Ser criança “para a vida toda”

O Dia das Crianças no Brasil é comemorado no dia 12 de outubro, sendo que na maioria dos países do mundo, as celebrações são realizadas em 20 de novembro por conta da oficialização, em 1959, da Declaração Universal dos Direitos da Criança, em 1959. Entretanto, mais do que programações especiais e festividades, vou aproveitar a oportunidade para fazermos reflexões sobre a importância de ser criança.

A primeira palavra que provavelmente faz referência à infância é crescer. Crescer e aprender!!! Mas eu acho que a palavra que melhor contextualiza essa fase da vida é “viver”. Viver o momento presente, viver as descobertas, viver os conhecimentos e viver as experiências. 

Afinal, é uma fase marcada pelas “vivências”, ou seja, pelas aprendizagens. É nesta fase que a criança descobre o mundo na qual está inserida e aprende sobre regras de convívio social, cooperação, comunicação e até mesmo a resolver os conflitos. 

No entanto, muitos de nós, passamos a infância e a adolescência ansiosos por nos tornarmos adultos, acreditando que seríamos muito mais livres e felizes, mas isso nem sempre acontece, não é mesmo? A fase da infância, “vapt vupt” desaparece como num passe de mágica e daí é comum encontrarmos adultos dizendo que não viveram o seu tempo de criança. É o caso de Orson Welles, famoso ator norte americano ao declarar: “Lutei para escapar da infância o mais cedo possível. E assim que consegui, voltei correndo pra ela”. Por esse motivo, penso ser importante conscientizar a criança sobre a importância de ser criança, de viver o presente, mostrando-lhe que esta é a verdadeira chave para que seja o adulto que quer e merece ser!

Assim, nada melhor do que ensiná-la que a fase da infância tem o seu tempo e que a essência de uma vida feliz vem de sabermos aproveitar o momento presente da melhor forma possível. Nesta fase, ao saber brincar, ela poderá desenvolver inúmeras competências e habilidades, tais como a imaginação, atenção, raciocínio, criatividade e socialização, que irão estimular a maneira de ser e agir na fase adulta. 

Viver no mundo da fantasia é estimular a imaginação e a criatividade e deve ser vivida intensamente enquanto criança. A fantasia tem um papel importante no desenvolvimento emocional, permitindo que ela veja realidades diferentes  e o mundo com “outros olhos”. Além disso, a fantasia proporciona um contato maior entre a criança e seus sentimentos e emoções, melhorando as habilidades de comunicação. Conforme ela vai se sentindo mais confiante e segura, os problemas de comunicação tendem a diminuir e ela poderá se transformar em um adulto capaz de expressar seus pensamentos e solucionar os impasses com muito mais facilidade. 

Viver na infância é também ensiná-las a desenvolver a responsabilidade. A criança, embora pequena, precisa aprender a cuidar de seus pertences, a responder por seus atos e a cumprir obrigações – todas, é claro, de acordo com a idade que possuem. Criança só com direitos e sem deveres pode se tornar “criança mimada” e, ao longo dos anos, pode desenvolver uma crença de que realmente não têm obrigações. Ao se tornar adulto, terá mais problemas em lidar com os desafios e as frustrações da vida. 

Desse modo, saber viver tudo isso e muito mais na infância é a chave para que ela seja “criança feliz para a vida toda”. E essa criança que brincou quando precisou brincar, que fantasiou quando precisou fantasiar, aprendeu a cuidar de seus pertences e “vivenciou” tantas outras coisas legais para se “curtir” na infância, é a essência do adulto que será quando crescer.

Por isso, precisamos ensiná-la o valor de ser criança “para a vida toda”. E nada melhor do que saber qual é a nossa essência para que possamos, também, ser crianças “para a vida toda”, não é mesmo? Feliz Dia das Crianças para todos nós!!!

 “O segredo da genialidade é carregar o espírito da infância na maturidade.” (Thomas Huxley)

~ Bia ~

Dia da Natureza abençoado por São Francisco de Assis

Fonte: A12

O Dia da Natureza é comemorado no dia 04 de outubro, e foi criado com o intuito de conscientizar a população a respeito da importância da preservação do meio ambiente. Essa data foi escolhida em homenagem a São Francisco de Assis, um frade católico que ensinou a enxergar os animais como irmãos e a amar a natureza em todas as suas manifestações.

Onde quer que a gente viva, seja numa grande metrópole, no litoral ou no campo, a natureza é imprescindível para o nosso bem estar, pois é dela que retiramos os recursos necessários para a nossa sobrevivência, tais como a água, o alimento, a energia, o ar puro e até mesmo para os momentos de lazer, além dos benefícios psicológicos e espirituais que ela nos proporciona.

A natureza também garante o desenvolvimento econômico, fornecendo as matérias primas naturais, cuja exploração exagerada e irracional vem causando gravíssimos impactos ao meio ambiente como, por exemplo, a perda da biodiversidade por conta das queimadas, da poluição de rios, do solo e do ar, da caça predatória e dos desmatamentos.

Em razão desses impactos de alta escala causados pelo homem, pode parecer que nossas ações não são tão importantes, pois somos apenas uma pessoa ou uma comunidade entre tantos outros bilhões de pessoas neste mundo. Porém, a preservação da natureza exige apenas alguns cuidados básicos para que seja efetiva. Se cada um fizer a sua parte, por meio de pequenas ações, podemos ajudar a preservar o planeta e incentivar outras pessoas a fazerem o mesmo.

Talvez seja, até mesmo, o conselho de São Francisco de Assis, pois certamente está estupefato ao ver como a Mãe Natureza vem sendo cada vez mais “mutilada” pela espécie humana. Ele tinha, há mais de setecentos anos atrás, uma verdadeira relação fraternal com tudo que via à sua volta, compreendendo desde aquela época a importância da preservação do meio ambiente. Preconizava que quando destruímos ou desrespeitamos a natureza, são ações contra a própria família, pois para ele o sol, a lua, as estrelas, a terra e todas as criaturas e elementos da natureza eram seus irmãos e suas irmãs.

Segundo São Francisco de Assis, todos nós dependemos dos rochedos, das montanhas, do mar, do vento, da água, dos vegetais, das flores porque Deus criou tudo isso para que a vida se tornasse possível. Ele amava as abelhas que fornecem o mel e todos os insetos, a ponto de afastá-los do caminho para não serem esmagados.

Referência espontânea de uma atitude ecológica que se confraterniza com todos os elementos do nosso planeta, São Francisco de Assis nos dá uma sábia lição de que não devemos nunca deixar de nos encantar com a beleza, harmonia e perfeição da natureza e que precisamos tratar os animais com respeito.

Diante desse preceito, as nossas atitudes, por menores que sejam, podem contribuir para um mundo melhor, mais harmônico, equilibrado e sustentável. É importante conhecer o lugar onde moramos e os principais problemas que causam o desequilíbrio ambiental, pois as nossas interferências no ecossistema colocam em risco a sustentabilidade e, consequentemente, comprometem as futuras gerações.

Desse modo, dentre algumas dicas que podemos seguir para promover a proteção ambiental, destacam-se:

– Sempre que possível, separar adequadamente o lixo reciclável, para que possa ser recolhido pela coleta seletiva. Caso a coleta não esteja disponível em sua cidade, é importante entregar aos catadores e cooperativas responsáveis pela reciclagem do material;

–  Evitar o consumo exagerado de energia, desligando os aparelhos eletrônicos quando não estiverem sendo utilizados;

–  Evitar tomar banhos demorados. Além de consumir muita energia, o gasto de água é de assustar;

– Procurar diminuir o consumo de carnes, uma vez que grandes criações de animais causam muitos impactos, além de utilizar uma grande quantidade de água para a produção;

–  Sempre que possível, reaproveitar a água da máquina de lavar roupas para lavar pisos e limpar calçadas. A água da chuva também pode ser utilizada para esse fim, além de ser benéfica para regar as plantas;

–  Comprar apenas o necessário e procurar adquirir produtos de empresas envolvidas em programas de responsabilidade socioambiental;

–  Evitar andar apenas de carro, uma vez que a queima de combustíveis fósseis está diretamente relacionada com o aumento da poluição atmosférica. Sempre que possível, andar a pé ou de bicicleta;

 –  Jamais comprar animais silvestres sem certificação do IBAMA;

–  Ficar atento com vazamentos e equipamentos que consomem muita energia.

Aplicando essas pequenas dicas, podemos alcançar grandes mudanças e pleitear um futuro no qual a natureza vai florescer cada vez mais forte.

Assim, ao seguirmos as pegadas (descalças) de São Francisco de Assis, podemos ter esperanças de que ainda há sinais do paraíso terrestre que não se perdeu completamente. Para tanto, precisamos ficar “antenados” acerca da preservação da natureza, procurando viver sem desperdício e sem o consumismo desvairado que agride o meio ambiente e procurando, acima de tudo, proteger e cuidar do nosso ecossistema. E isso depende de mim, depende de você e de todos nós!

“Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você estará fazendo o impossível.” (São Francisco de Assis)

~ Bia ~

Tia Zélia e o mundo encantado das flores

Fonte: Pixabay

Quem conhece a história da Alice no País das Maravilhas sabe que ela, curiosa, segue um coelho e bummm, cai numa toca que a transporta para um lugar fantástico, vivenciando “mil e uma” aventuras. Essa é a sensação que tive na minha infância, quando visitava minha tia Zélia. Era abrir o portão de sua casa e deparar com um lindo jardim repleto de flores multicoloridas. Assim como a Alice interage com diversos personagens como o Coelho Branco, o Gato Risonho, o Chapeleiro Maluco, a Rainha de Copas, entre outros, eu adorava “conversar” com as petúnias, gérberas, margaridas, violetas, rosas, hortênsias, gerânios e tantas outras flores que perfumam o jardim em diferentes épocas do ano.   

Com a tia Zélia aprendi a amar as flores e as plantas e até hoje, ela continua cuidando primorosamente do seu jardim, plantando e replantando suas flores prediletas. Lá também tem várias plantas como palmeira cica, diversas suculentas, renda portuguesa, samambaias, avencas e até mesmo trevo de quatro folhas, considerado trevo da sorte por sua raridade: existe apenas 1 em cada 10 mil plantas da espécie. Não tem como não se deslumbrar pois, quando floridos, manacá da serra, agapantos, rosas do deserto e orquídeas ostentam sua formosura.

Nesse jardim, palco de infinitas flores que apresentam seus espetáculos, tive o prazer de conhecer diversas espécies que, assim como os nomes bizarros dos personagens da história da Alice, são popularmente conhecidas como copo de leite, onze horas, boca de leão, rabo de gato, brinco de princesa, amor perfeito, lágrima de cristo, botão de ouro, flor de maio, lírio da paz e tantas outras com nomes realmente pitorescos. 

Desse modo, envolta no mundo encantado das flores da tia Zélia, elas continuam presentes na minha vida e, na impossibilidade de ter, atualmente, um jardim para cultivar as flores e as plantas que tanto amo, um dos meus passeios favoritos é visitar parques repletos de flores pois, além de serem um colírio para meus olhos, muitas delas exalam uma deliciosa fragrância que me proporciona uma enorme sensação de bem estar e relaxamento.

Como sabemos, o amor pelas flores é universal pois elas são a representação máxima de beleza da natureza, em exuberância de formas, cores e perfumes, simbolizando vida, pureza, paz, sucesso, energia, cura, qualidade de vida e muito mais.

No Japão, onde imensa variedade de flores é apreciada, elas estão inseridas no dia a dia das pessoas, sendo que o hábito de cultivá-las e até mesmo de comprá-las, vai além das datas especiais. Intrinsecamente conectadas com a cultura do país, as flores são ricas em simbologia e significados, sendo que a sakura (flor de cerejeira) é, dentre as mais representativas flores da rica flora japonesa, um dos símbolos mais importantes do país.

Flor de cerejeira – Sakura

Graças à sua beleza, cor e efemeridade, está associada à imagem do povo japonês pelo fato delas ficarem pouco tempo floridas (por volta de uma semana) e, assim, representarem a fragilidade da existência humana e a necessidade de se viver o presente de forma mais intensa possível. A sakura também simboliza a renovação, uma vez que a sua floração coincide com o fim do inverno e o início da primavera.

Apesar da sakura estar associada à flor do Japão, o crisântemo é a flor que simboliza a Família Imperial, sendo que uma imagem de 16 pétalas é usada como Selo Imperial do Japão, podendo ser vista, por exemplo, na moeda de 50 yen e na capa do passaporte japonês.

Fonte: Wikipedia

Outra flor muito famosa é a ume (flor da ameixeira), cuja floração ocorre nos gélidos meses de fevereiro e março, atraindo grande número de pessoas aos parques e templos. Essas flores estão associadas à saúde, uma vez que resistem ao inverno e também à nobreza e elegância. A hortênsia é outra flor bastante popular, desabrochando entre junho e julho, que é o período das chuvas no Japão. São facilmente encontradas em parques, jardins e templos e de acordo com as cores, elas têm significados diferentes. A espécie azul tem conotação  negativa, representando a indiferença e a infidelidade, sendo que a espécie rosa está associada ao amor e à jovialidade feminina. 

Para encerrarmos o post de hoje, temos a glicínia que é visualmente uma das mais atrativas da flora japonesa. Sou apaixonada por essa flor originária da China, cuja beleza despertou, ao longo dos anos, o interesse de vários artistas e poetas japoneses que fizeram magníficas obras inspiradas nessa flor. A versão mais conhecida é a lilás que simboliza a gentileza e a paixão. 

Esse ano, mais especificamente no dia das mães, participei do Festival das Glicínias no Ashikaga Flower Park (Tochigi-ken, Japão), e fiquei admirada com a beleza e a imponência de uma elegante trepadeira glicínia de 150 anos. No parque encontram-se, também, mais de 350 glicínias em tons lilás, rosa, roxo, branco e amarelo, formando belos túneis naturais, além de reunir várias outras flores como azaleias, rosas, e petúnias. Um deleite para os olhos!!!

Fonte: Japan Wireless

Foi o parque de flores que mais me impressionou e, certamente, um passeio inesquecível, fazendo-me recordar da minha doce infância, quando eu me sentia a própria Alice, só que ao invés de estar me aventurando no país das maravilhas, eu “explorava” o mundo encantado das flores da tia Zélia. 

“Deixe que a vida faça contigo o que a primavera faz com as flores. Quando eu flor, quando tu flores e ele flor, nós flores seremos e o mundo florescerá. Seja um jardim no qual apenas os bons sentimentos florescem. As mudanças, por mais dolorosas que sejam, às vezes nos fazem florescer.” (Autor Desconhecido)

~ Bia ~

Girassóis que não são da Rússia

Na minha infância, sem saber que girassol é uma flor, a primeira vez que ouvi essa palavra foi por causa do filme Os Girassóis da Rússia, dirigido por Vittorio de Sica, em 1970. Ao assistir o filme (um dos primeiros que assisti), fiquei encantada com a atuação da dupla Sophia Loren e Marcello Mastroianni neste clássico romântico que narra a história de um casal italiano separado pela Segunda Guerra e que, após anos sem notícias, ela viaja para a Rússia a procura do marido, atravessando cidades e campos de girassóis.

Foi nesse exato momento do filme que descobri que girassóis eram aquelas exuberantes flores amarelas e me recordo que fiquei fascinada com a fotografia do grande Giuseppe Rotunno retratando tão lindas imagens desta flor que passou a ser uma das minhas preferidas, dentre as inúmeras das quais sou apaixonada.

Essa flor que foi o destaque do belíssimo cenário do filme na Rússia e que eu achava que era uma flor típica daquele país é, na realidade, uma planta originária da América do Norte. Conhecida como “flor do sol” por ser heliotrópica, ela gira o caule posicionando a flor em direção ao sol para crescer e florescer. Todas as manhãs o girassol busca o sol e mesmo em dias nublados, apesar da dificuldade, persiste em girar em direção à luminosidade.

Por simbolizar a felicidade e por conta da sua cor vibrante (amarela e tons de laranja das pétalas), refletindo a energia positiva que emana do sol, o girassol foi escolhido, em 2019, como símbolo da Campanha “Na Direção da Vida – Depressão sem Tabu”.

Essa campanha, promovida pela Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (ABRATA), pelo Centro de Valorização da Vida (CVV) e pela Upjohn (empresa farmacêutica), tem por finalidade incentivar as pessoas a discutirem sobre a depressão e a prevenção do suicídio. Na página https://www.depressaosemtabu é possível encontrar diversas informações sobre a depressão, como ela se relaciona com os casos de suicídio e sinais para os quais devemos ficar atentos.

De acordo com o Instituto Cactus, uma em cada cinco mulheres apresentam Transtornos Mentais Comuns (TMC) no Brasil, sendo que a taxa de depressão é, em média, mais do que o dobro da taxa de homens. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), ser mulher perpassa papéis, comportamentos, atividades e oportunidades que determinam o que se pode experimentar ao longo da vida e, portanto, estabelece vivências estruturalmente diferentes daquelas experimentadas pelos homens.

A instituição também aponta que a incidência é ainda maior em mulheres com alta sobrecarga doméstica, acometendo 1 a cada 2 mulheres. A baixa qualidade do emprego que atinge diversas mulheres, com predomínio da informalidade, pode gerar temor e ansiedade, cenário que pode piorar quando somado ao trabalho em casa, onde as mulheres têm de administrar o trabalho remunerado e tarefas domésticas. Além disso, padrões irregulares de carreira, tempo fora do mercado de trabalho para cuidar dos filhos e para o trabalho de casa, licença maternidade, doenças físicas e questões de saúde mental podem afetar a percepção sobre a disponibilidade e comprometimento da mulher, sobre a qual se baseiam muitas contratações, levando à discriminação e exclusão do mercado de trabalho.

Fiquei impressionada com essas informações porque eu acredito que nós, mulheres, em algumas fases de nossas vidas passamos por circunstâncias extremamente complicadas e temos consciência do quanto isto afeta as relações interpessoais e a produtividade no trabalho, causando-nos enormes sofrimentos. A vida, como sabemos, é cheia de encantos, mas também tem seus desencantos. Eu, particularmente, já passei por vários transtornos emocionais e por compreender como é fundamental preservar a saúde mental, procurando manter um porte ereto e imponente como o girassol, que busca incansavelmente a luz solar, considero importante compartilhar campanhas que tem por objetivo levar informações e mensagens positivas porque, sem dúvida alguma, conforme o lema deste ano da Campanha Setembro Amarelo, “a vida é a melhor escolha“.

~ Bia ~

Por que Setembro Amarelo?

Fonte: Fine Art America

Se eu tivesse que definir uma cor para o mês de setembro, a primeira cor que viria em minha mente seria o verde. Por que verde? Porque essa cor simboliza, pelo menos para mim, a bandeira nacional sempre presente na comemoração alusiva à independência do nosso país, no dia 7 de setembro. Além disso, no dia 21 comemoramos o dia da árvore e a copa da maioria das árvores que eu conheço são verdes.

Mas… Por que Setembro Amarelo?

Como falei no post anterior, Setembro Amarelo é uma campanha dedicada à prevenção do suicídio. Essa cor não foi escolhida por acaso. Ela foi escolhida por causa dessa pequena história que vou contar para vocês.

Em 1994, Mike Emme, um jovem de apenas 17 anos que morava nos Estados Unidos cometeu suicídio. Ele era um rapaz com habilidade mecânica e ao fazer a restauração de seu automóvel, um Ford Mustang 1968, pintou-o de amarelo. Por gostar tanto do seu carro amarelo e ajudar as pessoas, era carinhosamente conhecido como “Mustang Mike”. 

No entanto, seus pais e amigos não foram capazes de perceber que Mike tinha sérios problemas psicológicos e não conseguiram evitar a sua trágica morte. 

Os amigos de Mike se reuniram para confortar a família e a mãe de Mike pediu que eles fizessem lembranças para honrar a memória do filho. Os amigos, prontamente, decidiram que o amarelo seria usado em homenagem ao Mustang amarelo.  

No funeral, seus amigos distribuíram cartões com fitas amarelas com mensagens de apoio para as pessoas que estivessem enfrentando o mesmo desespero de Mike. Essa ação ganhou grandes proporções, expandindo-se por todo o país, sendo a mola propulsora para um importante movimento sobre a prevenção ao suicídio pois, a partir de então, diversos jovens passaram a utilizar cartões amarelos para pedir auxílio às pessoas.  

Em função desse triste acontecimento, a fita amarela em semi laço foi adotada como símbolo da campanha que incentiva aqueles que têm pensamentos suicidas a buscarem ajuda.

Ao longo dos últimos anos, escolas, universidades, entidades do setor público e privado e a população de forma geral se engajaram neste movimento que se estende de norte a sul do Brasil. Durante o mês de setembro, podemos encontrar alguns locais públicos iluminados com  a cor amarela. Monumentos como o Cristo Redentor (RJ), o Congresso Nacional e o Palácio do Itamaraty (DF), o Estádio Beira Rio (RS), o Elevador Lacerda (BA), o MAC – Museu de Arte Contemporânea (RJ) e até mesmo times de futebol, como o Santos FC, Flamengo e Vitória da Bahia, participam ou já participaram da campanha. Um dos pontos relevantes é promover eventos que abram espaço para debates sobre o suicídio, divulgando o tema e alertando a população sobre a importância que devemos ter em relação à saúde mental. 

Podemos, também, participar desta campanha pois postagens nas mídias sociais, caminhadas, passeios ciclísticos, roupas amarelas ou simplesmente o uso de laço no peito despertam a atenção e contribuem para a conscientização. É importante divulgarmos que “tá” tudo bem em não estar bem e que juntos somos, realmente, mais fortes!!!

~Bia ~

Setembro Amarelo: juntos somos mais fortes

Fonte: Setembro Amarelo

O mês de setembro registra uma série de datas importantes sendo que um dos principais feriados nacionais é o Dia da Independência, comemorado no dia 7 de setembro. 

Além desse feriado, no mês de setembro comemoramos no dia 8 o Dia Mundial da Alfabetização, cuja data foi instituída pela ONU (Organização das Nações Unidas) e pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) no intuito de destacar a importância da alfabetização em uma sociedade, conscientizando a população de que a alfabetização não está apenas relacionada ao fato de saber ler e escrever mas à possibilidade de acesso a informações importantes como, por exemplo, à saúde e aos direitos dos indivíduos.

Comemoramos também o Dia da Árvore no dia 21, o Equinócio da Primavera que será comemorado este ano no dia 22 de setembro e o Dia Nacional do Surdo no dia 26. Acerca dessas datas e de outras datas interessantes que são comemoradas em setembro farei um post mais pra frente, mas hoje vou falar, especificamente, sobre uma data que merece nossa especial atenção.

Trata-se do Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio que é oficialmente comemorado no dia 10 de setembro. No Brasil, o Centro de Valorização à Vida (CVV), o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) organizam, desde 2015, uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio conhecida como “Setembro Amarelo“. Essa campanha que é atualmente a maior campanha anti estigma do mundo e ocorre anualmente de 1 a 30 de setembro, é extremamente relevante, uma vez que o suicídio é um grave problema de saúde pública e pode, muitas vezes, ser evitado.

Segundo os organizadores, o lema deste ano é “A vida é a melhor escolha!” e diversas ações já estão sendo desenvolvidas pois infelizmente o suicídio é uma triste realidade que atinge o mundo todo, gerando grandes prejuízos à sociedade. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), os dados registrados na última pesquisa, realizada em 2019, são alarmantes, sendo que só no Brasil são aproximadamente 14 mil casos por ano, ou seja, em média 38 pessoas cometem suicídio por dia. 

Sabendo-se que esses casos estão, em sua grande maioria, relacionados às doenças mentais não diagnosticadas ou tratadas incorretamente e que poderiam ser evitadas, é necessário falar sobre o assunto, ainda que visto como tabu, para que as pessoas que estejam passando por momentos difíceis busque ajuda e entendam que a vida sempre vai ser a melhor escolha.

É fundamental que as pessoas próximas saibam identificar quem está depressivo, pensando em terminar com a própria vida e ajude, escutando-a sem julgamentos, demonstrando empatia e principalmente orientando-a para que tenham um acompanhamento psicológico.

Se você conhece alguém que está passando por alguma dificuldade ou se você acha que está tendo problemas relacionados à sua saúde mental a ponto de chegar a considerar o suicídio, procure ajuda entrando em contato com o Centro de Valorização à Vida (CVV) pois eles atendem de forma voluntária e gratuita todos que precisam conversar, mantendo um serviço totalmente sigiloso: https://www.cvv.org.br/ 

A Campanha Setembro Amarelo salva vidas!!!

Ah, se você gostou desse artigo, no próximo post vou falar sobre a Origem do Setembro Amarelo. Aguardem! 

~ Bia ~

“Sessentei” e me assustei…

Difícil acreditar que o tempo passou tão rápido e entrei, como num passe de mágica, na casa dos sessenta. Na medida que a “ficha está caindo” e vejo meus cabelos já grisalhos, venho me dando conta de que cheguei numa fase da vida cujo texto, tão bem delineado por Elaine Matos, reflete profundamente a minha existência nesse momento.

De repente

De repente tudo vai ficando tão simples que assusta. A gente vai perdendo as necessidades, antes fundamentais e que hoje chegam a ser insignificantes. Vai reduzindo a bagagem e deixando na mala apenas as cenas e as pessoas que valem a pena. As opiniões dos outros são unicamente dos outros, e mesmo que sejam sobre nós, não tem a mínima importância. Nada vai mudar.

De repente passamos a valorizar o que tem valor de verdade e a amar de forma diferente de todas já vividas. Vamos abrindo mão das certezas, pois com o tempo já não temos mais certeza de nada. E, de repente, isso não faz a menor falta, pois o que nos resta é ser apenas feliz. Percebemos que o hoje é apenas agora, e nada, absolutamente nada além disso. Paramos de julgar, pois já não existe certo ou errado mas sim a vida que cada um escolheu experimentar. 

De repente não existe pecado, mas sim ponto de vista. O improvável passa a ser regra. O extremo passa a ser meio termo, pois no dia a dia percebemos que nada é exato e tudo chega a ser inconstante demais para ser determinante ou absoluto. De repente o inverso vira verso. Por fim entendemos que tudo que importa é ter paz e sossego. É viver sem medo e simplesmente fazer algo que alegra o coração naquele momento. E só.

De repente a saudade se torna um sentimento devastador e descobrimos que o coração fala mais alto, então este sentimento único e profundo fica acima de qualquer razão.

De repente tentamos compreender sentimentos jamais compreensíveis aos olhos de outras pessoas. Descobrimos o verdadeiro valor da verdade e com ela chega a plena certeza de que ter dignidade, transparência e retidão de caráter são qualidades obrigatórias para se viver bem com os outros, com o mundo e, principalmente, consigo mesmo.

De repente descobrimos que os planos traçados e escolhidos por nós são unicamente nossos, pois de repente, em meio aos nossos planos, chegam as escolhas de Deus.

(Elaine Matos)

Enfim, de repente “sessentei” e me assustei!!!

~ Bia ~

Três, dois, um… Começando!!!

Fiz uma breve descrição sobre a minha pessoa no sobre a autora mas como este é o meu primeiro post, acho interessante falar um pouquinho mais a meu respeito.

Mais de 30 anos se passaram desde que fiquei sabendo que a minha filha Dani era surda e de lá pra cá, obviamente, muitas e muitas coisas aconteceram.

Entre idas e vindas, moro atualmente no Japão com meu marido Milton (somos descendentes de japoneses) e minhas filhas moram no Brasil.

Dani é casada com Murilo que também é surdo e tem um filho, Léo, que acabou de completar 2 aninhos e por não ser surdo, é “coda” (filho ouvinte de pais surdos). Paty, a caçula, é casada com Joy e tem 2 filhos: Yan com 2 anos e Lia com 2 meses que acabou de chegar para alegrar ainda mais nossas vidas.

Feita as devidas apresentações, neste post vou explicar melhor sobre o título do blog: nem tudo são flores!!!

Sempre gostei muito de ler e ter um blog ou até mesmo escrever um livro, é um projeto que está engavetado há muitos e muitos anos. Tinha esperanças de que, em algum momento, colocaria esse plano em ação, mas estava sempre absorta em outras prioridades e o tempo, ah… esse tal de tempo foi passando!

Enfim, agora que o mar está aparentemente mais calmo, espero navegar “por mares nunca dantes navegados” como dizia Camões, e viajar nesse novo projeto que é postar diversos conteúdos que possam, através de mensagens positivas, contribuir para o bem estar físico, mental e espiritual de todos, especialmente das mães que, assim como eu, têm filhos com alguma deficiência e estão constantemente se empenhando para que eles possam ter, como eternizou o escritor Érico Veríssimo, um lugar ao sol!!!

Ao mostrar para a Dani o título que eu havia escolhido, ela me perguntou:  por que “nem tudo são flores”? Expliquei que essa expressão tem muito a ver com a nossa vida pois nem tudo acontece (ou aconteceu) como a gente quer (ou queria), sendo que estamos o tempo todo lidando com incertezas e desafios mas que, com persistência, fé e acreditando em dias melhores, tudo dá (e deu) certo no final das contas. Após compreender que essa expressão encaixa perfeitamente nos conteúdos que pretendo postar, decidimos que esse seria o título mais adequado para o nosso blog. Digo nosso porque muitos conteúdos serão sobre os surdos e demais deficiências e ela vai me ajudar a desenvolver vários temas sobre esse assunto.

Como estarei citando e divulgando obras de diversos autores e suas respectivas publicações, além de citar os sites onde faço as minhas pesquisas no Google e os canais do Youtube que me ajudaram e continuam me ajudando a transpor os obstáculos pelos quais temos que passar, vou encerrar este post com esta mensagem:

Aprendi que nem tudo são flores, nem todos os dias têm sol. Mas não há tristeza que não passe, nem felicidade que dure para sempre. Os dias nublados vão vir, as flores vão murchar, mas depois a primavera certamente vai chegar! Um dia eu descobri que a vida vale a pena ser vivida e aproveitada ao máximo, independente das circunstâncias. Sempre haverá um novo dia, uma nova chance, um novo amor, uma nova oportunidade… Mas a vida, essa é única! (Autor Desconhecido)

Simmm… a vida, essa é única!!!

~ Bia ~