: as pequenas guerras, nesta fragmentada terceira guerra mundial, os povos sendo dizimados na pandemia, milhares de pessoas não tendo o que comer, toda essa desumanidade que nos deixa cada dia mais assustados, pois somos todos irmãos!!! 

Somos, sim, diferentes uns dos outros, mas iguais em dignidade e, onde quer que a gente more, da cor da pele, da religião, da classe social, do sexo, da idade, das condições sócioeconômicas, querendo ou não, estamos vivendo “debaixo do mesmo céu”, sendo a fraternidade o alicerce das relações entre os povos deste planeta.

Assim, o Papa Francisco reforça que o percurso da fraternidade é longo e difícil, mas é a âncora de salvação para a humanidade, convidando todas as pessoas a caminharem lado a lado, “fratelli tutti”, para serem artesãos de paz e de justiça, na harmonia das diferenças e no respeito da identidade de cada um. 

Mas como “fraternizar” em um mundo tão polarizado, que prega o individualismo acima do bem comum?

Antes de mais nada é preciso lembrarmos que fraternidade é um termo oriundo do  latim, “frater”, que significa irmão. Sermos irmãos implica em termos algo em comum. Podem ser os mesmos pais biológicos, a mesma comunidade, a mesma nacionalidade, o mesmo movimento ideológico mas, acima de tudo, a boa relação entre os seres humanos, em que se desenvolvem sentimentos positivos e de afeto, que são próprios dos irmãos de sangue.

Desse modo, para compreendermos o verdadeiro sentimento da fraternidade, precisamos primeiramente nos ater a esse algo em comum, porque ao reconhecermos nosso semelhante como irmão, isso nos leva a ter mais paciência, tolerância e resiliência em reatar os laços, alicerçados no sentimento de confiança e respeito mútuo. 

Como podemos observar, é uma questão de posicionamento mental diante da vida e para a socióloga Lúcia Helena Galvão, viabilizar a fraternidade pode ser possível quando formos capazes de deixar o coração carimbado em tudo que fizermos, mentalizar a vivência de um dia nobre e inspirador, caminhar na velocidade que  permita lembrar quem somos e a quem servimos, sem pressa e sem pausa, cultivando uma predisposição positiva que não nos incomode ao depararmos com pessoas estressadas ou mal educadas, visto sermos todos duais, ou seja, temos qualidades e defeitos, cabendo a cada um de nós compreendermos as pessoas que, direta ou indiretamente, estão presentes no nosso dia a dia.

A socióloga nos incita, inclusive, a pensar nas palavras de José Saramago, ao afirmar que o egoísmo pessoal, o comodismo, a falta de generosidade, as pequenas covardias do cotidiano, “contribui para essa perniciosa forma de cegueira mental, que consiste em estar no mundo e não ver o mundo. Ou só ver dele o que, em cada momento, for suscetível de servir aos nossos interesses”. Assim, ela esclarece que ao limparmos o vidro de uma janela, por exemplo, percebemos maior transparência que permite enxergar melhor a beleza do outro lado e que isso também acontece conosco: fazendo a limpeza espiritual, tendo a humildade de tratar nossos semelhantes como irmãos, poderemos enxergar a beleza exterior. 

Diante desta premissa, a  ideia de bem-comum só é possível com o reconhecimento da existência do outro e não devemos, de maneira alguma, forçar a fraternidade. Podemos, sim,  assumi-la por meio de uma educação voltada para uma cidadania mais empática, fraterna e solidária, conscientes da interdependência entre as pessoas, numa atitude mais aberta, cooperativa, menos desconfiada e sem preconceito, em conformidade com o pensamento de Paula Serpa de que “não há Eu sem um Tu. Eu e Tu formamos um Nós, por mais diferente que esse Tu seja de um Eu que o estranha,  porque não há existência possível sem encontro e sem diálogo”.

Neste sentido, vale ressaltar que diversas pesquisas no campo da neurociência têm revelado que nenhuma sociedade sobrevive sem a coesão social, demonstrando que a preservação e evolução da espécie humana depende sobretudo da reciprocidade e da solidariedade.  E é justamente através deste parâmetro, nos colocando no lugar do outro, no respeito pela dignidade humana, na igualdade e liberdade, tão “proclamada” na Revolução Francesa, que devemos refletir acerca da mensagem do Papa Francisco, no evento alusivo ao II Dia Internacional da Fraternidade Humana, realizado no ano passado (2022), ocasião em que ele propagou que a fraternidade é o único caminho possível para a humanidade ferida por guerras, alertando e pedindo uma mudança de rota: “Ou somos irmãos ou tudo desaba”!!!

~ Bia ~

Saudade…

Fonte: Catho

Dá pra acreditar que até a saudade consta no calendário de comemorações? Simm… Hoje, 30 de janeiro, é o Dia da Saudade no Brasil. Mas, para que serve esta data? Para recordar a memória das pessoas que partiram, das que estão distantes, dos tempos bons, das lembranças da infância, entre outros.

A saudade é, sem dúvida, um sentimento marcante na vida de todo ser humano, pois demonstra como as pessoas que mais gostamos são importantes e essa data é justamente oportuna para homenagearmos as pessoas queridas que se foram ou para “matarmos a saudade” de entes queridos que estão distantes, nos remetendo à falta que algo ou alguém nos causa, bem como o sofrimento que essa privação pode, momentânea ou permanentemente, nos afetar. 

Desse modo, a palavra saudade, que pode levar ao sentimento misto de saudosismo e melancolia, está ligada a duas palavras do latim, com significados diferentes, porém contextualmente similares. A primeira se refere à palavra “solitate”, que significa solidão, ou seja, a sensação de estar sozinho, com lembranças daqueles que estão longe, ou mesmo a ausência de pessoas, objetos ou situações, podendo-se dizer que é, até mesmo, um sentimento nostálgico daquilo que não voltará mais. A segunda é a palavra “solitude” que está relacionada à saudade daqueles que esperam por alguém ou algo que partiu, porém que voltará um dia.

Segundo a psicóloga Zenilce Bruno, em depoimento ao portal O Povo, apesar de semelhantes, os sentimentos de saudade e nostalgia não são iguais e precisam ser entendidos para melhorar o autoconhecimento. Ela esclarece que a saudade assume caráter afetivo e pessoal. O termo é usado para descrever a falta que sentimos de ex-namorados, amigos, parentes e entes queridos que não estão mais conosco. A nostalgia costuma ser usada para relembrar uma época de vida, uma fase, viagens, uma música.

Como acabamos de ver, a definição de saudade é bem ampla, podendo significar tanto a nostalgia de uma comida que saboreamos no passado e sentimos falta, uma viagem que fizemos a um determinado lugar, como um sentimento mais profundo, quando nos referimos a algo mais pessoal como um ente querido que está longe ou alguém que amávamos mas que se foi.

Esse sentimento que aperta o peito, nos transportando para um tempo em que fomos felizes, trazendo, às vezes, até mesmo lembranças dolorosas, pode ser resgatado com um abraço, uma fotografia, uma lembrança, um encontro, uma ligação ou uma mensagem de carinho, pois como dizia o poeta Mario Quintana, “o tempo não pára! Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo.”

E o que nos faz parar no tempo?

Para mim, as boas lembranças das pessoas que, nas diversas fases da minha vida, foram cruciais para a construção da minha existência. Se fosse enumerá-las, a lista seria enorme, mas no topo estão meus avós paternos. Convivi com eles até os meus dezessete anos e tê-los por perto durante toda a minha infância e adolescência, recebendo imenso carinho e afeto, foi um enorme privilégio. Razão pela qual tenho muitas e muitas saudades dos bons tempos que passamos juntos.

Obviamente, sentimos falta de tudo que nos faz bem e como dizem que a saudade está relacionada a afetividade, dias atrás, ao ler o comentário da Carmo, mãe do meu genro Murilo, no post Rir é o melhor remédio e é de graça, citando seu pai, Sr. Henrique, fiquei muito emocionada pois ele, que sempre nos cativou pela sua alegria, candura e generosidade, partiu há dois anos, deixando uma enorme lacuna em nossos corações. Tenho certeza que a saudade que sente pelo seu querido pai, Carmo, é infindável, mas sabemos que ele continua presente em sua vida, apoiando e te protegendo, sempre com seu amável sorriso, te fazendo refletir acerca de toda sabedoria que ele te deixou e incentivando você a sorrir, principalmente nos momentos difíceis de sua vida.  

Assim, a saudade também me leva a navegar nas lembranças dos agradáveis bate-papos com o Sr. Henrique; do abraço aconchegante que só a Elisa Mieko conseguia dar; do olhar terno da doce lhasa Maggie que esteve tão presente na minha vida; da deliciosa coxinha de frango que só a Dona Teru, minha sogra, sabia fazer; da primeira vez que fui à praia e entrei no mar com o meu pai; da inesquecível viagem ao Japão com meus avós, enfim… de tudo aquilo que desponta em mim uma lágrima de tantos momentos felizes!!!

Sem contar que continuo sentindo saudades dos meus amigos e familiares, dos meus netinhos e das minhas filhas que moram longe, das viagens em família e de tantas coisas e de tanta gente que alimentam a minha eterna gratidão ao Universo por fazerem parte da  minha vida. E você? De quem e/ou do que tem saudades? 

Afinal, Fernando Pessoa declarava que “não há saudades mais dolorosas do que as das coisas que nunca foram”.

~ Bia ~