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  • Preparativos para o Réveillon Japonês

    Fonte: Elite Resorts

    Como já estamos na contagem regressiva do Ano do Coelho (2023), vamos compartilhar como o povo japonês se despede do ano velho e dá as boas-vindas ao ano novo.

    O Ano Novo Japonês – Oshougatsu – é a principal celebração no calendário de festividades do país, comemorado entre os dias 31 de dezembro e 3 de janeiro. Repleta de tradição e costumes, cada prática tem um significado especial, no sentido de buscar a renovação, saúde e prosperidade para o ano que vai chegar.

    Assim como no Brasil, no final do ano, os japoneses também têm o costume de enviar presentes para seus amigos, gerentes, clientes e professores, a fim de expressar a gratidão. No entanto, ao invés das tradicionais cestas de Natal e dos panetones, dentre os itens mais populares de presentes, conhecidos por Oseibo, estão alimentos frescos (frutos do mar, embutidos, carne e frutas), condimentos, cerveja, chá, café, alimentos enlatados e alguns tipos de sobremesas.

    Fonte: Umamama

    Nas duas últimas semanas de dezembro, os japoneses começam a fazer uma verdadeira faxina em suas casas, escritórios e empresas, conhecida por Oosouji, “grande limpeza”, como forma de dar um adeus definitivo ao ano que se encerra, porque só então, depois de tudo muito limpo e organizado, será possível começar o ano com o pé direito. Por outro lado, o Susuharai é um ritual de limpeza executado nos santuários e nos templos, acreditando-se que, ao remover as fuligens e as poeiras acumuladas durante o ano, remove-se também as “sujeiras espirituais”, deixando o ambiente purificado para trazer boas energias às pessoas que ali frequentam. 

    Fonte: Nishinomiya Shrine

    Mais do que os tradicionais enfeites de Natal, a milenar tradição japonesa incita a enfeitar as casas com as decorações conhecidas como oshogatsu-kazari. O Kagami-mochi é um adorno normalmente colocado sobre a mesa de jantar, composta por dois bolos feitos de arroz (mochi) sobrepostos em um pedestal, com uma laranja, chamada daidai, no topo. O arroz utilizado vem da colheita feita no outono e acredita-se que este ingrediente conserva seu espírito puro, trazendo bênçãos e boa fortuna.

    Fonte: Kokoro Media

    Outro elemento decorativo é o Shimenawa, uma corda trançada feita de palha de arroz ou cânhamo. Estas cordas podem ser decoradas com serpentinas de papel em formato zigue-zague, laranjas japonesas e até mesmo um tipo de samambaia. Embora sejam mais vistas em santuários xintoístas como forma de demarcar um espaço sagrado, durante o Ano Novo é comum encontrá-las enfeitando a fachada das casas.

    Fonte: Muza-chan

    O Kadomatsu, por sua vez, é colocado em ambos lados dos portões das casas para receber a entidade do Ano Novo, sendo feito a partir da junção de galhos de pinheiro, talos de bambu e muitas vezes flores de ameixeira, para trazer longevidade, prosperidade e perseverança.

    Fonte: Muza-chan

    O Réveillon, que aqui é conhecido por Omisoka, é o dia em que os japoneses preparam-se espiritualmente para o ano que vai chegar. Na virada do ano, as famílias saboreiam o Toshikoshi soba, um macarrão feito à base de trigo sarraceno, desejando que suas vidas e as de seus familiares sejam duradouras, como os fios longos deste macarrão. 

    Fonte: Savor Japan

    Outro ritual muito comum é o Moti Tsuki, no qual são preparados bolinhos de arroz conhecidos como mochis, que serão usados em alguns pratos como o Ozooni, uma sopa com mochi, que deve ser consumida no primeiro dia do ano.

    Fonte: Conhecendo o Japão

    No entanto, a comida típica do ano novo japonês, que costuma ser encomendada ou preparada na véspera do ano novo, é o Osechi Ryori, um conjunto de pequenos pratos tradicionais servidos em belas caixas de “marmita” decoradas em laca de duas ou três camadas chamadas de jubako. Cada item escolhido para compor a jubako contém um significado especial e a seleção varia muito de acordo com as preferências da família ou de cada região. O camarão, por exemplo, representa a longevidade, pois o seu formato lembra as costas “curvadas” dos anciões. A soja preta (kuromame) destaca o desejo de uma vida saudável e as ovas de arenque (kazunoko), simbolizam a fertilidade e a prosperidade dos descendentes.

    Fonte: Nippon

    Com relação ao jantar de Réveillon, o cardápio é bem diversificado, incluindo pratos populares como sushi, sashimi e hot pot como sukiyaki, yosenabe e shabu-shabu. Em algumas regiões do Japão, as pessoas até começam a comer osechi ryori na véspera de Ano Novo.

    Após o jantar, muitas famílias japonesas aguardam o maior evento musical do Japão, o NHK Kouhaku Utagassen que é um tradicional programa televisivo japonês, realizado anualmente na véspera do ano novo, com apresentações dos artistas que mais se destacaram no decorrer do ano, onde há uma competição entre as equipes masculina (shirogumi) e feminina (akagumi). No final do show, pouco antes da meia-noite, os jurados e o público em geral decidem qual grupo teve melhor desempenho.

    E, para fechar com chave de ouro o Réveillon japonês, mais do que brindar a chegada do Ano Novo com os famosos fogos de artifícios, tradicional em vários cantos do planeta, no Japão os templos budistas começam a tocar, pouco antes da meia-noite, gigantescos sinos para anunciar a entrada do novo ano. As 108 badaladas dos sinos conhecidas por  joya no kane  representam a dispersão dos pecados ou desejos mundanos do homem, no intuito de purificar a sua  alma. 

    Fonte: Photozou

    Assim, nos penúltimos dias que antecedem o novo ano, até o último minuto do dia 31 de dezembro, os japoneses cumprimentam os amigos e familiares através de uma expressão típica dessa data, que nós também vamos usar para nos despedirmos de todos vocês neste último post deste ano: yoi otoshio!, que significa “tenha um bom começo de ano!”.

    Fonte: Marley de Lima

    A gente se vê em 2023. YOI OTOSHIO!!!

    ~ Bia e Dani ~

  • Boas lembranças…

    Fonte: Spirit Fanfics

    Hoje, 26 de Dezembro, é o Dia da Lembrança. Segundo o calendário.com, não existe uma explicação clara para que essa data tenha sido escolhida, mas na versão de alguns historiadores, por ser instituída um dia após o Natal, data que nos leva a muitas recordações, a ocasião tenha sido oportuna para comemorarmos o ato de lembrar. 

    Por que as lembranças são tão importantes na nossa vida?

    A partir do momento em que nascemos, começamos a registrar memórias que serão utilizadas para o nosso desenvolvimento cognitivo. Prova disso é que a fala pelos bebês, por exemplo, é resultado de meses de observação, assimilação e recordação do material linguístico acessado por meio da interação diária com os pais.

    Embora estudos científicos indiquem que só começamos a guardar memórias de longo prazo a partir dos 3 ou 4 anos de vida, até mesmo os acontecimentos anteriores a esse período são essenciais para moldar quem seremos no futuro. Inclusive, constata-se que muitos transtornos psicológicos derivam de lembranças inconscientes e experiências da primeira infância, de forma que as recordações possam impactar nosso estado de espírito de tal modo que, não raramente, o cérebro bloqueia memórias traumáticas, como um mecanismo de defesa natural. 

    Fonte: Sesc-SC

    Neste contexto, o filósofo alemão Schopenhauer, aponta que a memória é capaz de moldar experiências e a percepção da realidade, destacando que, assim como recordações ruins podem levar a traumas intensos e definitivos, as lembranças boas conseguem revolucionar o estado de espírito, renovar esperanças e nos proporcionar uma agradável sensação de bem-estar. 

    Como somos construídos a partir de lembranças, temos um baú repleto de memórias, tanto boas como ruins, fazendo com que as experiências e os conhecimentos adquiridos ao longo da vida nos levem a ser quem somos. Manter vivas as recordações que nos deixaram felizes no passado é um ótimo exercício para fugir da melancolia, pois quando lembramos de algo bom que aconteceu, podemos sentir a sensação daquela circunstância, apaziguando os momentos tristes pelos quais também estamos fadados a passar neste mundo em que vivemos.

    Fonte: IBC

    Deste modo, as boas lembranças, sendo o alicerce para a construção de uma vida emocional mais saudável, tendem a funcionar como um porto seguro quando precisamos, por exemplo, enfrentar momentos de luto pela perda de pessoas queridas. Elas permitem que façamos uma “viagem no tempo”, uma vez que reviver as lembranças pode nos dar a sensação de ter, por perto, a pessoa querida que se foi. 

    É o que estou fazendo neste exato momento. Viajando no tempo… Com os olhos marejados e sentindo a saudade que já bate forte no meu peito, despeço-me de você, querida Elisa Mieko que, com o seu jeitinho carismático de ser, nos deixou alguns dias atrás. Você foi muito especial para mim pois quando, aos 17 anos, saí de casa para estudar na capital paulista, você estava lá, sempre me recebendo de braços abertos, me abraçando e me acalentando no período mais solitário da minha vida. As lembranças dos bons momentos que passamos juntas, estarão para sempre guardadas no fundo do meu coração!

    Assim, compartilhar com amigos e familiares os bons momentos vividos com o ente querido, além de ser uma linda forma de homenageá-lo, pode ajudar a ver a passagem de quem se foi, de uma forma menos dolorosa. Neste sentido, acredito que para preservarmos preciosas lembranças, nada melhor do que vivermos intensamente cada momento, ainda mais quando estivermos ao lado das pessoas que tanto amamos. Como a memória é facilmente resgatada através de recordações, registrar em fotos e vídeos também é uma ótima sugestão para termos um acervo dos bons momentos com nossos amigos e familiares, vocês não concordam?

    Fonte: Facilita Seguros 

    Sabendo-se que as lembranças são registradas, assimiladas e acessadas em nosso cérebro, não podemos, de forma alguma, negligenciar alguns hábitos que favorecem a saúde mental e evitam o esquecimento. É imprescindível estar com a saúde em dia, alimentando-se bem, bebendo muita água e praticando exercícios físicos regularmente, pois como diz o célebre ditado, “mente sã, corpo são”, quanto melhor cuidarmos da nossa saúde, maior será a fixação das boas lembranças em nossas mentes. 

    Fonte: IPASEMAR

    Encerro este post, em concordância com frazes.com.br, ao mencionar que as lembranças são registros fotografados pelos nossos olhos e ficam eternamente gravados na nossa memória. Quando nos lembramos desses lindos registros, nossos corações se enchem, não só de saudade, mas também de conforto por ter algo tão bonito guardado na memória. Vamos, então, guardar o que tem que ser guardado: boas e boas lembranças!!!

    ~ Bia ~

  • Fazer o bem, não importa a quem, faz bem

    Fonte: Observatório do 3° Setor

    Coincidência ou não, o Dia Internacional da Solidariedade Humana também é celebrado, todos os anos, no mesmo mês em que a Magia do Natal desperta no coração das pessoas, o espírito da solidariedade

    Exatamente hoje, 20 de dezembro, é a data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) para destacar a solidariedade como um dos valores humanos fundamentais para o desenvolvimento adequado das relações nacionais e internacionais entre todos os tipos de pessoas. Este dia promove o auxílio às pessoas que têm menos benefícios por aqueles que possuem melhores recursos, principalmente econômicos. A maior ênfase dada à esta celebração é a erradicação da desigualdade e da pobreza. 

    Mas… o que é solidariedade? Por que dizemos que a sociedade precisa ser solidária ou que nós precisamos ser solidários uns com os outros? 

    O conceito de solidariedade é bastante complexo e aberto a inúmeras interpretações, que dependerão muito das experiências pessoais que cada um de nós vivenciamos no dia a dia. Conforme André Bakker do Instituto Aurora, “solidariedade é tanto um desejo quanto uma atitude. Um desejo ou atitude de uma pessoa ou grupo com o objetivo de ajudar ou apoiar outras pessoas, grupos ou causas. Esse desejo ou atitude é motivada por um sentimento de vínculo com essa pessoa, grupo ou causa”. 

    Vocês sabiam que por trás desse conceito, existe uma história de lutas sociais por direitos humanos? Segundo Baker, a fraternidade, que foi um dos ideais da Revolução Francesa (1789) através do famoso lema “Liberdade, Igualdade, Fraternidade”, é o primeiro nome associado à solidariedade. É nesse momento histórico que a versão que conhecemos dos direitos humanos começa a se estruturar, sendo que o princípio da fraternidade era que todas as pessoas fossem tratadas com igual respeito, para que a vida na sociedade fosse possível. Todavia, por conta de diversos conflitos sociais que eclodiram em alguns países da Europa durante a Revolução de 1848, conhecido por Primavera dos Povos, a fraternidade cedeu seu espaço à solidariedade, que passou a fazer parte do cenário político como uma bandeira dos movimentos sociais. 

    Assim, em razão das transformações que o mundo vem passando ao longo das décadas, não há hoje um conceito único acerca da solidariedade, podendo ter várias origens e significados, inclusive atribuindo à ela a responsabilidade que todos têm uns para com os outros. E, também, a responsabilidade que as nações têm uma para com as outras. Nesse sentido, ao instituir o Dia Internacional da Solidariedade Humana em 2005, a ONU destaca a importância de valorizar o papel das ações coletivas na superação de questões que ultrapassam as barreiras de cada país, como as doenças, as questões ambientais e climáticas e, em razão da globalização econômica, a pobreza e a miséria que afetam milhões de pessoas ao redor do mundo. 

    Diante desse ideal trazido pelas Nações Unidas, assumir a solidariedade como um princípio ou um valor para pensar a sociedade, é compreender que o ser humano não está sozinho. Vivemos em um sistema social que exige a participação de todos, tanto na política como na economia, que nos levam às relações de cooperação e reciprocidade. Nessa perspectiva,  pelo fato de não vivermos isoladamente, desconectados uns dos outros, a solidariedade, conforme Franz Kafka, “é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana”.

    Fonte: Internacional da Amazônia

    À vista disso, querendo ou não, precisamos uns dos outros para sobreviver e o principal motivo que nos leva, muitas vezes, a não inserir práticas de solidariedade na rotina é a velha desculpa da falta de tempo. No mundo turbulento em que vivemos, parece impossível encaixar no dia a dia, mais uma atividade no meio do trabalho, dos cuidados com a família, filhos e amigos, dos projetos pessoais, da vida social, entre outros.

    Mesmo sabendo que não é preciso mais do que algumas horas do fim de semana para visitar um asilo e compartilhar alguns momentos com quem precisa ou visitar um lar de crianças carentes e doar roupas, alimentos ou brinquedos, o que nos conforta é que também podemos praticar a solidariedade dentro dos ambientes em que estamos inseridos, como no trabalho, no condomínio ou no bairro onde moramos, pois em todo lugar existe um jeito de ser solidário.

    A grande sacada, entretanto, é encontrarmos uma causa que nos inspire e que nos impulsione a continuar. Podemos começar adotando pequenos gestos que, pode não parecer, mas são extraordinariamente eficazes para transformar as pessoas e as circunstâncias em que elas se encontram. Até nas nossas escolhas diárias, como os alimentos que consumimos e os produtos que utilizamos, é um ato de solidariedade. Talvez, sem perceber, algumas ações solidárias já estão incorporadas no nosso cotidiano, tais como:

    • Ajudar algum familiar em uma questão prática;
    • Recolher o lixo de parques ou outros ambientes que frequenta;
    • Ser doador de órgãos;
    • Visitar doentes e idosos;
    • Adotar um animal;
    • Dedicar seu tempo a alguém que precisa;
    • Juntar-se a grupos voluntários;
    • Ajudar alguém a largar um vício;
    • Doar roupas, alimentos, livros ou qualquer outro item para uma instituição;
    • Ceder o seu lugar em transportes públicos;
    • Consumir mais produtos de vendedores do seu bairro;
    • Oferecer para fazer compras para alguém que não pode sair de casa;
    • Dar aulas gratuitas sobre um assunto que você domina;
    • Rezar e interceder pelo próximo;
    • Ligar para alguém que está passando por dificuldades.

    Deu para perceber que fazer o bem sem olhar a quem, não precisa estar relacionado com uma religião ou filosofia? Revigorar esse sentimento de empatia com todas as pessoas, independente se as conhecemos ou não, nos leva a crer que ajudar uns aos outros é condição sine qua non para o nosso bem-estar neste planeta. Afinal, como sabiamente expressa Alvaro Granha Loregian, “ninguém é tão pobre que nada possa dar e ninguém é tão rico que não precise receber”.

    Para isso basta simplesmente “arregaçar as mangas” e começar!!! À medida que praticamos atos solidários, somos capazes de perceber o quanto agir pelo outro faz bem pois nos deixa mais alegres e motivados, melhorando a saúde física e mental, promovendo a autoconfiança e impulsionando o movimento do bem pelo bem. 

    Fonte: Estudar Na Prática

    Face a face com desafios globais sem precedentes, onde nos deparamos com drásticas mudanças climáticas e ecológicas, crises financeiras e econômicas, fome e doenças infecciosas, terrorismo e guerras que nos deixam instáveis e confusos, acreditamos que agora é a melhor hora para mostrarmos o lado bom da natureza humana: o lado do amor e da compaixão. Mesmo sendo impossível fazer tudo por todos, sempre podemos fazer o bem por e para alguém, pois certamente isso também nos fará um grande bem. Que os anjos digam amém!!!

    ~ Bia e Dani ~

  • A Magia do Natal está no ar!

    Fonte: Bora nessa Trip

    Quando a gente menos percebe, o ano está chegando ao fim e as festas de confraternização começam a ser organizadas, assim como os preparativos para as festas em família. Afinal, nada melhor do que comemorar o final do ano rodeado de pessoas queridas, não é mesmo?

    Sem dúvida, o Natal é a data comemorativa que mais faz parte do imaginário de todos nós, encantando crianças e fazendo adultos voltarem à infância, pois tudo se transforma num mundo mágico com muitas luzes, enfeites e personagens lendários como o Papai Noel e os duendes. É impressionante como esta data, em que os cristãos comemoram o nascimento de Jesus Cristo, contagia os povos de todos os cantos do planeta, quaisquer que sejam suas crenças, neste período de festas.

    Fonte: iStock

    Eu, particularmente, adoro esse clima natalino que me leva a resgatar as preciosas lembranças das pessoas mais importantes da minha vida. Além disso, o Natal para mim, como declara Júlio César Cardoso, é a “época mágica de desembrulhar esperanças, de dar de presente, carinho, compreensão e amor, de construir e fortalecer a paz e a fé, de engavetar a saudade. Aquela saudade pequena, que vai ficando maior e que vai doendo um pouquinho mais à medida que o Natal vai chegando. Saudade de almas queridas, inquilinos vitalícios de nossos corações”.

    Assim, passar o mês de dezembro decorando a minha casa com enfeites alusivos à essa festividade, resplandece a minha existência. Ouvir as músicas natalinas, ver as ruas e os monumentos iluminados, os shoppings lotados de crianças para tirar fotos com o Papai Noel, apreciar as árvores enfeitadas, assistir o nosso netinho Léo participando do Auto de Natal na escola é tudo muito lindo, é tudo muito mágico, não é mesmo Maria do Carmo?

    Participação do Léo no Auto de Natal (Dez/2022)

    No entanto, acredito que a essência de um Natal genuinamente mágico acontece quando incluímos toda a família, principalmente as crianças, a participarem dos preparativos, de forma a manter as tradições natalinas ainda mais significativas. Longe da loucura dessa época do ano em que o consumismo exagerado é surreal, fazer enfeites de Natal com o que se tem em casa é uma ótima opção para decorar inserindo toques de personalidade e, ainda, economizar. 

    Sendo a solidariedade um dos sentimentos mais exacerbados nessa época do ano, a ocasião é propícia para que as crianças aprendam desde cedo a compartilhar um pouco do que têm com pessoas que pouco ou nada têm para a mesa de Natal. Explicar a importância de dividir aquilo que se tem, ajudando quem mais precisa, é um dos gestos mais nobres da época natalina, sendo uma excelente oportunidade para mostrar aos pequenos que mais gratificante do que receber, é dar. Afinal, isso sim, condiz com o verdadeiro espírito natalino!!!

    Uma caixa de presente sendo presenteada - Foto: Syda Productions/ShutterStock.com
    Fonte: Guia do Bebê

    Outro sentimento que aflora nessa época do ano é desejarmos, de alguma forma, demonstrar nosso carinho e a nossa gratidão, não só aos nossos familiares, mas aos nossos amigos e colegas de trabalho ou de escola que, durante o decorrer do ano, nos apoiaram, proporcionando momentos de muita alegria e satisfação. 

    Nesse sentido, fiquei encantada ao saber que a Cláudia, a filha mais velha da minha tia Zélia, e sua filha Mariana, deixando-se envolver pela magia do Natal, tiveram a brilhante ideia de utilizar a técnica do “origami” (arte japonesa que ensina, através da dobradura de papel, muito sobre paciência e a busca pela transformação), para fazer meias natalinas. Por ser uma forma diferente e criativa de presentear, juntamente com a família, despenderam dedicadamente várias horas aos finais de semana, fazendo as lembrancinhas para alegrar o Natal dos amigos e colaboradores do seu ambiente de trabalho.

    Origami de meias natalinas

    Mas… por que meia? Não sei se vocês sabem, mas a meia de Natal não serve apenas para decorar. Ela também carrega consigo uma simbologia especial: prosperidade, riqueza e boa sorte. Assim, na intenção de transmitir harmonia e vibrações positivas, elas optaram pelas meias de papel, recheando-as com deliciosos chocolates. Uma ótima sugestão, vocês não acham?

    Além dos enfeites e das lembrancinhas, o Natal também passa pela cozinha, com pratos típicos saborosos que não podem faltar nesta época do ano. Envolver a família na preparação destas delícias, dando asas à imaginação para criar um cardápio temático é, certamente, uma atividade que vai tornar o Natal ainda mais mágico. Que tal preparar deliciosas receitas de Natal em família? As crianças irão adorar participar desses preparativos!!!

    biscotti-di-natale
    Fonte: NostroFiglio

    Para fechar com chave de ouro um inesquecível Natal mágico, é claro que não poderia faltar um dos maiores símbolos que é a árvore toda decorada. Este é um dos momentos mais especiais que antecedem o Natal e é comovente ver a alegria das crianças separando ou até mesmo ajudando a fazer os enfeites para serem colocados na árvore!

    decoracao-natalina-neoenergia-pernambuco.jpg
    Fonte: Neoenergia Pernambuco

    Criar boas lembranças que ficarão para sempre guardadas no coração dos pequenos, significa alimentar a doçura e ingenuidade que só se tem na infância e que poderão ser resgatados no nosso eu-criança em algum cantinho, na vida adulta. Afinal, qual é a primeira imagem que vem à cabeça quando pensamos no Natal? Independente da lembrança, ela vem acompanhada de muitos elementos: luzes, bolinhas de natal, presentes, presépios e vários outros adereços que tornam tudo mágico! 

    Deste modo, envolver a família em todos estes preparativos para a festa de Natal é uma forma de fazer com que as lembranças venham acompanhadas da magia natalina, pois ela não está apenas nos detalhes, mas principalmente nos sentimentos que a data intensifica, criando uma atmosfera diferente que, por vezes, não conseguimos explicar, mas sabemos que é algo único e típico dessa época, que tem o poder mágico de nos deixar encantados diante da beleza das luzes coloridas, das árvores enfeitadas, das músicas temáticas, das confraternizações com amigos e da família toda reunida. 

    Simmm… O Natal tem esta capacidade incrível de tocar os nossos corações, despertando princípios como a solidariedade, a inclusão e o respeito pelo próximo e pelo meio ambiente. Princípios que andam “hibernados” pela pressa do mundo contemporâneo e que clamam, cada vez mais, pela necessidade de orações em agradecimento pela vida, pela saúde e pela família.

    Fonte: Nei Alberto Pies

    Que neste período de festas, a contagiante magia do Natal aqueça nossas almas, espalhando sorrisos e abraços, fazendo com que a luz desta época brilhe cada vez mais forte de esperança e bondade! Como também expressa Charles Dickens, “Natal é um tempo de benevolência, perdão, generosidade e alegria. A única época do ano em que homens e mulheres parecem, de comum acordo, abrir livremente seus corações”. 

    FELIZ NATAL MÁGICO PARA TODOS NÓS!!!

    ~ Bia ~

  • Uma luz que brilha na escuridão

    Fonte: Grito do Livro

    Hoje, dia 13 de dezembro, comemoramos o Dia Nacional da Pessoa com Deficiência Visual, conhecido como “Dia do Cego”. A data mudou de nome porque a deficiência visual não se trata apenas de cegueira, mas também de baixa visão, sendo instituída em 1961 com o intuito de sensibilizar a população contra o preconceito e a discriminação, além de mostrar que ainda existem muitos desafios a serem enfrentados na busca pela garantia de direitos e pela inclusão das pessoas com deficiência visual na sociedade.

    Porém, antes de mais nada é preciso entendermos que a deficiência visual pode ser definida como a perda total ou apenas parcial da visão. Pode ser congênito ou adquirido, representando para muitos, uma grande limitação. Contudo, diversas técnicas de aprendizagem e de inserção no mercado de trabalho fizeram com que a deficiência visual se tornasse apenas um pequeno detalhe diante da capacidade de seus portadores. Assim, podemos classificar a deficiência visual como:

    – Cegueira: quando a pessoa não possui capacidade de enxergar ou possui esse sentido bastante limitado, com percepção mínima de luz. As pessoas cegas não conseguem visualizar nenhum material, sendo necessário, portanto, o uso de outros sentidos. A leitura e a escrita, por exemplo, é feita através do sistema braille, que permite a identificação de códigos pelo tato.

    – Baixa visão: quando a pessoa consegue enxergar, por exemplo, com as letras ampliadas ou através de lentes de aumento. Algumas pessoas com baixa visão podem ter dificuldades para verificar objetos distantes, outras podem apresentar campo visual restrito, existindo até mesmo aquelas que possuem dificuldade com a distinção de determinadas cores ou, ainda, aquelas que apresentam sensibilidade exagerada à luz. 

    Como podemos verificar, existem diferentes condições visuais, sendo que cada caso deve ser tratado individualmente. Entretanto, é importante ressaltarmos que pessoas que podem ter a visão corrigida por meio do uso de lentes ou cirurgias, tais como, miopia, astigmatismo ou hipermetropia, não são consideradas pessoas com deficiência visual.

    Segundo o último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil possui 6,5 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência visual, sendo que aproximadamente 80% dos casos de cegueira poderiam ser evitados, pois resultam de causas previsíveis ou tratáveis.

    Abril Marrom - prevenção cegueira
    Fonte: Freepik

    Diante desses dados, é necessário compreendermos que dentre as principais causas de cegueira temos o glaucoma, catarata, diabetes e a degeneração macular relacionada à idade. O oftalmologista Hilton Medeiros destaca que a maioria dos brasileiros não têm o hábito de fazer check-up preventivo no oftalmologista e costumam procurar um especialista para tratar destas doenças quando já está em estágio avançado ou de difícil regressão. A catarata, por exemplo, é a doença que mais causa cegueira no mundo, porém ela é cirurgicamente tratável, podendo recuperar a visão em qualquer estágio, mesmo se a pessoa já estiver ficando cega. O glaucoma, por sua vez, é a segunda maior causa de cegueira no mundo, sendo um dos distúrbios mais traiçoeiros, pois afeta a visão lentamente, sem apresentar sintomas. O oftalmologista alerta que é uma doença que evolui muito rapidamente e pode causar cegueira irreversível, pois o paciente só percebe a perda de visão quando mais de 90% das fibras já estão comprometidas.

    No caso da degeneração macular relacionada à idade (DMRI), é uma doença degenerativa da retina que provoca uma perda progressiva da visão central nas pessoas acima de 50 anos. O diabetes causa alterações oftalmológicas em 40% dos portadores da doença e a retinopatia é uma das principais ameaças à visão dessas pessoas, uma vez que a doença afeta o sistema circulatório da retina, onde há células receptoras responsáveis por perceber a luz, enviando as imagens ao cérebro. O comprometimento desses vasos provoca vazamento de fluido ou sangue, causando fibrose e desestruturando a retina. À vista disso, o paciente enxergará imagens distorcidas ou borradas, podendo perder totalmente a visão.

    A recomendação é a de que, se nada for detectado, o bebê vá ao oftalmologista aos três e seis meses
    Fonte: R7

    No que diz respeito à cegueira em crianças, a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica afirma que 60% das causas de cegueira ou de grave sequela visual infantil podem ser prevenidas ou tratadas quando detectadas precocemente. Conforme o presidente da Associação Brasileira de Catarata e Cirurgia Refrativa (ABCCR), Carlos Gabriel de Figueiredo, vários exames no bebê realizados na maternidade ― como o Teste do Olhinho ― são capazes de diagnosticar doenças que exigem tratamento imediato, como o retinoblastoma — tumor na retina — e a catarata congênita, tratados com cirurgia. A recomendação é a de que, se nada for detectado, o bebê vá ao oftalmologista aos três e seis meses para verificar sinais de má formação ocular ou estrabismo. Segundo o especialista, a partir desse momento, as consultas devem ser anuais.

    Feita as devidas explicações acerca das causas que comprometem a visão, por outro lado, em algum momento você já parou para pensar como é a vida das pessoas com deficiência visual? Pois é… quando encontrarmos e tivermos que interagir socialmente com pessoas cegas, algumas atitudes devem ser adotadas, tais como:

    – Falar com a pessoa de frente para ela, tocando no ombro ou braço para que possa se localizar melhor.

    – Falar num tom normal de voz. A cegueira não é igual à perda de audição.

    – Quando se aproximar, identificar-se; ao ir embora, avisar que está saindo.

    – Ao explicar direções, ser o mais claro e específico possível; de preferência, indicar as distâncias em metros (uns vinte metros à nossa frente, por exemplo).

    – Apresentá-la a outras pessoas que estejam no grupo para facilitar a integração.

    – Perguntar do que ela precisa antes de tomar alguma atitude.

    – Avisar sobre os obstáculos como degraus, pisos escorregadios, buracos e postes.

    – Se você for guiar, oferecer o cotovelo dobrado.

    – É correto dizer: pessoa com deficiência visual, cego, pessoa cega, pessoa com baixa visão.

    – Ficar à vontade para usar palavras como “veja” e “olhe”, pois as pessoas com deficiência visual as empregam com naturalidade.

    Fonte: The Vision Braille Centre

    Caso você se interesse por mais detalhes, a Fundação Dorina Nowill que trabalha há mais de 75 anos para incluir pessoas cegas e com baixa visão, dispõe em seu site, o post “Como ajudar uma pessoa com deficiência visual sem constrangimento“. Vale muito a pena dar uma “olhadinha” pois eles demonstram como algumas atitudes simples são fundamentais para a construção de ambientes mais inclusivos.

    Além disso, se a pessoa estiver acompanhada de um cão-guia, algumas recomendações do Instituto Federal Catarinense, que possui um Centro de Formação de Treinadores e Instrutores de Cães-Guia e pela iniciativa Alesc Inclusiva, da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, são extremamente importantes com relação ao animal:

    • Não brinque.
    • Não toque.
    • Não acaricie.
    • Não ofereça alimentos.
    • Não o distraia ou perturbe.
    • Fale com o dono e não com o cão.
    Fonte: Brasil Escola

    Dito tudo isso, é fundamental que todos percebam que as pessoas com deficiência visual podem realizar praticamente todas as atividades que uma pessoa “normal” realiza no seu dia a dia. Estudar e trabalhar, por exemplo, não são empecilhos e elas devem ser encorajadas e estimuladas a realizar essas atividades. Muitas são bastante independentes, mas algumas podem precisar de ajuda. 

    Nesse caso, vamos estender nossas mãos e sermos solidários, pois como diz Airton José Marchi, “quando aprendermos a “ouvir” como um deficiente visual e a “enxergar” como um deficiente auditivo, provavelmente compreenderemos as sutilezas da natureza humana”. Que possamos refletir sobre esse tema no mesmo dia em que, não por acaso, a Igreja Católica presta homengagem à santa portadora da luz, Santa Luzia, a santa protetora dos olhos!!!

    ~ Dani ~

  • Sorriso maroto de uma Criança Especial

    Fonte: Federação Médica Brasileira

    Pasmem!!! Dá para acreditar que há, pelo menos, 93 milhões de crianças com deficiência no mundo e que os números podem ser muito maiores? No Brasil ainda temos um longo caminho de aprendizagem até, finalmente, aceitarmos, incluirmos e superarmos os tabus que associamos aos deficientes, sejam eles físicos ou mentais. Afinal de contas, em nosso país, segundo o IBGE, há mais de 45,6 milhões de portadores de deficiência – dos quais 3,5 milhões são crianças de 0 a 14 anos.

    De acordo com a Biblioteca Virtual da Saúde, infelizmente estão entre os membros mais pobres da população, sendo menos propensas a frequentar a escola, a acessar serviços médicos ou a ter suas vozes ouvidas na sociedade. Suas deficiências também as colocam em maior risco de abuso físico e, muitas vezes, as excluem de receber nutrição adequada ou assistência humanitária em emergências.

    Diante dessa triste realidade, o dia 9 de dezembro foi a data instituída para chamar a atenção para as crianças com necessidades especiais e entender o que se pode fazer para melhorar a qualidade de vida delas e garantir os seus direitos como cidadãos. Assim, torna-se necessário buscar informações para que possamos entender melhor sobre o universo delas, diminuindo o preconceito e sabendo como agir com relação às  suas necessidades.

    É importante que todos saibam que muitas crianças especiais costumam levar consigo um sentimento de exclusão social, por serem vistas como diferentes. Desse modo, é de suma importância a convivência entre as pessoas, induzindo à reflexão em relação às formas de inclusão, uma vez ser relevante que as pessoas aceitem e entendam a diversidade como algo positivo, para que tenhamos uma sociedade mais inclusiva.

    Fazem parte deste grupo, crianças com autismo, deficiência mental, auditiva e visual, Síndrome de Down e outras síndromes menos conhecidas, mas que também interferem no relacionamento com a sociedade. O autismo, por exemplo, é um transtorno de desenvolvimento que aparece nos três primeiros anos de vida e que compromete as habilidades de comunicação e interação social.

    No entanto, através de tratamentos que avançam a cada ano, crianças autistas podem conviver sem barreiras na sociedade. Por outro lado, os portadores de Síndrome de Down, que têm 47 cromossomos em suas células, em vez de 46, no que diz respeito ao comportamento e aprendizado, não apresentam limitação, sendo capazes de exercer muitas atividades como qualquer pessoa dita normal faz.

    Conforme a Federação  Médica  Brasileira (FMB), “toda família com uma criança especial desenvolve uma dinâmica particular. Em geral, eles são receosos, preocupados e ansiosos, pois temem a discriminação”, sendo este o maior desafio a ser superado, uma vez que ainda existe preconceito quanto ao deficiente, seja qual for o problema ou o grau de deficiência apresentado. Para a pedagoga Maria Fátima Silva, estes rótulos são difíceis de serem rompidos – mas não impossíveis, pois na sua opinião, “quando olhamos para as pessoas em situação de rua, falamos que são pessoas usuárias de drogas e quando olhamos para as pessoas com deficiência, dizemos que todas elas não podem. O rótulo é uma coisa muito complexa no nosso cotidiano e se desvencilhar disso é muito difícil”.

    É comum que, em meio ao desconhecido, não saibamos como agir e que o medo e o preconceito falem mais alto do que a necessidade de respeitar. “O respeito à diversidade é fundamental para constituir e promover a inclusão”, completa Maria Fátima. Por isso, é fundamental entender a singularidade de cada criança especial.

    Compartilhando na mesma linha de raciocínio, a psicóloga Flávia Parente destaca que a deficiência não é uma característica que minimize as habilidades das crianças especiais: “Não as chamamos de crianças com necessidades especiais, porque todos precisamos de atenção, amor, de um trabalho, de amigos, de escola. Também não falamos deficientes, porque isso confere a elas uma menor valia, como se não fossem capazes de nada. Essas crianças têm a deficiência como uma de suas características e ponto”. 

    Ela enfatiza que a associação que fazemos entre a deficiência e a incapacidade de realizar tarefas é um exemplo de barreira atitudinal. Barreiras estas que se mostram como comportamentos e associações que julgam os deficientes como incapazes e dependentes, o que gera exclusão e segregação. Há também barreiras físicas, falta de acessibilidade e carência de uma estrutura que integre corretamente os deficientes à sociedade.

    Nesse sentido, a FMB argumenta que felizmente, hoje, tenta-se minimizar os efeitos de tantos anos de exclusão, pois alguma evolução se percebe a partir da compreensão do que é a “deficiência”. Desse modo, substituir “deficiente” por “especial” modifica um pouco a situação da criança, pois altera a nossa atitude quando compreendemos que existem necessidades especiais, fazendo com que essa criança especial tenha a chance de se sentir reconhecida.

    De fato, não podemos ignorar que, nos últimos anos, o Brasil vem apresentado diversos projetos de lei que buscam incluir, cada vez mais, as crianças e pessoas com deficiência à sociedade. Veja, a seguir, alguns destes projetos de lei e os direitos da pessoa com deficiência:

    – Desde o ano 2000, deficientes, idosos e gestantes têm direito ao atendimento prioritário em serviços públicos e privados. Crianças e pessoas com diagnósticos de autismo, Síndrome de Down, deficiência mental, auditiva e visual também são resguardados pela lei.

    – Em 2016 entrou em vigor a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (LBI), que garante a crianças e pessoas com deficiência o acesso às tecnologias assistivas, à saúde pública, e à educação nas redes públicas e privadas. Desde então, nenhum colégio privado pode negar matricular alguém com deficiência, e ainda menos cobrar taxas extras por conta das necessidades dos seus filhos.

    – A Constituição Federal e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) garantem o direito ao educador especial em sala de aula. Todas as crianças especiais também têm direito ao AEE (Atendimento Educacional Especializado) para complementar o ensino regular, no turno contrário ao que a criança está matriculada. Exemplo: se a criança estudar de manhã, o AEE será no período da tarde.

    – Empresas com 100 empregados ou mais devem fornecer de 2% a 5% de todas as suas vagas destinadas às pessoas com deficiência. Caso a quota não seja cumprida, a empresa pode ser multada!

    Posto isso, considero ser de bom-tom termos em mente que não só o dia 9 de dezembro, mas todos os dias sejam dias de reflexão, sensibilização e luta de todos nós na construção de uma sociedade mais inclusiva e igual para todos, onde possa prevalecer o amor e o sorriso maroto de uma criança especial, que merece todo o nosso carinho e a nossa atenção! Vocês não concordam?

    ~ Dani ~

  • Cidades pela vida, cidades contra a pena de morte

    Fonte: Palmela

    Comentei no post anterior que as datas comemorativas têm sido a minha bússola para o planejamento dos diversos temas que venho escrevendo e ao procurar um assunto relevante para postar no final deste mês, acabei me deparando com este tema que, sinceramente, nem sabia que existia. Após algumas pesquisas e reflexões, vamos devanear sobre o Dia Internacional “Cidades pela Vida / Cidades contra a Pena de Morte”, que é comemorado anualmente no dia 30 de novembro. 

    Trata-se de um movimento criado em 2002 pela Comunidade de Sant´Egídio, organização não-governamental italiana, com o objetivo de assinalar o aniversário da primeira abolição da pena de morte da História, que ocorreu no Grão-Ducado da Toscana, no norte da Itália, no dia 30 de novembro de 1786. Desde 2007, esta iniciativa tem o apoio da Coligação Mundial contra a pena de morte, da qual a Anistia Internacional faz parte, no intuito de  alertar a população sobre a importância do respeito internacional pelo Direito à Vida e pela Declaração Universal dos Direitos Humanos.

    Segundo a Wikipedia, mais de 2000 cidades espalhadas por todo o mundo já aderiram a este movimento e declararam-se “Cidades pela Vida”, empenhadas na abolição da pena de morte. Deste modo, este dia global, conhecido como Cities for Life Day, tornou-se um importante evento para despertar a consciência e envolver as instituições na procura de um sistema judicial que não incite à morte e respeite a vida.

    CitiesForLife_Comunita-di-SantEgidio_pena-di-morte

    Acerca dessa grande mobilização mundial contra a pena capital, nos damos conta de que a  cultura do punitivismo tem crescido consideravelmente nos últimos anos, devido ao anseio social por penas mais severas sendo que, em alguns países, aplicam-se a pena de morte, na tentativa de resguardar a segurança e dias melhores para a população.    

    De acordo com Dom Roberto Francisco Ferreria Paz, Bispo de Campos (RJ), “conceituar que certas pessoas são inimigas e temos o direito de eliminá-las, equivale acreditar naquele velho adágio latino: si vis pacem para bellum (se queres paz prepara-te para a guerra). Paradoxalmente, o Bispo de Campos (RJ) relembra as palavras do Papa João Paulo II que: “se queres paz prepara-te para paz, pois a paz não é apenas um resultado ou somente uma meta, mas um caminho que só pode ser alcançado pela não violência ou, se preferimos, pela justiça restaurativa”.

    Desse modo, isso nos leva à reflexão de que enquanto reagirmos ao mal com o mal, estaremos alimentando incessantemente a espiral da violência. Como nos ensina Gandhi de que se levarmos “a ferro e fogo” o Código de Hamurabi do “olho por olho e dente por dente” ficaremos caolhos e banguelas, Dom Roberto Francisco infere que somente uma cultura de paz e reconciliação pode renovar o pacto civilizatório e humano, pois é na confiança e esperança na pessoa que geramos também uma convivência solidária e responsável, além de inclusiva. 

    Assim, ele nos alerta de que “quando o Estado e o poder público mata a um ser humano cumprindo uma sanção penal, reproduz a violência e a multiplica ensinando o triste e perverso meio do extermínio”. O medo e o terror nos aterrorizam e nos tornam muito piores, pois na sua versão, “desumanizar e degradar aqueles que cometeram crimes é, sem dúvida, a falência da democracia, da sociedade e da dignidade humana”.

    Diante dessa premissa, precisamos considerar que não faltam relatos do sofrimento físico e desumano causado pelas execuções. À vista disso, o movimento para a erradicação da pena de morte no mundo está a todo vapor, sob o comando da Anistia Internacional, afirmando que “não há justiça sem vida” e que “a pena de morte é a forma mais cruel, desumana e degradante de punição, uma vez que o direito à vida é inalienável e nenhuma autoridade pode decidir tirar a vida de um ser humano”.

    A pena de morte é um sintoma de uma cultura de violência, mais do que uma solução para esta, visto não ter provas acerca do seu efeito dissuasor e negando qualquer possibilidade de reabilitação e reconciliação. Os erros judiciais podem acontecer mas a pena de morte é irreversível e pode ser aplicada a um inocente. Embasado nesta divergência, o direito internacional é favorável à abolição universal e encoraja todos os Estados a abolir a pena de morte, destacando que atualmente 58 países retêm esta forma cruel e desumana de punitivismo.

    Fonte: Estremoz

    Em homenagem à esta data, milhares de cidades em todo o mundo iluminam (muitas vezes com velas) um monumento histórico ou edifício público, em protesto contra a pena de morte. É um ato simbólico, com a luz da vida a vencer a escuridão da morte!!!

    ~ Bia ~

  • Segunda Sem Carne?

    Fonte: Segredos do Mundo

    Isso mesmo!!! Talvez você já saiba que se trata de um movimento que chegou ao Brasil em 2009, a partir de uma campanha da Sociedade Vegetariana Brasileira em parceria com a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente da Prefeitura de São Paulo, com a ideia de que as pessoas deixem de consumir carne pelo menos uma vez por semana. O dia escolhido foi segunda-feira porque é o dia da semana que planejamos colocar em prática mudanças no melhor estilo “agora eu começo”. Então… que tal começarmos a nos alimentar de forma a tornar o mundo melhor? 

    Cortar de vez a carne não é uma tarefa fácil para muita gente, mas você sabia que abrir mão dela, pelo menos, uma vez na semana já faz uma enorme diferença na saúde e no impacto ambiental? Prova disso é a criação da campanha Segunda Sem Carne, que começou em 2003 nos Estados Unidos com o propósito inicial de prevenir doenças causadas pelo excesso do consumo de carne. Atualmente a campanha está presente em mais de 40 países, objetivando conscientizar a população sobre os impactos que o consumo de produtos de origem animal têm sobre os animais, nossa saúde e nosso planeta.

    Por que aderir a esse movimento?

    Pelo planeta

    Fonte: Awebic

    O impacto socioambiental causado pela pecuária é assustador pois consome grande quantidade de água, grãos, combustíveis fósseis, pesticidas e drogas. Consequentemente, geram grande quantidade de excrementos, contaminam os mananciais, causam a erosão e a poluição atmosférica. Isso sem contar que a pecuária é a principal responsável pela destruição de florestas tropicais e outras áreas naturais. A seguir temos alguns dados encontrados no Awebic que considero importante compartilhar:

    – Devido ao uso intensivo de água para produção de carnes, um consumidor médio de carne demanda indiretamente mais de 3800 litros de água por dia (Fonte: Bureau of International Information Programs);

    – A produção de 1 quilo de carne bovina no Brasil emite cerca de 335 quilogramas de gás carbônico (CO2), o que equivale a dirigir um carro médio por cerca de 1600 quilômetros;

    – A pecuária é responsável por 14,5% das emissões de gases causadores do efeito estufa oriundas das atividades humanas (Fonte: Food and Agricuture Organization);

    – O setor pecuário é responsável por mais de 80% de todo desmatamento no Brasil (Fonte: Amazonia.org).

    Diante desses dados, Imaginem multiplicar tudo isso pela quantidade de pessoas que comem carne todos os dias! Insustentável para o planeta, não é mesmo?

    Pelos animais

    Fonte: Awebic

    Difícil acreditar mas durante um único ano, são mortos mais de 70 bilhões de animais terrestres em todo o mundo. Isso sem contar os animais marinhos que também são sacrificados para a alimentação. Segundo o último relatório do IBGE, são abatidos aproximadamente 1 boi, 1 porco e 190 frangos POR SEGUNDO no Brasil. Ao reduzir o consumo de carne, pelo menos, uma vez por semana, ajudamos a preservar não apenas a biodiversidade da nossa fauna, como também a vida desses animais. Afinal, se desejamos uma sociedade pacífica, mais justa e sem violência, um ótimo primeiro passo é tirar a violência do nosso prato, não acham?

    Pela saúde das pessoas

    Fonte: Awebic

    Médicos e nutricionistas afirmam que uma alimentação centrada em vegetais diminui o risco de diabetes, de infarto e outras doenças cardiovasculares, além de reduzir o risco de alguns tipos de câncer, como o do intestino grosso. Pode não parecer, mas retirar alimentos de origem animal do prato por, pelo menos um dia, pode trazer muitos benefícios para a saúde. Conforme a Awebic, dietas sem carne são estimuladas pela Associação Dietética Americana e Nutricionistas do Canadá, bem como por renomadas instituições como o American Institute for Cancer Research, American Heart Association, Food and Drug Administration, Departamento de Agricultura dos Estados Unidos e muitas outras.

    Através do quadro a seguir, é possível visualizar, de maneira mais sucinta, os impactos acima descritos.

    Fonte: Sociedade Vegetariana Brasileira

    O que podemos fazer?

    Em um planeta com quase um bilhão de pessoas passando fome, as carnes apresentam-se como uma fonte precária de alimentos, demandando, como acabamos de ver, recursos escassos como água e terras que poderiam ser diretamente usados para a alimentação humana. Precisamos mudar padrões de consumo!!! Passar um dia da semana, pelo menos, sem carne é a mudança mais importante que cada um pode fazer, pois atinge com uma só “cajadada”, o cerne dos problemas políticos, éticos, ambientais e sociais. “É uma atitude que influencia não somente na busca por um planeta mais sustentável como também melhora a saúde, provê tratamento mais ético aos animais, combate a fome global e colabora com o ativismo político e comunitário”, como declara o ex-Beatle Paul McCartney, um dos embaixadores da campanha no Reino Unido.

    Fonte: Sociedade Vegetariana Brasileira

    Pesquisando no YouTube, achei muito interessante o vídeo do Átila Iamarino falando sobre a segurança alimentar e sustentabilidade. Se você tem compaixão, não só com o seu semelhante que está passando fome, mas também com a preservação do meio ambiente, vale a pena prestar atenção nos dados por ele apresentados.

    Quando nos tornamos indivíduos responsáveis pelas nossas próprias ações, estaremos pensando coletivamente. Vamos participar e compartilhar desse movimento sustentável diante de tanta insustentabilidade! “Tô dentro”, e você?

    ~ Bia ~

  • Dia Internacional da Pessoa com Deficiência: “soluções transformadoras para desafios interligados”

    bernadetealves.com

    Não sei se vocês já perceberam, mas estamos postando diferentes assuntos tomando como referência as datas comemorativas, pois desta maneira conseguimos nos organizar a fim de executarmos um bom planejamento acerca dos temas que pretendemos abordar neste blog que, pelo menos para nós, está sendo muito prazeroso, uma vez que estamos tendo a oportunidade de expor os nossos pensamentos e transmitir nossa profunda gratidão por todas as pessoas que foram e têm sido importantes na nossa vida. Mas deixando o blá-blá-blá de lado, vamos ao tema de hoje. No início do próximo mês, mais precisamente no dia 03 de dezembro, comemoramos o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, que foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 14 de outubro de 1992 para que, a cada ano, seja estimulada uma reflexão sobre os direitos da pessoa com deficiência, tanto na instância nacional como na municipal.

    Como comentamos anteriormente, no dia 21 de setembro comemoramos no Brasil, o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência e naquele mês postamos um artigo alusivo ao Setembro Verde, que é uma campanha dedicada à inclusão social de pessoas com deficiência que, assim como este dia especialmente dedicado aos direitos e ao bem-estar das pessoas com deficiência, em todas as esferas da sociedade e do desenvolvimento, tem como objetivo a conscientização sobre a importância de inseri-las em diferentes aspectos políticos e sociais, até os econômicos e culturais.

    Mas… o que é ser pessoa com deficiência? 

    De acordo com o Decreto Lei nº 3.298, de 20 de dezembro de 1999, a deficiência humana pode ser definida como “toda perda ou anormalidade de uma estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatômica que gere incapacidade para o desempenho de atividade, dentro do padrão considerado normal para o ser humano”.

    As deficiências podem ter origem genética e surgir no período de gestação, em  decorrência do parto ou nos primeiros dias de vida do bebê. Na vida adulta, podem ser consequência de doenças transmissíveis ou crônicas, perturbações psiquiátricas,  desnutrição, abusos de drogas, traumas e lesões. Desta forma, são classificadas em:

    – Deficiência física: é aquela que possui alterações que comprometem a realização de determinada atividade física. Essas alterações podem existir desde o nascimento ou serem adquiridas durante a vida. Nesse último caso, a violência e acidentes são fatores bastante relacionados com o aumento do número de deficientes físicos a cada ano.

    – Deficiência visual: é aquela que apresenta cegueira ou baixa visão. No primeiro caso, o portador não consegue perceber imagens e nem mesmo a luz. O paciente com baixa visão, entretanto, consegue perceber algumas imagens, porém, necessita da ajuda de alguns instrumentos, como lupas ou então a ampliação de materiais. Pessoas que apresentam problemas como miopia, astigmatismo ou hipermetropia não podem ser consideradas deficientes visuais.

    – Deficiência auditiva: é aquela que se caracteriza pela perda bilateral, parcial ou total da audição. Ela pode ser ocasionada por má-formação ou lesões nas estruturas que fazem parte da composição do aparelho auditivo.

    Deficiência intelectual: é aquela que afeta o funcionamento intelectual do paciente, que é relativamente menor que o da média dos outros indivíduos. Nesse caso, o problema tende a aparecer antes dos 18 anos de idade.

    – Deficiência múltipla: é aquela que afeta mais de uma das deficiências acima mencionadas.

    Segundo a ONU, são 1 bilhão de habitantes no mundo com algum tipo de deficiência física ou intelectual, sendo que 80% vivem em países em desenvolvimento. Assim, com base em muitas décadas de trabalho da ONU no campo da deficiência, a cada ano, um tema é escolhido para a campanha de conscientização, sendo que em 2022, o tema do Dia Internacional das Pessoas com Deficiência é: “Um momento decisivo: soluções transformadoras para desafios interligados” em reconhecimento de que o mundo está em um momento crítico na história das Nações Unidas, sendo que agora é o momento decisivo de agir e encontrar soluções conjuntas na construção de um mundo mais sustentável e resiliente para todos e para as próximas gerações .

    Nesse sentido, o Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU enfatiza que, “diante das crises complexas e interconectadas que a humanidade enfrenta atualmente, incluindo não só os agravos da pandemia do COVID-19, da guerra na Ucrânia e em outros países, mas a inflexão nas mudanças climáticas que vem apresentando desafios sem precedentes, com ameaças à economia global, as pessoas em situação de vulnerabilidade, como as pessoas com deficiência, são as mais excluídas e deixadas para trás. Em alinhamento com a premissa central da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável de “não deixar ninguém para trás”, é crucial que governos, setores público e privado encontrem soluções inovadoras de forma colaborativa para e com pessoas com deficiência, no intuito de tornar o mundo, um mundo mais acessível e equitativo”. 

    Desse modo, a observância anual do Dia Internacional das Pessoas com Deficiência visa promover a compreensão das questões da deficiência e mobilizar o apoio à dignidade, aos direitos e bem-estar das pessoas com deficiência. Essas atividades acontecem na Conferência dos países que fazem parte da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CRPD), sendo que o Brasil é signatário desde 2009. A comemoração esse ano será em Nova York, no dia 5 de dezembro de 2022  (9h00-12h00), através da Reunião Virtual Zoom e o prazo para se inscrever para o evento é 30 de novembro de 2022 à meia-noite (horário de Nova York).

    As Nações Unidas destaca que “a observância global de 2022 para comemorar o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência será em torno do tema abrangente de inovação e soluções transformadoras para o desenvolvimento inclusivo, alicerçado em três diferentes diálogos interativos, dos seguintes tópicos temáticos:

    – Inovação para o desenvolvimento inclusivo da deficiência no emprego (ODS8): este diálogo discutirá as ligações entre emprego, conhecimento e habilidades necessárias para acessar o emprego em um cenário tecnológico inovador e em rápida mudança para todos e como as tecnologias assistivas podem aumentar a acessibilidade ao emprego e ser integradas em o local de trabalho.

    Inovação para o desenvolvimento inclusivo da deficiência na redução da desigualdade (ODS10): este diálogo discutirá inovações, ferramentas práticas e boas práticas para reduzir as desigualdades nos setores público e privado, que incluem a deficiência e estão interessados ​​em promover a diversidade no local de trabalho.

    Inovação para o desenvolvimento inclusivo da deficiência: o esporte como caso exemplar: um setor onde todos esses aspectos se fundem; esporte como um exemplo de boas práticas e um local de inovação, emprego e equidade”.

    Logotipo do Dia Internacional das Pessoas com Deficiência representa duas pessoas que se dão as mãos, numa atitude mútua de solidariedade e de apoio em plano de igualdade, circundadas por uma parte do emblema da ONU

    Segundo Romeu Sassaki, consultor e uma das maiores referências na área de inclusão, a iniciativa é um encorajamento para que nenhum de nós desista da construção de um mundo mais acessível e sustentável que inclua todas as pessoas com deficiência, ressaltando que a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiencia (CRPD) adotada pela Assembleia Geral em 13/12/2006 (em seu Artigo 9 – Acessibilidade), visa permitir que as pessoas com deficiência vivam de forma independente e autônoma e participem plenamente em todos os aspectos da sociedade, em igualdade de oportunidades (nos mesmos espaços ocupados pela maioria da população) e em equidade de condições (na medida justa da singularidade e especificidade de cada pessoa), identificando e eliminando os obstáculos e barreiras à acessibilidade.

    Posto isto, vamos nos ater que o estatuto da pessoa com deficiência no Brasil foi instituído pela Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015, com o objetivo de promover o direito à inclusão de forma igualitária para que o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais sejam realmente assegurados, cabendo ao Estado garantir esse bem-estar, principalmente por meio da formulação e implantação de políticas públicas, formuladas não só pelo poder público, como também pela sociedade civil e por aqueles que enfrentam as adversidades de viver em uma comunidade sem infraestrutura. Apenas assim, por meio do diálogo contínuo com esses indivíduos, nosso país será, de fato, acessível e inclusivo.

    “Não basta que todos sejam iguais perante a lei. É preciso que a lei seja igual perante todos.” (Salvador Allende)

    ~ Bia e Dani ~